2010 08 mar

MONEY OR MORALS?

propina

O conceito para quem escreve artigos em sites e blogs é o de procurar inserir opiniões sempre atuais sobres assuntos que nos cercam no dia a dia: facilita ser encontrado nas buscas na net.

Não sigo à risca este conselho. Não posso esquecer o meu lado mineiro na prudência e reflexão mais madura. Não tenho me dado mal, afirmo.

Não foi diferente sobre o que escrevo hoje.

Dias atrás, não muitos, foi aprovada a PAC das polícias. Versa sobre o pagamento de melhores salários aos executores de arriscadas funções. Até aí, vivas! Aliás, nem precisava de um Plano especial para que fossem reconhecidas estas carências e defasagens para a categoria em apreço.

Não compreendi, e continuo não compreendendo, como pode ainda ser tacanha a visão de nossos governantes, e governados, em engolirem a razão apresentada para que tal PAC fosse aprovada. Soou aos quatro ventos que o soldado da PM ou o policial civil precisava ganhar mais para não ser tentado a receber propinas.

Mama mia. Mais uma vez se pensa pequeno neste país. Quer dizer então que um certo Governador  pegava propina porque ganhava pouco, o “tadinho”. Quer dizer que as múltiplas maracutaias políticas aconteceram porque nossos mandatários de todos os poderes recebiam pouquinho no contra-cheques… daí as propinas e os desmandos cuecais  e meiais às turras.

Ora, que se elabore então PAC’s e mais PAC’s para dar aumento a tantos pobrezinhos.

O pior, e aqui ressalto, em nenhum dos debates efetuados pelos repórteres políticos das Tv’s se mancaram a levantar tal questionamento. Engolimos a seco as falas de nossos governantes populistas, eleitoreiros e messiânicos. E pronto.

Onde está nosso Senador Buarque que não levanta questionamento com a melhoria da formação intelectual e moral de nossos colégios pela instrução, como sempre fez?

Aliás, o último bastião no cenário político, que pelo seu partido PDT, se dobrou ao apoio à Dilma. Talvez agora curvar-se-á a este tipo de política chinfrim na camuflagem do problema em si. Nosso lutador, pela instrução melhorada no Brasil, apoiando a estes desmandos populistas.

Que adianta forrar os bolsos dos policiais se o que lhes falta é “Educação Moral e Cívica”?

AH! Que peninha! Por ter sido iniciativa da “Revolução” cortaram as lindas matérias OSPB (Organização Social e Política do Brasil) e EMC (Educacão Moral e Cívica).

Não estou a afirmar que deva ser só “intelectualizar” nosso soldado. Alías, um “intelectual” juiz (com letra minuscula) mata um vigia que o impedia de entrar no supermercado que já sencontrava fechado. Que adiantou “saber” muito com “moral” de menos?

O equilíbrio, eis a meta a se perseguir. Muito menos só $ no bolso.

Nosso cidadão vai em breve, se já não o é, equiparar-se ao americano que ainda acha que Buenos Aires é capital do Brasil. Querem suprimir a aula de religiosidade, não falo aula de Religião, o último laço (sem conotação de credo) a transmitir-se às  crianças, nossos futuros policiais, um sentido moral mais elevado, já que as famílias estão se depauperando com as aulas televisivas dos BBB’s da vida.

Acorda Brasil. Acorda imprensa especializada (4º poder).  Acorda Senador Buarque (ainda estamos esperançosos na sua luta, muitas vezes inglória). Acordemos nós deste depauperismo moral.

Paulo

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2010 03 mar

SHOW DE RESPOSTA

Inteligência


Inteligência e imaginação.

Pergunta feita pelo Professor Fernando, da matéria Termodinâmica, no curso
de Engenharia Química da FATEC em sua prova final.

Este Professor é conhecido por fazer perguntas do tipo ‘Por que os aviões voam?’
Nos últimos exames, sua única questão nesta prova para a turma foi:

‘O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta’

Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma.

Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:

‘Primeiramente, postulemos que o inferno exista e que esse é o lugar
para onde vão algumas almas .

Agora postulemos que as almas existem; assim elas devem ter alguma
massa e ocupam algum volume. Então um conjunto de almas também tem massa e
também ocupa um certo volume.

Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa
elas estão se movendo para dentro do inferno?
.
Podemos assumir seguramente que, uma vez que certa alma entra no
inferno ela nunca mais sai de lá. Logo, não há almas saindo.

Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas
diferentes religiões que existem no mundo e no que pregam algumas delas hoje em
dia.

Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você
vai para o inferno…

Se você descumprir algum dos 10 mandamentos ou se desagradar a Deus,
você vai para o inferno.

Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas
religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno.

A experiência mostra que poucos acatam os mandamentos.
Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos
esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar a
taxa de mudança de volume no inferno.

A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem
as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser
constante.

Existem, então, duas opções:

1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as
almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até
ele explodir, portanto EXOTÉRMICO.

2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada
de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno
se congele, portanto ENDOTÉRMICO.

Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FATEC me disse no
primeiro ano: ‘Só irei pra cama com você no dia que o inferno congelar’ e,
levando-se em conta que AINDA NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações
amorosas com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o inferno é
exotérmico.’

O aluno Thiago Faria Lima tirou o único 10 da turma.

CONCLUSÕES:

1) ‘A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho
original.’  (Albert Einstein)
2) ‘A imaginação é muito mais importante que o conhecimento.’ (Albert
Einstein)
3) ‘Um raciocínio lógico leva você de A a B. Imaginação leva você a
qualquer lugar que você quiser.’  (Albert. Einstein)

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2010 01 mar

OBESIDADE MENTAL

obesidade-mental

João César das Neves
O prof. Andrew Oitke, catedrático de Antropologia em Harvard, publicou em 2001 o seu polêmico livro “Mental Obesity”, que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.

Nessa obra introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.

Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física decorrente de uma alimentação desregrada. É hora de refletir sobre os nossos abusos no campo da informação e do conhecimento, que parecem estar dando origem a problemas tão ou mais sérios do que a barriga proeminente. “

Segundo o autor, “a nossa sociedade está mais sobrecarregada de preconceitos do que de proteínas; e mais intoxicada de lugares-comuns do que de hidratos de carbono.

As pessoas se viciaram em estereótipos, em juízos apressados, em ensinamentos tacanhos e em condenações precipitadas.

Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. “

“Os ‘cozinheiros’ desta magna “fast food” intelectual são os jornalistas, os articulistas, os editorialistas, os romancistas, os falsos filósofos, os autores de telenovelas e mais uma infinidade de outros chamados ‘profissionais da informação’”.

“Os telejornais e telenovelas estão se transformando nos hamburgers do espírito. As revistas de variedades e os livros de venda fácil são os “donuts” da imaginação. Os filmes se transformaram na pizza da sensatez.”

“O problema central está na família e na escola. “

“Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se abusarem dos doces e chocolates. Não se entende, então, como aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, por videojogos que se aperfeiçoam em estimular a violência e por telenovelas que exploram, desmesuradamente, a sexualidade, estimulando, cada vez com maior ênfase, a desagregação familiar, o homossexualismo, a permissividade e, não raro, a promiscuidade.

Com uma ‘alimentação intelectual’ tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é possível supor que esses jovens jamais conseguirão viver uma vida saudável e regular”.

Um dos capítulos mais polêmicos e contundentes da obra, intitulado “Os abutres”, afirma:

“O jornalista alimenta-se, hoje, quase que exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, e de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.”

O texto descreve como os “jornalistas e comunicadores em geral se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polêmico e chocante”.

“Só a parte morta e apodrecida ou distorcida da realidade é que chega aos jornais.”

“O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.

Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.

Todos dizem que a Capela Sistina tem teto, mas ninguém suspeita para quê ela serve.

Todos acham mais cômodo acreditar que Saddam é o mau e Mandella é o bom, mas ninguém se preocupa em questionar o que lhes é empurrado goela abaixo como “informação”.

Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um “cateto.”

Prossegue o autor:

“Não admira que, no meio da prosperidade e da abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.

A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se e o folclore virou “mico”. A arte é fútil, paradoxal ou doentia.

Floresce, entretanto, a pornografia, o cabotinismo (aquele que se elogia), a imitação, a sensaboria (sem sabor) e o egoísmo.

Não se trata nem de uma era em decadência, nem de uma ‘idade das trevas’ e nem do fim da civilização, como tantos apregoam. “

“Trata- se, na realidade, de uma questão de obesidade que vem sendo induzida, sutilmente, no espírito e na mente humana. O homem moderno está adiposo no raciocínio, nos gostos e nos sentimentos.

O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.”

Fonte: Diário de Noticias em 22/03/2004  (Portugal)

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2010 25 fev

A TOMADA DO PODER NO BRASIL É EMINENTE

gramsci

O tempo Urge, gente, estamos a cada dia mais perto de uma catastrofe no nosso sistema de governo.
Leiam este artigo gente, e se mobilizem no sentido de espalhar aos maximo o antidoto para essa possibilidade.
Como?  Facil!  Encaminhando ao maximo de pessoas todas as informações que visem descaracterizar o falso governo que aí está alienando a população com suas cestas e bolsas disto e daquilo, para alijar se dos possiveis obstaculos, que são as pessoas que não aceitam essa gradativa inversão de valores. Onde os esquerdistas se incorporaram aos meios democraticos fazendo de cordeiros que nada mais são do que lobos devoradores.  Espero que os srs sejam patriotas o suficiente para lerem todo o conteudo deste email. É uma questão de preservar o que temos de melhor além de nossas vidas. NOSSA LIBERDADE.

A  matéria, embora longa, merece ser lida pela brilhante e realista análise apresentada, e que, queiramos ou não, está transformando a sociedade brasileira.



Querermos e deixarmos que assim seja, ou não, é assunto para reflexão na intimidade de cada um …



VILSON
A tomada do poder : Gramsci e a comunização do Brasil   ( Gramsci foi um comunista do seculo 19, e suas ideias estão na cabeça do Lula, leiam a materia, por favor!  Não se omitam….



Anatoli Oliynik



Em lugar algum no mundo o pensamento de Gramsci foi tão disciplinadamente aplicado como está sendo no Brasil, agora pelo PT, cuja nomenklatura governamental segue com rigor as orientações emanadas dos intelectualóides uspianos que dirigem o Foro de São Paulo e que têm como cartilha os Cadernos do Cárcere, de Gramsci.

Quem não está familiarizado com as ideologias políticas, por certo estará perguntando: Quem foi Gramsci e qual sua relação com o comunismo brasileiro? Antonio Gramsci (1891-1937), pensador e político foi um dos fundadores do Partido Comunista Italiano em 1921, e o primeiro teórico marxista a defender que a revolução na Europa Ocidental teria que se desviar muito do rumo seguido pelos bolcheviques russos, capitaneados por Vladimir Illitch Ulianov Lênin (1870-1924) e seguido por Iossif Vissirianovitch Djugatchvili Stalin (1879-1953).

Durante sua prisão na Itália em 1926, que se prolongou até 1935, escreveu inúmeros textos sobre o comunismo os quais começaram a ser publicados por partes na década de 30, e integralmente em 1975, sob o título Cadernos do Cárcere. Esta publicação, difundida em vários continentes, passou a ser o catecismo das esquerdas, que viram nela uma forma muito mais potente de realizar o velho sonho de implantar o totalitarismo, sem que fosse necessário o derramamento de sangue, como ocorreu na Rússia, na China, em Cuba, no Leste Europeu, na Coréia do Norte, no Camboja e no Vietnã do Norte, países que se tornaram vítimas da loucura coletiva detonada por ideólogos mentecaptos.

Gramsci professava que a implantação do comunismo não deve se dar pela força, como aconteceu a Rússia, mas de forma pacífica e sorrateira, infiltrando, lenta e gradualmente, a idéia revolucionária.
A estratégia é utilizar-se de diplomas legais e de ações políticas que sejam docilmente aceitas pelo povo, entorpecendo consciências e massificando a sociedade com uma propaganda subliminar, imperceptível aos mais incautos que, a priori, representam a grande maioria da população, de modo que, entorpecidos pelo melífluo discurso gramsciano, as consciências já não possam mais perceber o engodo em que estão sendo envolvidas.

A originalidade da tese de Gramsci reside na substituição da noção de “ditadura do proletariado” por “hegemonia do proletariado” e “ocupação de espaços”, cuja classe, por sua vez, deveria ser, ao mesmo tempo, dirigente e dominante.

Defendia que toda tomada de poder só pode ser feita com alianças e que o trabalho da classe revolucionária deve ser primeiramente, político e intelectual.A doutora Marli Nogueira, juíza do trabalho em Brasília, e estudiosa do assunto, nos dá a seguinte explicação sobre a “hegemonia”: “A hegemonia consiste na criação de uma mentalidade uniforme em torno de determinadas questões, fazendo com que a população acredite ser correta esta ou aquela medida, este ou aquele critério, esta ou aquela ´análise da situação´, de modo que quando o comunismo tiver tomado o poder, já não haja qualquer resistência. Isto deve ser feito, segundo ensina Gramsci, a partir de diretrizes indicadas pelo ´intelectual coletivo´ (o partido), que as dissemina pelos ´intelectuais orgânicos´ (ou formadores de opinião), sendo estes constituídos de intelectualóides de toda sorte, como professores – principalmente universitários (porque o jovem é um caldo de cultura excelente para isso), a mídia (jornalistas também intelectualóides) e o mercado editorial (autores de igual espécie), os quais, então, se encarregam de distribuí-las pela população”.

Quanto à “ocupação de espaços”, pode ser claramente vislumbrada pela nomeação de mais de 20 mil cargos de confiança pelo PT em todo o território brasileiro, cujos detentores desses cargos, militantes congênitos, têm a missão de fazer a acontecer a “hegemonia”.

Retornando a Gramsci e segundo ele, os principais objetivos de luta pela mudança são conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social, artistas, sindicatos etc.), uma vez que, os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis.

O proletariado precisa transformar-se em força cultural e política, dirigente dentro de um sistema de alianças, antes de atrever-se a atacar o poder do Estado-burguês. E o partido deve adaptar sua tática a esses preceitos, sem receio de parecer que não é revolucionário.

Isso o povo brasileiro não está percebendo, pois suas mentes já foram entorpecidas pelo governo revolucionário que está no poder.
Desta forma, Gramsci abandonou a generalizada tese marxista de uma crise catastrófica que permitiria, como um relâmpago, uma bem sucedida intervenção de uma vanguarda revolucionária organizada. Ou seja, uma intervenção do Partido.

Para ele, nem a mais severa recessão do capitalismo levaria à revolução, como não a induziria nenhuma crise econômica, a menos que, antes, tenha havido uma preparação ideológica. É exatamente isto que está acontecendo no presente momento aqui no Brasil: A preparação ideológica. E está em fase muito adiantada, diga-se de passagem.

Segundo a doutora Marli Nogueira: “Uma vez superada a opinião que essa mesma sociedade tinha a respeito de várias questões, atinge-se o que Gramsci denominava ´superação do senso-comum´, que outra coisa não é senão a hegemonia de pensamento. Cada um de nós passa, assim, a ser um ventríloquo a repetir, impensadamente, as opiniões que já vêm prontas do forno ideológico comunista. E quando chegar a hora de dizer ´agora estamos prontos para ter realmente uma ´democracia´ (que, na verdade, nada mais é do que a ditadura do partido), aceitaremos também qualquer medida que nos leve a esse rumo, seja ela a demolição de instituições, seja ela a abolição da propriedade privada, seja ela o fim mesmo da democracia como sempre a entendemos até então, acreditando que será muito normal que essa ´volta à democracia´ se faça por decretos, leis ou reformas constitucionais”.

Lênin sustentava que a revolução deveria começar pela tomada do Estado para, a partir daí, transformar a sociedade. Gramsci inverteu esses termos: a revolução deveria começar pela transformação da sociedade, privando a classe dominante da direção da “sociedade civil” e, só então, atacar o poder do Estado. Sem essa prévia “revolução do espírito”, toda e qualquer vitória comunista seria efêmera.

Para tanto, Gramsci definiu a sociedade como “um complexo sistema de relações ideais e culturais” onde a batalha deveria ser travada no plano das idéias religiosas, filosóficas, científicas, artísticas etc. Por essa razão, a caminhada ao socialismo proposta por Gramsci não passava pelos proletariados de Marx e Lênin e nem pelos camponeses de Mão Tse Tung, e sim pelos intelectuais, pela classe média, pelos estudantes, pela cultura, pela educação e pelo efeito multiplicador dos meios de comunicação social, buscando, por meio de métodos persuasivos, sugestivos ou compulsivos, mudar a mentalidade, desvinculando-a do sistema de valores tradicionais, para implantar os valores da ideologia comunista.
Fidel Castro, com certeza, foi o último dinossauro a adotar os métodos de Lênin. Poder-se-á dizer que Fidel é o último dos moicanos às avessas considerando que seus discípulos Lula, Morales, Kirchner, Vasquez e Zapatero, estão aplicando, com sucesso, as teses do Caderno do Cárcere, de Antônio Gramsci.

Chávez, o troglodita venezuelano, optou pelo poder força bruta e fraudes eleitorais. No Brasil, por via das dúvidas, mantêm-se ativo e de prontidão o MST e a Via Campesina, como salvaguarda, caso tenham que optar pela revolução cruenta que é a estratégia leninista.

Todos os valores que a civilização ocidental construiu ao longo de milênios vêm sendo sistematicamente derrubados, sob o olhar complacente de todos os brasileiros, os quais, por uma inocência pueril, seja pelo resultado de uma proposital fraqueza do ensino, seja por uma ignorância dos reais intentos das esquerdas, nem mesmo se dão conta de que é a sobrevivência da própria sociedade que está sendo destruída.Perdidos esses valores, não sobra sequer espaço para a indignação que, em outros tempos, brotaria instantaneamente do simples fato de se tomar conhecimento dos últimos acontecimentos envolvendo escancaradas corrupções em todos os níveis do Estado.

O entorpecimento da razão humana, com o conseqüente distanciamento entre governantes e governados, já atingiu um ponto tal que, se não impossibilitou, pelo menos tornou extremamente difícil qualquer tipo de reação por parte do povo.Estando os órgãos responsáveis pela sua defesa –  imprensa, associações civis, empresariado, clero, entre outros – totalmente dominados pelo sistema de governo gramsciano que há anos comanda o País, o resultado não poderia ser outro: a absoluta indefensabilidade do povo brasileiro.

A este, alternativa não resta senão a de assistir, inerme e inerte, aos abusos e desmandos daqueles que, por dever de ofício, deveriam protegê-lo em todos os sentidos.

A verdade é que os velhos métodos para implantação do socialismo-comunismo foram definitivamente sepultados. Um novo paradigma está sendo adotado, cuja força avassaladora está sendo menosprezada, e o que é pior, nem percebido pelo povo brasileiro.

O Brasil está sendo transformado, pelas esquerdas, num laboratório político do pensamento de Gramsci sob a batuta de Lula, o aluno aplicado, e a tutela do Foro de São Paulo.

Anatoli Oliynik é administrador e consultor de empresas.

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2010 20 fev

A CONSTITUIÇÃO E O GENERAL

militar

“A farda não abafa, no peito do soldado, o cidadão”.

Marechal Osório,

Senador do Império e Patrono da Arma de Cavalaria.

O General-de-Exército Maynard Marques de SANTA ROSA foi punido com exoneração do cargo de Chefe do Departamento-Geral do Pessoal do Comando do Exército, por haver criticado o Programa Nacional dos Direitos Humanos, aprovado por decreto do Presidente da República — que, segundo suas próprias declarações, assinou sem ler.

O momento merece reflexões. A maioria dos militares da ativa se cala, aceitando pacificamente as teses enfaticamente divulgadas pela propaganda oficial de que “o poder militar deve estar subordinado ao poder civil” e que o militar não pode se pronunciar em assuntos políticos.

O art. 5º da Constituição Federal declara que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes”:

“IV -  é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”;

“VIII -  ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei”;

“IX -  é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Não há ressalvas aos incisos apresentados e, portanto, o General não poderia ser punido por haver declarado, por exemplo, que a Comissão da Verdade corria o risco de torna-se uma “Comissão da Calúnia” porque é constituída pelos “mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o seqüestro de inocentes e o assalto a bancos como meio de combate ao regime, para alcançar o poder”.

Não basta concordar com o General. É preciso discutir os motivos de sua punição e questionar se os militares não têm os mesmos direitos dos demais cidadãos e, nesse caso, passam a ser “cidadãos de segunda classe”, o que seria uma aberração. Isso fere os preceitos constitucionais e alguns dos Princípios Básicos da MAÇONARIA, por nós grifados no próprio caput do citado artigo: liberdade e igualdade.

Outra aberração é a “subordinação dos militares aos civis”, da forma como está sendo interpretada. Os militares devem ser subordinados às leis e aos poderes constituídos, como qualquer outro cidadão. E assim estão. E assim aceitam. Não “subordinados aos civis”, pressupondo que os militares não devem ser instituídos como autoridade pública, em cargos de natureza política.

Nossas homenagens públicas ao General SANTA ROSA e a todos os militares que não aceitam a condição de “cidadãos de segunda classe”.

Lucas Francisco Galdeano

Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente do Distrito Federal

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2010 14 fev

É PARA RIR MESMO!

humor

Um dia, Deus, muito insatisfeito com a humanidade e os seus pecados, decidiu pôr fim a tudo. Reuniu então todos os líderes mundiais para comunicar-lhes pessoalmente a sua decisão de acabar com a humanidade em 24 horas.

Deus disse: “  Reuni-vos aqui para comunicar que extinguirei a humanidade em 24 horas”.

E o povo dizia:”Mas, Senhor…”

” Nada de MAS, este é o limite, a humanidade vai abandonar a Terra para todo o sempre! Portanto, voltem aos respectivos Países e digam ao Povo que  estejam preparados. Têm 24 horas! ”

O primeiro a reunir o povo foi OBAMA.


Em Washington, através de uma mensagem à nação, OBAMA disse:
“Americanos, eu tenho uma boa notícia e uma má notícia para dar.A boa notícia é que Deus existe e que ele falou comigo. Mas, claro, já sabíamos disso.
A má notícia é que esta grande Nação,  o nosso grande Sonho, só tem 24 horas de existência. Este é o desejo de Deus”.

Fidel  Castro reuniu todos os cubanos e disse:


“Camaradas, povo Cubano, tenho duas más notícias.
A primeira é que Deus existe… sim, eu vi-o, estava mesmo à minha frente!!!
Estive enganado este tempo todo…
A segunda má notícia é que em 24 horas esta magnífica Revolução pela qual tanto temos lutado, vai deixar de existir.”


Finalmente, no Brasil, Lula dá uma conferência de imprensa:


“Brasileiros, hoje é um dia muito especial para todos nós. Tenho duas boas notícias..
A primeira boa notícia é que eu sou um enviado de Deus, um mensageiro, porque conversei com ele pessoalmente.
A segunda boa notícia é que, conforme constava do Programa do Governo, em apenas em 24 horas, serão erradicados para sempre o desemprego, o analfabetismo, o tráfico de drogas, a corrupção, a pedofilia, os problemas de transporte, água e luz, habitação, de burocracia, e, o mais espectacular de tudo: todos os impostos vão acabar, assim como a miséria e a pobreza neste País!!!  Nunca nenhum outro governante fez isto por este País. É o nosso Governo cumprindo tudo o que prometeu!!!”

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2010 14 fev

CARNAVAL – REFLEXÃO

carnaval

Não  trata-se  de  imposição  da  crença! Apenas  divulgar  pensamentos  que  comungo  e  assim  tentar  ser  multiplicador  de  mensagens  e  energias  construtivas  na  vida  de  todos!

Então, quando  possível  e  conveniente, leia  c/a  mente  aberta  e  coração  desprendido  p/uma  boa  reflexão!

Tenha  um  excelente  feriado!

O CARNAVAL

Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a

existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura
generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.

É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos
felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos
seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos
sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as
sociedades que se pavoneiam com o título de civilização.

Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente
incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos,
prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso
espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas
indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais
esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos
aprendizados fazem desaparecer.

Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das
forças das  trevas  nos corações e, às vezes, toda uma existência não
basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de
esquecimento do dever.

Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de
necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os
salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas
por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos
deveres sociais e divinos.

Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas
consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos
necessitados de um pão e de um carinho.

Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam:

* Os leprosos,
* Os cegos,
* As crianças abandonadas,
* As mães aflitas e sofredoras.

Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se
preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme
o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a
esperança dos que choram e sofrem?

Que os nossos irmãos compreendam semelhantes objetivos de
nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas
possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes
para o bem de todas as almas.

É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio
coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto
houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza,
ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria
moral.

Emmanuel
Chico Xavier em Julho de 1939
Revista Internacional de Espiritismo.

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2010 11 fev

CORDEIRINHOS

LoboCordeiro

MAIAKOVSKY

A impressão que nos dá é a de que estamos apáticos diante de algumas situações da vida. Aceitamos tudo, calamo-nos no confronto com as arbitrariedades sofridas e observadas. É cada um por si…

Somos invadidos, frequentemente, em nossa privacidade: é o telefonema impertinente, com várias ofertas e pedidos de ajuda os mais diversos; é a fatura com débito de serviços que não ordenamos, e de difícil estorno. Isto sem falar nos planos de saúde que nos tratam com desprezo; cartões de crédito e contas bancárias que nos debitam taxas as mais variadas que saqueiam nosso bolso aliados a estratégia bem elaborada para nos cansar e, por fim, nos fazer desistir do ressarcimento, quando reclamado.  Ações estas bem assessoradas que nos põem em risco de virar réu se ousarmos reclamação via judicial.

O relato aqui exposto é a pura realidade e o leitor sabe muito bem! Se não já tiver sido constrangido com alguma dessas ações, certamente conhece alguém que já o foi, porque em qualquer bate papo do dia a dia observa-se queixas freqüentes sobre as agressões que o cidadão vem sofrendo em prejuízo de seus direitos. Isto sem citar outras situações degradantes que se afiguram como quando necessitados em tirar uma simples segunda via da carteira de identidade, ter que enfrentar  uma enorme fila, cuja senha de atendimento só  recebe quem madrugar na porta da instituição expedidora. Pagamos um tributo municipal anual com reajuste de 35% quando a inflação foi negativa… e, inertes, aceitamos.

Nesta reflexão sobre a violência dissimulada que adentra em nossos lares, concluímos com o poema de Maiakovsky,  que de forma analógica remete-se ao tema:

“Na primeira noite, eles se aproximam

e colhem uma flor de nosso jardim.

E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem,

pisam as flores, matam nosso cão.

E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles,

entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,

e, conhecendo nosso medo,

arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada,

já não podemos dizer nada.”


*Roberto Sampaio


Diário do Nordeste – Opinião – Idéias- 11.02.2010


http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=734998

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2010 09 fev

AS MINHAS DESCULPAS ÀS PROSTITUTAS

politicos

O Alamar, cujos artigos são aqui neste espaço constantemente publicados, nos manda esta preciosidade abaixo a qual, naturalmente, não poderia me furtar em publicar.


Eu tenho escrito algumas bobagens e, por conta disto, fui chamado a atenção pelo meu amigo querido, exemplo de muita dignidade na Igreja Católica, sob um aspecto que, pensando bem, ele tem muita razão.

Em vários momentos, indignado com a safadeza, a pouca vergonha, a canalhice e o mau caratismo da maioria dos nossos políticos, que fazem tudo por dinheiro, a qualquer custo, sem qualquer compromisso com ética, dignidade, moral e caráter, eu os chamei de prostitutas.

E desta forma eu os vinha qualificando, até que o amigo Padre Selço convidou-me a uma reflexão, baseado neste email que me mandou.

Alamar

Em suas argumentações e reflexões sobre o Ano Eleitoral, o senhor tem usado a referência “prostitutas” aos políticos gananciosos por dinheiro público. Concordo com sua maneira de ver os fatos e os caminhos a seguir para se chegar a uma verdadeira democracia.

Entretanto, como padre tenho encontrado com frequencia prostitutas para orientação espiritual e busca de saídas para sua cruel vida. Tenho por elas um grande respeito pois fazem tudo para conseguir criar filhos, sobreviver. Nunca fui procurado por uma prostituta com “riqueza imoral”. Nunca conversei com alguma que não estivesse preocupada em ser solidária com os pobres de seu ambiente familiar ou social. Conheço algumas que saíram daquela vida com muita dignidade e hoje, humilde mas dignamente, toca a vida de suas famílias. Sugiro, portanto, em respeito a essa classe marginalizada e explorada por pessoas inescrupulosas, que não as compare, nem por ‘mentalidade’, com os nossos políticos corruptos.

Finalmente, sou radicalmente contra a prostituição, ela não deve existir e se depender de mim jamais existiria. Entretanto elas existem aos milhares e as acho muito mais dignas do que nossos políticos.

Um bom ano 2010 e continue na luta!

Pe. Selço

Padre Selço tem razão. O pior é que eu também tenho tido contato com mulheres, que também são prostitutas, e de fato nunca vi em nenhuma delas qualquer tipo de atitude que possa ser comparada com a maldade, a indecência, a frieza, a falta de sensibilidade humana, a pouca vergonha e a sujeira da maioria dos políticos.

Diante de tal realidade, acho até que chamá-los de filhos delas, seria desrespeitoso à elas e não a eles.

Alamar Régis

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2010 02 fev

BIG BROTHER BRASIL

heroínaheroi

Autor: Antonio Barreto,

Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não dêem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração

Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.

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2010 01 fev

ACIDENTE OU NEGLIGÊNCIA?

Retorna ao nosso convívio literário nosso irmão e amigo Pedro Roberto Sampaio que nos dá a honrosa contribuição com seus artigos  comumente publicados no Jornal Diário do Nordeste de Fortaleza – CE.  Boas “re-vindas”!

sala-de-cirurgia

*Roberto Sampaio

Opinião – Idéias – Diário do Nordeste – 01.02.2010

Dor terrível acometeu-me de surpresa. Corri ao médico que solicitou exames imediatos. Após submeter-me a uma tomografia, que identificou um cálculo situado na porção distal do ureter, fui encaminhado à urgência do internamento para uma cirurgia de remoção. Meu plano de saúde não contemplou o uso do laser, recomendado pelo cirurgião para que o procedimento fosse menos traumático. Tamanha era a dor, e para não piorar meu estado debilitado, aceitei de pronto o desembolso do representativo valor, extrapolando, assim, meu sacrificado orçamento.

No mesmo dia, início da noite, internei-me e parti para a sala de cirurgia. Fui recebido pelo anestesista que me fez as perguntas rotineiras do pré-operatório e já na maca, dentro da sala de cirurgia, ao tempo em que conversava frivolidades com um colega e aguardava o cirurgião que estava a caminho, preparava-me para a sedação e o bloqueio.

Adormeci.

Três horas mais tarde retornei a consciência na sala de recuperação, incentivado por três rostos desconhecidos que me animavam e logo sumiram. Por sorte cobriram-me com um cobertor, protegendo-me do frio daquela sala deveras gelada.

Na seqüência, conduziram-me ao apartamento hospitalar onde deveria pernoitar. Adormeci novamente, agora assistido por minha esposa.

No outro dia surpreendi-me ao ver dois hematomas nas extremidades do lábio inferior, com pequenos ferimentos do lado interno, depois transformados em severas aftas que me incomodaram por cinco intermináveis dias. Indaguei do médico qual a causa, o mesmo me respondeu ter sido, provavelmente, a colocação de uma chupeta (cânula de Guedel), acessório de prevenção em caso emergencial de anestesia geral.

Se o leitor já não passou por essa experiência, certamente já teve notícias de amigo ou parente que a tenha vivenciado. Meu intuito, com esta matéria, é alertar. Esse tipo de vacilo não deveria ocorrer em qualquer hospital, quanto mais nos que oferecem mais conforto. É mister haver treinamento contínuo com os profissionais da saúde, e, principalmente, lições de humanidade.

* Administrador de empresas

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=729495

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2010 30 jan

TEOLOGIA: UMA MATÉRIA CONFORME CONVENIÊNCIAS (Parte 2)

Continuação

Por exemplo: A Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem curso de teologia, estabelece um DEU$ conforme a cabeça do Edir Macedo, ou seja: o importante é o que você tem e não o que você é. Teria que ser um Deus para lhe dar bens materiais e as pessoas poderem dizer: “Ele me deu este carrão aqui, esta casa bonita, esta empresa que está faturando muito…” enfim, um Deus que quer que eu ganhe dinheiro e tenha coisas materiais, sem relevância a valores espirituais. Um Deus que, inclusive, tem conta bancária e que condiciona a ajuda a você, conforme o montante de dinheiro das suas ofertas.

A igreja da bispa Sonia, chamada Renascer, certamente faria uma teologia diferente, conforme as conveniências dela e do “apóstolo” Hernandez. A igreja do R. R. Soares, certamente, faria um DEUS que adora um envelopezinho. Fomos informados de que há cursos deteologia hoje, com apenas 3 meses de duração, que faculta aos seus participantes afirmarem “Sou formado em teologia”. Por outro lado, já tem outras igrejas, embora também protestantes, as chamadas históricas, que jamais admitiriam conceituar Deus assim e não o veriam da forma como o Edir Macedo, a bispa Sônia e seus discípulos vêem.

O curso de Teologia seria bem diferente, apesar de todas elas se rotularem como Evangélicas.

A “Igreja Pentecostal Deus é Tremendo”, assim como a “Igreja Pentecostal cobra de Moisés, a que engoliu as outras”, se crescessem, o quanto cresceram estas citadas, certamente fariam uma teologia com um Deus Tremendo.

Os umbandistas, também, têm o seu curso de teologia, inclusive universitário. Obviamente conceituam Deus, ou Oxalá, conforme as suas visões.

Imaginem uma teologia feita pelos espíritas. Como conceituaria Deus? Em princípio não admitiriam a pergunta “Quem é Deus?” porque partiriam do “Que é Deus?”, por sua vez já considerariam o Deus em nível de bilhões ou não se sabe quantos “lhões” de Galáxias, cada uma com também não se sabem quantos “lhões” de estrelas e planetas dentro, vários iguais a Terras, outros inferiores e outros superiores à Terra, mas tudo criação e administração dele. Não seria um Deus que teria a Terra como centro do universo. Mas mesmo assim não haveria unidade não, porque alguns iriam achar que Deus nos colocou na Terra para sofrer, para pagar coisas, partindo de um princípio que o sofrimento é a condição “sine qua non” para a evolução. Aí seria, também, um Deus conforme a cabeça de alguns.

Agora partamos para o outro lado da Terra. Imaginem uma teologia feita conforme a cabeça do mundo muçulmano, que também é monoteísta, acreditando também no Deus único que criou a Terra. O nome não é Deus, é Alá. O seu principal emissário à Terra não teria sido Jesus e sim Mohamed, ou Maomé. Também não teria unidade nenhuma, posto que existem enormes diversidades de pensamentos, como existem no cristianismo. Alguns o definiriam como um Deus que, certamente, tem, no “céu”, algum local onde ficam alguns “lhões” de mulheres, VIRGENS, exatamente, com virgindade, hímen e tudo, esperando a chegada de um muçulmano, homem, que acabou de morrer e que chegaria lá, com direito a consumir 70 delas, cada um. Certamente esse Deus deveria ter lá algum espírito superior, ginecologista, para conferir se as mulheres eram virgens mesmo, para esperarem pelos homens quando lá chegassem. Mulher aqui, quando morresse, não teria direito nenhum, porque o Deus conceituado não é muito simpático a mulher, posto que ela nada mais é do que um simples objeto de uso masculino. Imaginem uma faculdade de teologia fundada pelo Bin Laden.

Como seria a conceituação desse Deus? Seria o mesmo Deus que tem uma simpatia toda especial por Israel, como é o Deus da Bíblia? Pelo contrário, seria um Deus que teria ódio mortal por Israel e pelos Estados Unidos.

Enfim, Deus é uma coisa usada pelas religiões, como um produto que pode ser embalado e vendido conforme as conveniências de cada uma.

Fala-se muito em seriedade ao se referir a ele e até em temor a ele, mas, na verdade, há mesmo é muito desrespeito a ele. Imagine se ele ficasse com raiva mesmo e castigasse de verdade as pessoas que não o consideram, como ele realmente deve ser. Felizmente o seu nível é tão grande, tão além da capacidade de percepção humana, que ele compreende quão estreita é a visão das minúsculas criaturas que têm a pretensão de o definir. Por isto não se aborrece e muito menos castiga quem quer que seja. Que ele proteja e dê lucidez a todos nós.

Alamar Régis Carvalho

(Analista de Sistemas, Escritor, ator, profissional de televisão.)

Criador da idéia do Partido Vergonha na Cara

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2010 29 jan

TEOLOGIA: UMA MATÉRIA CONFORME CONVENIÊNCIAS (Parte 1)

É muito comum ouvirmos e lermos currículos de algumas pessoas que colocam entre os seus “qualificativos” que têm curso de Teologia, formação em Teologia e até DOUTORADO em Teologia. Grandes coisas. Para quem não se dispôs a analisar esta questão com mais profundidade, vem a impressão de que esse suposto “doutorado” tem o mesmo valor e peso que um doutorado em Física, Química, Medicina, Eletrônica, Astronomia e várias outras matérias que, de fato, são matérias lógicas, de conceitos admitidos e inquestionáveis no grande universo. O pior é que no Brasil andam falando em facilidades, para que os tais formados em Teologia possam ter acesso a situações onde devem ficar aqueles que têm formação em matérias úteis.

Mas Alamar, então você quer dizer que uma matéria que se propõe ao estudo de Deus, não é uma matéria útil? Isto que você está dizendo é uma blasfêmia, um desrespeito a Deus. É o que, talvez, possa questionar alguém de visão estreita. Por isto, façamos uma análise sobre a questão, para o raciocínio de cada um.

O que é Deus?

Para a maioria, a pergunta não pode ser feita desta forma e sim “Quem é Deus?” Já começa a divergência por aí. Ao nos dirigirmos a Deus, com a pergunta Quem é Deus?”, já começamos a estabelecer que ele é uma pessoa, um homem, o que estabelece, ao mesmo tempo, a sua antropomorfização. Pronto: defini então que Deus é um homem, como nós, com as nossas características, com o nosso formato e até com os nossos vícios e paixões. Os incontáveis formatos que, certamente, devem existir nos decilhões de outras estrelas e planetas, dispostos nas bilhões ou não se sabe quantos “lhões” de Galáxias não significam nada, tem que ser conforme a gente, aqui da Terra. Conclui-se que a definição de Deus é formada conforme a visão e conveniência de cada um, principalmente das religiões, que são as congregações humanas que se acham proprietárias dele.

Definir Deus é uma das formas mais claras do homem manifestar a sua presunção. Daí conclui-se, por conseqüência, que os conceitos ensinados no curso de Teologia oferecido é estabelecido conforme a visão do segmento que o fez, conforme a cabeça das lideranças que o ministra. Portanto, não é uma matéria como a Física, por exemplo, que não tem como alguém, aqui no Brasil, fazer de uma forma e alguém, em algum país asiático, fazer de outra.

Por exemplo: A terceira Lei de Isaac Newton, que eu aprendi, é exatamente a mesma que é ensinada na França, na Turquia, no Japão, na Argentina e em qualquer lugar do mundo. Os conceitos de Kepler, Lavoisier, Pascal, Boyle e Mariotte, Ohm e outros são os mesmos. Se eu for chamado a dar uma aula de Física, em Sidney, na Austrália, não terá como ninguém levantar o dedo e contestar, dizendo que lá é diferente. Espaço será igual a velocidade vezes tempo, em qualquer lugar do mundo. Eu não posso inventar uma cinemática, uma estática e uma dinâmica, por exemplo, conforme o que eu achar melhor e mais conveniente. Seria chamado de maluco. Mas Teologia não é assim.

Vamos analisar como seria um programa de curso de Teologia, feito por faculdades mantidas sob a orientação de diversos segmentos religiosos que a gente conhece. Se for de orientação bíblica, por exemplo, certamente conceituará que Deus criou a Terra como o centro principal do Universo, há aproximadamente 6 mil anos, e que todas as estrelas que nós conseguimos ver brilhar, nos céus, foram criadas, depois da Terra e, obviamente, com objetivos de servirem como simples luzinhas para iluminar o nosso planeta, a noite. O Sol foi criado, também depois da Terra, também com objetivo de fazer existir o dia claro, embora se afirme que a noite e o dia foram criados antes dele. Enfim, determinar-se-á que o homem foi criado conforme o relato da estória de Adão, Eva e a Cobra e que esse negócio de homem de Australopithecus, Neanderthal, Cro-Magnon, etc. é tudo conversa fiada e nada disto existiu, apesar da Ciência ter comprovado e da evidência mostrada por inúmeros fósseis. Dinossauros não existiram, milhões de anos na Terra nunca existiram… enfim.

O Deus será conforme aquela visão e pronto, ta acabo, ninguém discute. Ensinam, obviamente conforme a Bíblia, que ele é Deus dos exércitos, de guerras, que destrói, que tem ira, ciúme, que se arrepende e que passa pessoas ao fio da espada, caso não sejam conforme querem os que acham que têm direitos exclusivos sobre a sua imagem. É verdade.

Na Terra tem várias pessoas que se acham donas exclusivas dos nomes de Deus e de Jesus. Impressionante, mas existem. Se o curso de teologia for de orientação católica, por exemplo, a conceituação dele será conforme o dogma católico, a Bíblia adotada pela igreja católica e o catecismo católico. Mas, mesmo assim, teria variações se fosse estabelecido conforme a visão de vários papas. Se fosse de um papa como, por exemplo, o João XXIII… me refiro ao João XXIII recente, maravilhoso, o Cardeal Ângelo Roncalli, o que sucedeu Pio XII e não aquele outro João XXIII (1410 a 1415) safado e sem vergonha, que era um pilantra de marca maior…, com certeza seria um Deus conceituado com valores em nível de um autêntico Deus, porque ele, era um homem bom; mas se fossem outros papas do passado, como vários assassinos e monstros que comandaram a mesma igreja, no passado, com certeza teriam que defender um Deus que permitiria envenenamento de pessoas, luxúrias, enriquecimento às custas do sacrifício das pessoas, torturas, assassinatos, etc… Imaginem, por exemplo, um Teologia escrita sob a orientação do papa Gregório IX, por criaturas como o Tomas de Torquemada e toda aquela corja que instituiu a inquisição. Como seria a conceituação desse Deus?

Aí partamos para uma outra Teologia, mas esta conforme a orientação Protestante. Seria uma só? Haveria uma unidade de pensamento? Claro que não. Teria que ser uma teologia conforme a visão de cada igreja.

(Continua na próxima publicação...)

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2010 27 jan

A VIDA É UMA PIADA

Renato Prieto

Mais um espetáculo com a sua marca

O meu querido amigo Renato Prieto, que é o ator principal, no papel de André Luiz, no filme “Nosso Lar”, que estreará em abril, nos principais cinemas do Brasil, está com um novo espetáculo, no teatro:

A morte é uma piada

alem-da-vida

Em princípio ele está no Teatro Princesa Isabel, em Copacabana, no Rio de Janeiro, depois irá para São Paulo e, em seguida, como já é de costume, temporada nas principais cidades do Brasil.

Renato  é o maior nome do teatro espírita, no Brasil e no Mundo, com um histórico de trabalhos que sempre tem lotado os teatros por onde se apresenta.

Se você deseja contactar com ele, para saber maiores informações sobre a peça e, também, para já agendar a apresentação da peça em sua cidade, anote os telefones e e-mail do artista

Telefone: (21) 2275-3346 e 2275-3373

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2010 26 jan

UM EXPERIMENTO SOCIALISTA

bolsas

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava:  ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e ‘justo”.

O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.” Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas. ‘ Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um “A”…

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como resultado, a segunda média das provas foi “D”. Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”.

As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça é que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano… Para total surpresa.

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi  baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi o resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado. “Quando a recompensa é grande”, ele disse, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”

“É  impossível levar o pobre à prosperidade através  de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.  O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém.  Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e  quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”
Adrian Rogers, 1931


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2010 21 jan

HUMANITÁRIOS ou ABUTRES?

medicos-sem-fronteiras

Lembro-me de certa feita, pelos idos 1983, quando um companheiro de trabalho, voltando para casa ao final do expediente sofreu a pior experiência, segundo ele, já  vivida.

O carro tipo bugre em que transitava quebrando a barra da direção, capotou, ficando o motorista preso embaixo do mesmo.

O cinto de segurança ficara preso e ele em posição difícil gritava por ajuda. Acendeu a esperança quando, passos ouvidos, percebeu a aproximação da “ajuda”.

Ato seguinte, conforme relata, foi a causa de tantos pesadelos futuros dado o trauma que ficou. O dono dos passos que ouvira, baixando-se ao nível do chão em que se encontrava fez um único gesto: arrancou o relógio que estava em seu braço preso entre as ferragens e em seguida evadiu-se.

O caso acima não seria descrito neste artigo se não fosse a similitude do que estamos lendo e ouvindo nos noticiários sobre o Haiti.

Não estou me referindo aos saques e roubos de pessoas famintas.

abutreUm troca-troca de acusações, destinação de verbas humanitárias e disputa por maiores quantidades de soldados e ONG’s. Contestação por mando territorial por nações quais as do aeroporto da capital e outros terrenos importantes.

Vêm-me a lembrança do antigo companheiro acidentado. Estamos lá para realmente ajudar um povo capenga de tudo ou estamos visualizando somente um grupo potencial de futuros consumidores de nossos produtos?

Que a mão direita não saiba o que a esquerda faz.  (Jesus)

Somos os Humanitários ou os abutres?


Que os nossos mártires não o sejam em vão!zilda_arns_1

Paulo

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2010 19 jan

MEMÓRIAS DE UM SEMINARISTA – Parte XX

cabelos-longos-e-negros

Férias… mas que férias!?

Seis meses me separaram dos familiares desde a última vez que os vi. Muita coisa nova me esperava.  Vovô Joanim  já não se encontrava mais conosco. Sua morte foi-me participada havia dois meses e só agora o fato teve relevância. Ao visitar vovó Lídia, a viúva, pude observar o vácuo deixado por ele. Homem simples, de fácil se dar, me adotara como seu colega de pescaria. Andávamos longos trechos pelos trilhos da Central do Brasil que margeava o Rio Paraibuna e íamos buscar  em pesqueiros “secretos” os petiscos do jantar. Agora o vazio.

Meus irmãos cresceram como nunca e exceto por um detalhe interessante, a cada vez que em casa me aportava,  tinha a sensação de tudo em casa estar diminuto. A moradia como que se encolhera.

A novidade mais importante foi a inauguraçã de uma casa bem vizinha à nossa.  Era uma construção nova  pertencente ao Conjunto JK , no local exato onde antes ficava pequena lagoa, objeto das minhas peraltices infantis.

A saudade do local de velhas lembranças, no entanto, logo se esvaiu. Uma figura está sendo a responsável por isso. O nome dela é Mercedes. Longos cabelos compridos, negros e lisos. Mal pude ainda observar seus olhos. É moda os cabelos estarem caídos pelo rosto, qual burka natural. É linda. Tem a minha idade. Filha de numerosa prole sendo uma das caçulas. Já freqüenta nossa casa, amiga de minha irmã Conceição. Tão logo aqui cheguei veio se apresentar e  conhecer o visinho “padre”. Desde então me vi perdido em sensações e pensamentos nunca dantes experimentados. Um como fogo ardente queima-me por inteiro. Sinto-me estranho. Mito diferente do que sinto por meus pais, irmão e amigos.

Nunca foi tão gostoso ir à missa. Voltar junto ao grupo que ela estava era um prêmio.

Minha irmã, como soer deve acontecer com todas as mulheres, alcovitando, facilitava os encontros e reencontros. Meus pais, na santa inocência, tinham tudo como muito normal.

O pior é que o tempo dispara justo quando as coisas são boas e favoráveis. Os vinte dias das férias sumiram como por encanto.

Retornando à lide clausural já não tenho mais outros que não pensamentos à Juiz de Fora. Não me seguram mais razões outras que dantes me fixara tão longe dos meus.

Tudo me parece estranho. As luzes e os verdes deste lugar já não brilham nem colorem mais como dantes .

Iniciou-se o segundo período escolar do ano letivo com as atividades pertinentes. Como “terapia ocupacional” qualquer desforço pareceu-me inútil. Por muitas vezes estou sendo chamado à atenção às aulas. Estou sempre no mundo da Lua. Lua com cabelos compridos e olhos escondidos.

Fui chamado a uma reunião particular com o Irmão Reitor. Não imaginava a que se atinha tal encontro. Os resultados escolares do mês em andamento ainda não tinham sido recolhidos. Seria ainda o assunto do cigarro nos bastidores do teatro?

Dia seguinte e após os afazeres matinais, preces e faxinas, sou convocado à tal reunião. Estou mais ansioso que apreensivo. Adentro o gabinete austero do Reitor. Sou convidado a sentar-me e ficar aguardando alguns instantes enquanto o mestre assina uns papéis.

Finalmente, após ler uma ficha que detivera à parte, inicia a conversa perguntando como estou. Respondo-lhe que “bem”. Dá uma espiadela na ficha, que certamente, agora tinha eu convicção, era minha. Diz querer saber o motivo de minhas preocupações atuais, ao que respondo evasivamente, e com sinceridade: “nenhuma”.

Perguntou-me como foram as feiras, como encontrara a família, que locais eu visitara e quem eu conhecera.

Sempre fui muito sincero. A lição que papai mais evidenciou foi a de que nunca mentisse, fosse em que oportunidade fosse. Abri-me pois ao caro superior como sempre o fiz com papai.

O mestre me olhou com carinho e compreensão. Fez-me ver que o que sentia não era pecaminoso ou errado. Muitos que ao seminário chegavam, depois de algum tempo acordavam para outros sentimentos que não o do celibato e da reclusão. No entanto convida-me à oração e reflexão. Que permanecesse ainda o restante do ano em observação. Deixasse o tempo passar. Ao final do período em nova conversa decidiríamos, os dois, o melhor caminho a tomar.

Os dias foram rolando, devagar como carroça ladeira acima.

Agosto chegou e não deixei que terminasse. Pedi nova reunião. E expus minha vontade de partir.

Não houve oposição. Foi como se já se esperasse por este resultado. Só foi pedido tempo para uma troca de correspondência entre a Direção e papai.

Os valores necessários para a viagem chegaram com a resposta de papai.

Não obtive, como praxe, oportunidade para despedidas. Não podia ser o motivo ou estímulo a outras deserções. Muito menos pelos motivos supostamente aventados.

Voltei para o “mundo” no dia 5 de setembro de 1964.

Comigo acompanharam valores imensos. Dos Maristas tive a oportunidade de não só ter crescido como cristão, mas como verdadeiro cidadão, esta última virtude inseparável da primeira.

Não imaginava, no entanto, quanta influência teria estes pouco menos de cinco anos em toda minha existência.

Nota do autor:

A resolução  em encerrar nesta data estas pueris “memórias” prende-se ao jubileu de ouro (50 anos) de minha chegada ao Juvenato São José das Palmeiras na Cidade de Mendes – Estado do Rio de Janeiro.

Agradeço de coração às inúmeras postagens realizadas por leitores contumazes deste blog.

Em especial e em nome de todos os outros, nomeio minha gratidão

à “ Manhosa – Loba Virtual”  do (http://amanhosalobavirtual.blogspot.com)

e ao Shintoni  do (http://duelosliterarios.blogspot.com)


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2010 15 jan

MAL ACOSTUMADOS

apartamento-dos-fundos

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colassanti

Reflita, amigo, e mude…

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2010 10 jan

O LULA EM (QUASE) TODOS NÓS

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Quantos de nós vimos a foto do Lula em férias carregando um isopor à cabeça em praia privativa?
Mas quantos de nós analisamos o fato em profundidade?
Houve até perseguição e prisão dos jornalistas que se aproximaram de área militar restrita.
Um prato cheio. Se não foi tudo articulado, então foi a maior mancada dada pelo coordenador de imagem do Presidente,  pois perdeu boa oportunidade de crescer aos olhos do chefinho.
Analisem a foto acima. Com quem o presidente se parece?
A resposta errada seria “a de todos brasileiros”. Mesmo porque quem está no alto da pirâmide social ou um pouquinho abaixo, não se daria ao desplante de carregar um isopor em verdadera imagem de farofeiro.
Estes, os privilegiados, tem suas mordomias, “leurs valettes en chambre”, ordenanças etc.
Por que então um presidente teria que carregar seu próprio isopor?
Olha…  se não foi inspiração de um ser pensante lá do planalto!

Grande imagem. Não igaul a “todos” os brasileiros mas, idêntica à maioria dos brasileiros.
Certamente, quando Lula diz que elegerá seu ou sua sucessores, não está b rincando. Não o fará por golpes a la “morales’ ou “hugo chaves” (letras minúsculas propositais). Far-o-á porque muitos, mas muitos mesmo, ligam-se a imagem que ele vende. Descuplas, mil desculpas, imagem que ele com naturalidade distribui graciosamente.
Muitos de nós somos os praieiros de final de semana. Não trajamos os ternos dos FHC’s nem Sarney’s, tampouco Serra’s. Somos os pés descalços da areia grossa de nossas dificuldades.
Tiro o chapéu para Lula, se foi um gesto natural.
Tiro a chapelaia inteira, se foi um criador de imagens palaciano.

Paulo

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2010 08 jan

PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS

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No Programa Nacional de Direitos Humanos ora em destaque em toda mídia em razão dos contraditórios, podemos dar uma paradinha para elaborar reflexões.

Senão vejamos:

É bom que nós identifiquemos as partes envolvidas e as razões alegadas por cada uma:

trator-mst1Ruralistas, representados pelo Ministro Stephanes da Agricultura e pelo sindicato da categoria que encontram no novo projeto de lei a facilitação e aumento da insegurança jurídica no campo, fortificando determinadas organizações, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Militares, pela voz do Ministro Jobim, forçado ou não pelos seus comandados ou simplesmente por anseios políticos (possível candidato a vice na chapa de Serra)militar-anistia não negam e nem são contra que torturadores sejam cobrados por seus atos mas, e tem um “mas” rotundo, que aqueles  da esquerda armada, que  que mataram, cercearam, roubaram e seqüestraram, também sentem no banco dos réus.

Vejamos que os militares são os primeiros a aceitarem que sejam feitos os ajustes necessários àqueles que mataram ou maltrataram presos políticos, apesar da Lei de anistia irrestrita e geral promulgada a anos atrás.

mr8Não houve,  por parte dos ruralistas um mea culpa. Sabe-se que o poderio econômico-interesseiro desaloja pequenos produtores, quer sejam por imposição da força bruta de pistolagem quer seja “adquirindo” pequena propriedades ou expulsando famílias humildes. Tudo em nome do “santo “agro-negócio”.

Não podemos, e nem poderíamos, esquecer os direitos humanos das vítimas e suas famílias feridas e achacotadas pela “justiça” com suas leis e ONG’s que dão primazia aos assassinos, abrindo as cadeias para a liberdade de seus protegidos. Ninguém levantando-se para aqueles, vítimas tanto da violência civil quanto das esquerdas anti-revolucionárias.

No entanto, causa espanto o posicionamento do ministro  da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuci que nos permite alocublar sobre os reais motivos de sua decisão em buscar a demissão caso o Programa seja alterado. Note-se que não se trata de uma alteração qualquer mas, a que colocaria no banco da justiça os abusos da esquerda-armada dos anos 60.

Só nos resta conhecer as emoções dos próximos capítulos. Que o povo brasileiro não se deixe envolver por falácias.

Paulo (Fortaleza-Ceará)

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