Jan
20
2012
0

FALTA DE BOM SENSO DO POVO BRASILEIRO

Parece que o povo perdeu o bom senso
“Cada povo tem o governo que merece”

Eu tenho impressão que eu estou ficando doido, que sou eu o anormal ou não sei que diabo que acontece comigo, a ponto de ficar impressionado com algumas coisas que acontecem no Brasil, sobretudo em relação ao comportamental humano.
Peço aos amigos que reflitam bem em cima deste artigo e que me ajudem a tirar uma conclusão sobre mim mesmo.
Assunto: Big Brother Brasil e os problemas do Brasil
Em princípio quero deixar muito claro que eu, também, não acho um pingo de graça no programa de televisão chamado Big Brother Brasil, uma das maiores bobagens que já foram feitas na televisão brasileira, absolutamente inútil, não tem arte nenhuma, não tem talento, não tem informação… não tem nada que possa ser útil ao telespectador, apesar de ser admirado por milhões de brasileiros.
Para mim é a maior vergonha da Rede Globo, esta que é a terceira rede de televisão do mundo, emissora que eu sou admirador pela sua qualidade técnica e artística e que, inclusive, defendo contra acusações levianas em outras situações.
Algumas vezes tentei assistir a esse programa e mudei de canal, imediatamente, porque fiquei enojado, sinceramente, ao ver participantes embriagados, brigas, baixarias… enfim, uma vergonha, em termos de televisão. Não suporto ver bêbados ao vivo, quanto mais na televisão.
Não deu para entender como a Globo chegou a este ponto, que o próprio Boni, criador do seu padrão de qualidade, reprova.
Que não sejam discriminados e muito menos agredidos os homossexuais, tudo bem, eu concordo, posto que nada discriminação e agressão nenhuma, eles merecem respeito porque ninguém deve sofrer qualquer restrição pela sua orientação sexual. Que tenha, de vez em quando, um homossexual numa novela, tudo aceitável porque a homossexualidade está presente na sociedade e até no mundo dos animais, ninguém pode querer ignorar isto. Mas daí a ter toda essa apologia exagerada à homossexualidade, ter que ter homossexuais em todas as novelas, ter que ter vários homossexuais fazendo propaganda da sua sexualidade nesse tal Big Brother, acho que é um tremendo exagero, uma apelação desnecessária de uma emissora que conquistou a liderança da televisão do Brasil pela qualidade, incomparavelmente superior às outras, e não por imposição, como dizem alguns que falam em monopólio e outras bobagens mais, é um absurdo.
O Big Brother Brasil é de um mau gosto sem tamanho, embora os mais 50 milhões de brasileiros que gastam telefonemas para votar nos seus candidatos, mereçam respeito pelo direito de escolha.
Que escrevamos criticando o programa, tudo bem, que manifestemos o nosso protesto por uma emissora tão importante ocupar o seu horário nobre com uma porcaria desta, tudo bem.
Mas sabem o que está me deixando impressionado?

O absurdo da quantidade de protestos, como se isto fosse o maior, mais grave e mais sério problema que o Brasil enfrenta. Não se vê, nunca, um volume tão gigantesco de protestos do povo brasileiro contra a corrupção e os realmente graves problemas do país.

Estou impressionado com a quantidade enorme de e-mails trafegados pela internet, powerpoints produzidos para protestar contra essa bosta desse programa, gente conhecida do público protestando veementemente, um nível de raiva e indignação nacional muito elevado, gente extremamente irritada por causa deste programa.
Ouvindo o rádio do meu carro, trafegando pelas ruas de São Paulo, escuto vários locutores também manifestando a mesma indignação, de forma veemente e contundente.
Sinceramente, não estou entendendo.
Uai, Alamar, você não quer que o pessoal proteste? Está achando muito o protesto contra esse programa que você mesmo acha nojento?
Não é esta a questão. Eu acho que tem que protestar, sim, não há dúvida. Sabe o que está me deixando impressionado?
É que eu não vejo o povo brasileiro protestar com esta mesma raiva, com a mesma veemência, com esta mesma intensidade e com esta mesma produção de powerpoints contra os mais sérios e mais graves problemas do País, que estão acabando com a Nação, que é a corrupção, a canalhice da classe política, a indústria das multas, o excesso de impostos e taxas, a roubalheira que existe de Norte a Sul do País e todos os absurdos e crueldades que são praticadas em nosso país.

 

Allamar Regis (Escritor)

Jan
20
2012
0

INDIGNAÇÃO

Um programa medíocre de televisão a gente recusa a assistir,

porque temos o controle remoto na mão.

E a corrupção e a pouca vergonha política,

a gente consegue desligar com o controle remoto?

 

 

Escrito por: Paulo in: OPINIÃO | Tags:,
Out
24
2011
0

UMA MULHER INTELIGENTE FALANDO DOS HOMENS

Isso é que é sabedoria…

 … por Fernanda Montenegro

Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor !

O modo de vida, os novos costumes e o desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está o macho da espécie humana.

Tive apenas 1 exemplar em casa, que mantive com muito zelo e dedicação num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo, (1952-2008) mas, na verdade acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento. Portanto,  por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha ‘Salvem os Homens!’

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

1. Habitat
Homem não pode ser mantido em cativeiro.
Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro.
Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA.
Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.

2. Alimentação correta
Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra. Beijos matinais e um ‘eu te amo’ no café da manhã os mantém viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca. Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.

3. Carinho
Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor.
Se você quer ter a fidelidade e dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta.

4. Respeite a natureza
Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Aviões? Motocicletas? Amigos? Liberdade?  Carros?
Case-se com uma Mulher.
Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação. Odeiam shoppings. Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso.

5. Não anule sua origem
O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apóie.

6. Cérebro masculino não é um mito
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino.
Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurônios a menos).
Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração.
Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade.
Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você.
Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens.
Não faça sombra sobre ele…
Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda. 

Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
A mulher  sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios. Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, ela estará salvando a si
mesma.

E Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!

Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom!

Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim.

Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.

Com carinho,

Fernanda Montenegro

“Somente podemos considerar amigos, as pessoas que mesmo sabendo de nossas dificuldades (defeitos), ainda assim insistem em continuar ao nosso lado, para nos aperfeiçoar.”

 

Out
14
2011
0

DESINTERESSANTE

 

 

Richard Simonetti

Escritor e expositor espírita

Em resposta ao artigo (de capa) publicado na Revista Superinteressante, Richard Simonetti e Dora Incontri dão as devidas colocações abaixo:

 

 

Bauru, 14 de outubro de 2011

 

Senhor Sérgio Gwercman, cordiais saudações.

Superinteressante aborda na edição de outubro um assunto recorrente em suas páginas: o Espiritismo.

Suspeito que essa insistência não esteja vinculada à busca da verdade, mas simplesmente porque reportagens envolvendo a doutrina codificada por Allan Kardec dão ibope, aumentam as vendas.

Desta feita não se deixou por menos: uma chamada de capa, letras garrafais:Ciência Espírita, encimando a promessa de abordagem retumbante: Eles são cientistas. E eles acreditam em espíritos e reencarnação. Agora, estão usando o Laboratório para provar que tudo isso não é apenas questão de fé. E dizem que estão conseguindo.

Quem não se interessará por uma reportagem dessa natureza, que fala de cientistas empenhados em provar a imortalidade da alma?

O problema é o paradigma materialista que orienta a revista, o que leva seus redatores a imaginarem que os cientistas, por mais competentes e cuidadosos, quando optem pela existência do espírito imortal são inspirados por ingênua fé.

Enxergariam na Ciência apenas um meio de ressaltar suas crenças, não um instrumento para testar sua autenticidade. E estariam sempre dispostos a torcer os fatos em favor dessa intenção.

Na verdade ocorre o contrário. O que vemos nos negadores contumazes é o empenho por ajustar os fenômenos em observação às suas teorias reducionistas.

Se os pesquisadores demonstram que há uma consciência imortal, que sobrevive ao corpo, na EQM, experiência de quase morte, vem a explicação esdrúxula: quando o eletroencefalograma detecta atividade zero no cérebro, isto é, o paciente está morto, haveria uma região encefálica não detectável, que continuaria a funcionar, dando origem à ilusão de um espírito que se afasta do corpo.

Um belo chute, sem nenhuma comprovação científica. Seria como imaginar que algo do coração continua a funcionar, quando ocorre a parada cardíaca, e que o indivíduo continua vivo embora o eletrocardiograma teime em afirmar que está morto.

Na abordagem das reminiscências espontâneas, lembranças de vidas anteriores, o repórter, além de cometer sonoro cacófato, insinua que há mistificação nos relatos: os informantes tendem a “esquecer” as afirmações da criança que não coincidem com a vida da pessoa que acreditam que ela foi. Por outro, colocam na boca dela informações que só foram obtidas depois, quando as duas famílias já estavam em contato.

E lá se vão, pelo suposto ralo da falsidade, as pesquisas de cientistas famosos como Hamemdra Barnerjee, Ian Stevenson e Hernani Guimarães Andrade, além dos citados na reportagem, que examinaram exaustivamente, durante decênios, centenas de casos, com extremo e impertinente rigor científico, concluindo pela realidade da reencarnação.

O repórter argumenta que com tantas evidências contra, é difícil não acreditar que os pesquisadores de reencarnações, EQM e afins se movam mais pela fé do que pela curiosidade científica. Não sabe ou prefere ignorar que muitos cientistas eram materialistas quando começaram suas pesquisas. Tinham por objetivo desmistificar as ideias espiritualistas, às quais acabaram por render-se.

A recíproca é verdadeira: com tantas evidências sobre a realidade desses fenômenos, não estará movendo-se o repórter por convicções materialistas tão arraigadas que o impedem de enxergar o óbvio?

De qualquer forma, senhor diretor de redação, creio que nós espíritas devemos ser gratos à Superinteressante, porquanto se o assunto Espiritismo ajuda a vender a revista, a curiosidade que a revista desperta ajuda a disseminar o Espiritismo junto a leitores não comprometidos com o paradigma materialista.

 

 

 

 

Por Dora Incontri 

Fonte http://pedagogiaespirita-abpe.org/

Mais uma vez, a Revista Superinteressante perdeu uma ótima oportunidade de se revelar imparcial, ou pelo menos, respeitosa. Referimo-nos à matéria de capa, do número de outubro de 2011: Ciência Espírita.

Imparcialidade, sabemos, é uma utopia jornalística, que nunca será alcançada e talvez nem seja desejável, pois cada órgão da mídia representa fações sociais de pensamento, está aí para dar voz a determinado grupo e a certos interesses. O problema é que esses interesses não são explícitos, e mais, atualmente, todos os órgãos de comunicação são hegemônicos e representam apenas uma forma de pensar e ver o mundo. Num sistema capitalista como o nosso, os grandes órgãos são grandes empresas e, como grandes empresas, muitas delas detentoras de monopólios de informação e de formação da opinião pública, não abrem espaço de manifestação para pensamentos alternativos, críticos ao sistema, dissidentes dos monopólios.

O pior de tudo é a forma manipuladora com que as matérias são conduzidas, para darem uma ilusão de imparcialidade, mas que induzem a um pensamento único, hegemônico.

Um dos monopólios ideológicos contemporâneos é o materialismo – ou ainda mais radical – o nihilismo. Qualquer tendência, pesquisa, ideia ou proposta, que ameace esse paradigma deve ser estigmatizada, ridicularizada, rechaçada a priori. É proibido duvidar de que somos meros produtos biológicos, determinados geneticamente e que nossa mente é um subproduto da química neural. Embora a ciência (juntamente com a filosofia, pois esse não é apenas um problema científico) esteja longe de ter fechado algum ponto de vista a respeito do conceito de mente – há uma unanimidade imposta, que não pode ser questionada. E a mídia é justamente a patrona das unanimidades dogmáticas.

Vejamos a matéria em questão. Comecemos pelo título de capa: a ciência não é espírita ou católica ou budista – a ciência é ciência e ponto. Ao assumir na capa o adjetivo de espírita – como ficará comprovado no final da reportagem – a revista desqualifica os cientistas que estão pesquisando os fenômenos de quase-morte e reencarnação, sendo que dos pesquisadores citados, são espíritas apenas os brasileiros, mas não os autores de fora, aliás respeitados internacionalmente.

Para os espíritas desavisados, o título Ciência Espírita pode soar como música, pois nós, espíritas, defendemos a existência de uma ciência iniciada por Kardec, com métodos próprios, para investigar os fenômenos que evidenciam a vida pós-morte. Entretanto, para a maioria das pessoas, chamar uma ciência de espírita, já a desqualifica de pronto, porque parece uma ciência pré-concebida, que parte de pressupostos já assentados. E para os pesquisadores como Sam Parnia, Erlendur Haraldsson ou Peter Fenwick, trata-se de uma afronta chamá-los de espíritas, pois pertencem a culturas onde o espiritismo de Kardec, tão difundido no Brasil, não tem nenhuma ressonância.

Como se trata de um assunto ainda polêmico, seria natural que os jornalistas ouvissem os dois lados: os pesquisadores de tais fenômenos e os críticos. As explicações de um lado e as explicações do outro. Isso é feito em certa medida, dando a sensação no decorrer da matéria de que a revista está sendo imparcial – apesar do diabo da maldade revelar a ponta da orelha em certos trechos, como quando ao tratar das experiências mediúnicas investigadas por Frederico Leão, lemos: “Para a maioria dos cientistas, uma coisa dessas soaria como um espetáculo circense, uma farsa.”

Ou quando, os jornalistas acrescentam o sarcasmo a um erro grave de informação (coisa muito comum na imprensa atual). Dizem: “O jargão (mente e cérebro) serviu para batizar o primeiro evento brasileiro dedicado às pesquisas sobre o além, o I Simpósio Internacional Explorando as Fronteiras da Relação Mente e Cérebro, em (de novo) Juiz de Fora.” Esse evento foi em São Paulo, no Centro de Convenções Rebouças.

Além das ironias, o problema central é que a matéria não coloca os dois lados e deixa a questão em aberto – o que seria mais honesto. Os jornalistas (ou os editores, porque, muitas vezes, os editores remexem a matéria e imprimem o tom que a revista impõe) fecham com a negativa total, usando a seguinte tática: tanto dos fenômenos de quase morte, quanto dos casos sugestivos de reencarnação são narrados apenas algumas histórias isoladas. Isso em ciência não vale muito. Não é mencionado que há uma casuística abundante. Por exemplo, em nenhum momento se fala que Stevenson, de que os citados Jim Tucker e Haraldsson foram colaboradores, coletou e investigou mais de 2500 casos de crianças com memórias de vidas passadas. A impressão que dá é que três ou quatro casos impressionaram homens ingênuos e com tendência a uma fé cega.

O tom final é que demonstra o que a Revista pretende que o leitor pense (pois é isso, ela quer impor um ponto de vista, sem nenhum respeito aos entrevistados, aos leitores e aos fatos): todos esses pesquisadores, brasileiros e estrangeiros, não passam de um bando de crédulos, homens de fé, que estão tentando provar o improvável. O mais incrível é a leviandade com que os jornalistas (que, diga-se de passagem, não são cientistas) pretendem derrubar a pesquisa de vidas inteiras: em apenas dois parágrafos, eles se referem a “evidências contra”. Quais? Não são sequer mencionados outros cientistas que critiquem o trabalho dos colegas. O texto é dos jornalistas mesmo, um texto,confuso, tendencioso, com argumentos fracos e que termina da forma mais acintosa possível: “é difícil não acreditar que os pesquisadores de reencarnações, EQMs e afins, se movam mais pela fé que pela curiosidade científica.”

E assim, estamos conversados. Está dita a última palavra. Com meia-dúzia de frases, pensa-se garantir que o paradigma materialista, pelo qual a mídia zela com tanto fervor, permaneça intacto aos olhos dos leitores.

Escrito por: Paulo in: OPINIÃO | Tags:, ,
Set
28
2011
0

A DESPEDIDA DE UM MANDATÁRIO

SAÚL GODOY GÓMEZ |  EL UNIVERSAL

martes 9 de agosto de 2011  09:50 AM

 

MAS, QUE PODERIA SER PARA

QUALQUER HUM DOS NOSSOS ATUAIS

MANDATÁRIOS NO BRASIL.




  Mensagem publicada em 9 de agosto de 2011, num dos jornais venezuelanos de maior circulação: o “El Universal”.

  Hugo, algumas considerações sobre a tua morte que se aproxima

Não quero que partas desta vida sem antes nos despedirmos, porque tens feito um mal imenso a muita gente, tens arruinado famílias inteiras, tens obrigado legiões de compatriotas a  emigrar para outras terras, tens enlutado um número incontável de  lares, aos que achavas que eram teus inimigos os perseguistes sem  quartel, os aprisionastes em cubículos indignos até para animais, os  insultastes, os humilhastes, os enganastes, não só porque te achavas poderoso, mas também imortal… Porque o fim dos tempos não te  alcançaria.

Mas a tua hora chegou, os prazos se esgotaram, o teu contrato chega ao seu fim, teu “ciclo vital” se apaga pouco a pouco e não da melhor maneira; provavelmente morrerás numa cama, rodeado de tua família, assustada, porque vais ter que prestar contas uma vez que das teu último alento, te vás desta vida cheio de angustia e de medo, lá vão estar os padres a quem perseguistes e insultastes, os representantes dessa Igreja que ultrajastes por prazer, claro que te vão dar a extrema unção e os santos óleos, não uma, mas muitas vezes, mas tu e eles sabem que não servirão para nada, mas só para acalmar o pânico a que está presa a tu alma ante o momento que tudo define.

Morres enfermo, padecendo do despejo, das complicações imunológicas, dos terríveis efeitos secundários das curas que prometeram alongar a tua vida, teus órgãos vão se deteriorando, uma a um, tuas faculdades mentais vão perdendo o brilho que as caracterizava, teus líquidos e fluidos são coletados em bolsas plásticas com esse fedor de morte que tanto te repugna.

Diga-me, neste momento, antes que te apliquem uma nova injeção para acalmar as dores insuportáveis de que padeces, vale a pena que me digas que não te possam tirar a dança – ah! – as viagens pelo mundo, os maravilhosos palácios que te receberam, as paradas militares em tua honra, as limusines, os títulos honoríficos, os pisos dos hotéis cinco estrelas, as faustosas cenas de estado…
Diga-me agora que vomitas o mingau de abóbora que as enfermeiras te dão na boca, se era sobre isso que se tratava a vida, pois os brilhos e as lantejoulas já não aprecem nos monitores e máquinas de ressuscitação que te rodeiam, as marchas e os aplausos agora são meros bipes e alarmes dos sensores que regulam teus sinais vitais
que se tornam mais débeis.

Podes escutar o povo do teu país lá fora do teu quarto?… Deve ser tua imaginação ou os efeitos da morfina, não estás na tua pátria, estás em outro lado, muito distante, entre gente que não conheces… Sim, estás morrendo em teu próprio exílio, entre um bando de moleques a quem confiou entregar teu próprio país, teus últimos momentos serão passados entre cafetões e vigaristas, entre a tua coorte de aduladores que só te mostram afeto porque lhes davas dinheiro e poder; todos te olham preocupados e com raiva, nunca deixastes que nenhum deles pudesse ter a oportunidade de te suceder;agora os deixas ao desabrigo e teu país à beira de uma guerra civil… Era isso o que querias? Foi essa a tua missão nesta vida?
Esquece-te da quantidade de pobres, agora há mais pobres do que quando chegastes ao poder; esquece-te da justiça e da igualdade quando praticamente lhe entregastes o país a uma força estrangeira que agora teremos de desalojar à força e ao custo de mais vidas.
Tenho a leve impressão que agora sabes que te equivocastes; acreditastes num conto de passagem e te julgastes revolucionário, e por ser revolucionário… imortal; convocastes para o teu lado os mortos, teus heróis, esses fantasmas que também julgavas ter vida, Bolívar, Che Guevara, Fidel, e Marx que nunca conhecestes e que recomendavas a sua leitura… Andar com mortos te levou à magia e aos babalaôs, te metestes a violar sepulturas, e a fazer oferendas a uma coorte de demônios e espíritos maus que agora te acompanham… Sentes a presença deles no quarto? Estão vindo te cobrar, recolher a única coisa que deverias valorizar em tua vida e que tão sinistramente atirastes na obscuridade e no mal, a tua alma.

Bem, me despeço; só queria que soubesses que passarás para a história do teu país como um traidor e um covarde, por não teres retificado tua conduta quando pudestes e te deixastes levar por tua soberba, por teus ideais equivocados, por tua ideologia sinistra renunciando aos valores mais apreciados, a tua liberdade e à liberdade dos outros, e a liberdade nos torna mais humanos. Deus tenha piedade de ti.

 

  Nancy Iriarte Díaz

………………………………………………………………………………………

 

Original, em espanhol

 

 

No quiero que te marches de esta vida sin antes despedirnos, porque has hecho un mal inmenso a mucha gente, has arruinado a familias enteras, has obligado a legiones de compatriotas a emigrar a otras tierras, has vestido de luto a incontables hogares, a los que creías tus enemigos los perseguiste sin cuartel, los encerraste en ergástulas que no lo merece ni un animal, los insultaste, los humillaste, te burlaste de ellos, no solo porque te creías poderoso, sino inmortal… porque el fin de los tiempos no era contigo.

Pero llegó tu turno, los plazos se acaban, el término de tu contrato llega a su fin, tu “ciclo vital” se apaga poco a poco y no de la mejor manera; probablemente morirás en una cama, rodeado de tu familia, asustada, porque va a tener que rendir cuentas una vez que des tu último aliento, te vas de esta vida lleno de angustia y de miedo, allí van a estar los curas a quienes perseguiste e insultaste, los representantes de esa Iglesia que ultrajaste a placer, claro que te van a dar la extremaunción y los santos óleos, no una, sino muchas veces, pero tú y ellos saben que no servirá de nada, es solo para calmar el pánico que hace presa a tu alma ante el momento que todo lo define.

Mueres enfermo, padeciendo el desahucio, las complicaciones inmunológicas, los terribles efectos secundarios de las curas que prometieron alargar tu vida, tus órganos se van apagando uno a uno, tus facultades van perdiendo el brillo que las caracterizaba, tus líquidos y efluvios son colectados en bolsas plásticas con ese hedor a muerte que tanto te repugna.

Dime si en este momento, antes de que te apliquen una nueva inyección para calmar los dolores insoportables que padeces, vale la pena que me digas que no te pueden quitar lo bailado, ¡ah! los viajes por el mundo, los maravillosos palacios que te recibieron, las paradas militares en tu honor, las limousines, los títulos honorarios, los pisos de los hoteles cinco estrellas, las fastuosas cenas de Estado…

 

Dime ahora que vomitas la papilla de auyama que te tratan de dar las enfermeras, si era de eso de lo que se trataba la vida, pues ese brillo y el oropel ya no están entre los monitores y máquinas de resucitamiento que te rodean, esas marchas y aplausos ahora son tonos y alarmas de sensores que regulan tus signos vitales que se hacen más débiles.

¿Puedes escuchar al pueblo de tu país afuera de tu cuarto?… debe ser tu imaginación o los efectos de la morfina, no estás en tu patria, estas en otro lado, muy lejos, entre gente que no conoces… sí, estás muriendo en tu propio exilio, entre una banda de pilluelos a quienes les has tratado de entregar tu propio país, tus últimos momentos los pasarás entre chulos y estafadores, entre tu corte de aduladores que solo te muestran afecto porque les dabas dinero y poder, todos te miran preocupados y con rabia, nunca dejaste que ninguno de ellos pudiera tener la oportunidad de sucederte, ahora los dejas al descampado y tu país al borde de una guerra, ¿Era eso lo que querías? ¿Fue esa tu misión en esta vida? Olvídate del cuento de los pobres, ahora hay más pobres que cuando llegaste al poder, olvídate de justicia e igualdad cuando prácticamente le entregaste el país a una fuerza extranjera que ahora tendremos de desalojar a la fuerza y a costas de más vidas.

Tengo la leve impresión que ahora sabes que te equivocaste, creíste en un cuento de camino y te creíste revolucionario, y por ser revolucionario… inmortal, convocaste a tu lado a los muertos, a tus héroes, a esos fantasmas que también creíste con vida, a Bolívar, al Che, a Fidel, al Marx que nunca conociste y que recomendabas su lectura… el andar con muertos te llevó a la magia y a los babalaos, te metiste a jurungar tumbas, y a ofrendarle a una corte de demonios y malos espíritus que ahora te acompañan… ¿Sientes su presencia en el cuarto? Vienen a cobrar, a recoger lo único que tenía valor en tu vida y que tan malamente apostaste por la oscuridad y el mal, tu alma.

Bueno, me despido, solo quería que supieras que pasarás a la historia como un traidor y un cobarde, que no rectificaste cuando pudiste, te dejaste llevar por tu soberbia, por tus ideales, por tu ideología renunciando a los más preciado, a tu libertad y a la libertad de los otros, y la libertad nos hace humanos.
Dios tenga piedad de ti.

Escrito por: Paulo in: OPINIÃO | Tags:, , ,
    • Produzido por: LaFirma Comunicação | www.lafirmacomunicacao.com.br