2010
23
jul

Assueta Viluerunt
“As coisas costumeiras vão se tornando banais” – esta é a tradução do título acima que um estimado amigo, professor de latim e grego, se referia toda vez que a sociedade não mais se surpreendia com fatos deprimentes e chocantes que se infiltravam e se repetiam no cotidiano, onde a maioria das pessoas vão se tornando inertes, impotentes para reprimi-los, abrangendo, inclusive, as autoridades competentes responsáveis por ações que os inibam e os debelem.
Várias situações podem ser enumeradas, para uma reflexão sobre a força dessa assertiva. A dissolução dos costumes morais; as tele-novelas que confundem o amor com explosões do sexo em desalinho; o turismo sexual infantil; a proliferação do vício das drogas e os crimes delas decorrentes; a violência urbana e seus desdobramentos; o descaso com as vias públicas; a precariedade das escolas públicas…deixo para o leitor continuar a lista.
Entanto, a meu ver, não significa dizer que a afirmativa acima seja verdadeira, absoluta. A mãe natureza é sábia e está em contínuo processo evolutivo e nós, humanos, que dela fazemos parte, vamos a reboque, quer queiramos ou não. Se não nos corrigirmos nesta, conseguiremos em outras vidas. A alma não retroage nas suas aquisições, apesar do livre-arbítrio. E a mais vantajosa opção que dele resulta é a determinação de progredir na prática do bem, em qualquer oportunidade que se nos apresente. Nosso esforço individual é o que conta. Não esperemos pelos outros. Façamos a nossa parte, nos instruindo, nos evangelizando, dando o bom exemplo, principalmente os que têm filhos na infância. Eles estão atentos para todas as nossas ações e as assimilam e põem-nas em prática como sendo verdadeiras.
As atitudes do presente moldam o futuro e o empenho para que haja mudanças enriquecedoras está em nossa vontade. Hoje, com os meios eletrônicos avançados, há muitas informações para as quais podemos ter acesso e assimilá-las para nosso crescimento moral e intelectual. Um não pode se dissociar do outro, sem o que ficaremos incompletos.
Roberto Sampaio
Articulista
2010
22
jul

“A opinião comum de que sou ateu repousa sobre grave erro. Quem a pretende deduzir de minhas teorias científicas não as entendeu.
Creio em um Deus pessoal e posso dizer que, nunca, em minha vida, cedi a uma ideologia atéia.
Não há oposição entre a ciência e a religião. Apenas há cientistas atrasados, que professam idéias que datam de 1880.
Aos dezoito anos, eu já considerava as teorias sobre o evolucionismo mecanicista e casualista como irremediavelmente antiquadas. No interior do átomo não reinam a harmonia e a regularidade que estes cientistas costumam pressupor. Nele se depreendem apenas leis prováveis, formuladas na base de estatísticas reformáveis. Ora, essa indeterminação, no plano da matéria, abre lugar à intervenção de uma causa, que produza o equilíbrio e a harmonia dessas reações dessemelhantes e contraditórias da matéria.
Há, porém, várias maneiras de se representar Deus.
Alguns o representam como o Deus mecânico, que intervém no mundo para modificar as leis da natureza e o curso dos acontecimentos. Querem pô-lo a seu serviço, por meio de fórmulas mágicas. É o Deus de certos primitivos, antigos ou modernos.
Outros o representam como o Deus jurídico, legislador e agente policial da moralidade, que impõe o medo e estabelece distâncias.
Outros, enfim, como o Deus interior, que dirige por dentro todas as coisas e que se revela aos homens no mais íntimo da consciência.”
“A mais bela e profunda emoção que se pode experimentar é a sensação do místico. Este é o semeador da verdadeira ciência. Aquele a quem seja estranha tal sensação, aquele que não mais possa devanear e ser empolgado pelo encantamento, não passa, em verdade, de um morto.
Saber que realmente existe aquilo que é impenetrável a nós, e que se manifesta como a mais alta das sabedorias e a mais radiosa das belezas, que as nossas faculdades embotadas só podem entender em suas formas mais primitivas, esse conhecimento, esse sentimento está no centro mesmo da verdadeira religiosidade.
A experiência cósmica religiosa é a mais forte e a mais lie fonte de pesquisa científica.
Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superior e ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemos perceber em nossos espíritos frágeis e incertos. Essa convicção, profundamente emocional na presença de um poder racionalmente superior, que se revela no incompreensível universo, é a idéias que faço de Deus.”
ALBERT EINSTEIN (1879-1955)
(colaboração de: Ronney Robson d’Avila Mendes )
Extraído do livro AS MAIS BELAS ORAÇÕES DE TODOS OS TEMPOS, cuja coleção e tradução foram de Rose Marie Muraro e frei Raimundo Cintra (organizadores); editora José Olympio, 166 p.. Parece-me que a reedição do livro foi feita pela editora Pensamento.
Em 1921, quando perguntado pelo rabino H. Goldstein, de New York, se acreditava em Deus, Albert Einstein, físico alemão de origem judaica, que dispensa apresentações, respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens“.(*)
Nessa mesma ocasião, muitos líderes religiosos diziam que a teoria da relatividade “encobre com um manto o horrível fantasma do ateísmo, e obscurece especulações, produzindo uma dúvida universal sobre Deus e sua criação” (**). Tese discordante integralmente, pois Einstein confessou a um assistente que no fundo seu único interesse era descobrir se no instante da criação Deus teve escolha de fazer um universo diferente e, caso tenha tido opção, por que é que decidiu criar esse universo singular que conhecemos e não outro qualquer?
Dizia ainda, “Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superior e ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemos perceber em nossos espíritos frágeis e incertos. Essa convicção, profundamente emocional na presença de um poder racionalmente superior, que se revela no incompreensível universo, é a idéias que faço de Deus” (***)
(*) Citado em Golgher, I. O Universo Físico e humano e Albert Einstein, B.H: Oficina de Livros, 1991, p. 304
(**) Citado em Idem, ibidem, pp 304-305.
(***) Albert Einstein. Extraído do livro “As mais belas orações de todos os tempos“.
Muita razão teve Einstein para pronunciar as memoráveis palavras com que saudou o grande Max Planck. Disse ele: — “Há muitas espécies de homens que se dedicam à Ciência, nem todos por amor à própria Ciência.
Alguns penetram no seu templo porque isso lhes dá ocasião de exibir os seus talentos especiais. Para essa classe de homens, a Ciência é uma espécie de esporte, em cuja prática se regozijam, como o atleta exulta no exercício da força muscular.
Há outra casta, que vem ao templo fazer ofertório dos seus cérebros, movida apenas pela esperança de compensações vantajosas. Estes são homens de ciência pelo acaso de alguma circunstância que se apresentou por ocasião da escolha de uma carreira. Se a circunstância fosse outra, eles se teriam feito políticos ou financistas.
No dia em que um anjo do Senhor descesse para expulsar do templo da Ciência todos aqueles que pertencem às categorias mencionadas, o templo, receio eu, ficaria quase vazio. Mas restariam alguns fiéis — uns de eras passadas e outros do nosso tempos. A estes últimos pertence o nosso Planck. E é por isso que lhe queremos bem.”
2010
17
jun

(Dr. Jorge Bucay – PSICÓLOGO – tradução do original ‘Hay que buscarse un Amante’)
Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um.
Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.
Geralmente, são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: ‘Depressão’, além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.
Há as que pensam: ‘Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!’
Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:
AMANTE é ‘aquilo que nos apaixona’, é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta.
É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.
Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho (remunerado ou voluntário), na natureza, na fotografia, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto…
Enfim, é ‘alguém’ ou ‘algo’ que nos faz ‘namorar’ a vida e nos afasta do triste destino de ‘ir levando’.
E o que é ‘ir levando’?
Ir levando é ter medo de viver.
É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã*.
Por favor, não se contente com ‘ir levando’; procure um amante, seja também um amante e um protagonista … DA SUA VIDA!
Acredite: O trágico não é morrer, afinal, a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver.
Por isso, e sem mais delongas, procure um amante …
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo Transcendental:
‘PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA.’
2010
13
jun

Vejam que bela redação, pelo conteúdo penetrante, pela forma de abordagem incisiva e pelo vigor e responsabilidade política do texto. Costumo dizer que o Brasil foi “montado” para servir a poucos. O enfrentamento político para mudar esse quadro não será fácil, mas tanto mais possível será, quanto maior for a nossa consciência popular sobre as razões que fundamentam a realidade que aí está.
REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES
Tema:’Como vencer a pobreza e a desigualdade’
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – RJ
‘PÁTRIA MADRASTA VIL’
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez… Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.
Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?
Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre o tema ‘Como vencer a pobreza e a desigualdade’ A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.
2010
11
jun
Aproveitando o “clima” frio desta copa, publico algo que poderá “esquentar” a próxima.












Está pensando o quê? Somos, agora, internacionais!
2010
20
mai

A paz pela paz não pode ser compreendida pelo indivíduo, coletividade ou nação que teem em sua cultura a violência e o belicismo.
Assistimos um passo importantíssimo em rumo a modificar tal atitude quando um governante de país terceiro-mundista toma a dianteira em relação ao acordo nuclear do Irã.
Os amigos, leitores fiéis deste espaço, sabem que não tenho aceitado alguns atos do governo Lula mas, cá para nós, o moço fez um gol de placa. Tomou uma decisão arriscadíssima tanto em tempos de eleições internas quanto do país ser candidato a vaga permanente nas Nações Unidas (ONU).
As poderosas nações, as belicistas, diga-se: produtoras das armas de guerra, detentoras de voto sem veto às sansões esdrúxulas por não terem sido antes esgotadas todas as alternativas civilizadas, elas se sentem diminuídas, verdadeiros leões acuados pelo rugir de um ratinho sem importância.
Não é possível deixar passar em branco qualquer atitude de quem quer que seja em busca da paz entre os homens.
Que homens de boa vontade surjam às turras. Eis do necessitamos.
Paulo
2010
18
mai

Façam do copo de líquidos seu melhor amigo!
Um alerta importante!!
Para os velhos e para quem está envelhecendo!
Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta:
-Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?
Alguns arriscam: “Tumor na cabeça”.
Eu digo: “Não”. Outros apostam: “Mal de Alzheimer”.
Respondo, novamente: “Não”.
A cada negativa a turma espanta-se.
E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:
- diabetes descontrolado;
- infecção urinária;
- quando a família passa um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.
Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos.
Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.
A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dosbatimentoscardíacos (”batedeira” ), angina (dor no peito), coma e até morte.
Insisto: não é brincadeira! !!
Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo.
Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.
Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica..
Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água,
pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.
Conclusão:
Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo.
Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.
Por isso, aqui vão dois alertas.
O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos.
Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam.
O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro.
Lembrem-se disso!
Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos.
Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção.
É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.
“Líquido neles e rápido para um serviço médico”.
Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)
2010
17
mai

No último dia 25 de março o presidente Lula esteve em Tatuí, e lá fez a entrega simbólica de 650 ambulâncias para 573 municípios brasileiros. A cerimônia foi essencialmente política, pois os veículos são destinados ao SAMU, ou seja, os serviços de atendimento médico de urgência.
Acontece que a maior parte dos municípios contemplados não tem este serviço implantado, e nem mesmo tem verba prevista em seus orçamentos. Custa caro montar toda esta estrutura.
As ambulâncias são a parte visível do negócio, mas é necessário aparelhá-las com equipamentos de UTI, de pessoal de apoio bem treinado, de médicos especializados principalmente. E isto tem que funcionar 24 horas por dia, pois emergência não tem hora.
Ou seja, ou a maioria das ambulâncias vai ter outro destino, ou vão virar sucata logo.
Como costuma fazer, o presidente Lula faz seus “discursos” de improviso, que sempre buscam contentar a platéia presente, e exagera nas frases feitas e cheias de pompa sobre os mais variados temas. Diga-se de passagem, normalmente o presidente não sabe nada sobre o que está falando, e suas gafes já são sobejamente conhecidas e divulgadas mundo afora. Nesta cerimônia em Tatuí, o presidente Lula foi extremamente infeliz com algumas de suas colocações.
Segundo o presidente da Associação Médica Brasileira, Lula teve “outro rompante de incontinência verbal”. Mais uma vez, culpou os médicos para os problemas de saúde que o Brasil enfrenta há décadas. Disse que a classe médica não se interessa em atender o interior, “pois é muito fácil ser médico na Avenida Paulista”, segundo suas palavras.
Depois, mandou um recado ao Conselho Federal de Medicina, por este ser contra a revalidação automática dos diplomas dos médicos formados em Cuba. E ainda criticou aqueles que são contra a volta de um imposto para melhorar a saúde.
E por fim, ainda criticou o médico que no passado cuidou dele próprio, ao sofrer o acidente de “trabalho” que lhe amputou o dedo. Ou seja, versou sobre tudo o que finge saber.
Como em todos os “discursos”, Lula fala o que lhe dá na telha, e nem se preocupa mais em ter coerência. Deve acreditar que somos todos burros, pois quanto mais fala, mais sua popularidade “aumenta”, segundo as informações “oficiais”.
Mas para os que ainda tem paciência de ouví-lo, basta acompanhá-lo por algumas semanas. A opinião ora é uma, ora é outra. Depende da platéia. Como estamos numa democracia, livre “como nunca se viu na história deste país”, também tenho o direito de opinar.
O que o senhor presidente não disse (ou não sabe) é que é impossível à imensa maioria dos médicos montar um consultório na Avenida Paulista, um dos locais mais caros do país, principalmente se trabalhar no serviço público, onde recebe um salário de fome, não tem um plano de carreira decente e não encontra condições dignas de trabalho.
Aparelhos defasados, funcionários insuficientes para o apoio (enfermagem, técnicos diversos), filas para marcação de exames, falhas em tratamento de doenças básicas. Se em São Paulo , que é a locomotiva da nação, é assim, o que dizer do restante do país? Há dezenas de crianças morrendo em pseudo-UTIs em hospitais públicos por aí. A sigla deveria ser Última Tentativa Inútil e não unidade de terapia intensiva. Intensivas são só as mortes nestes nosocômios.
Não disse o presidente (ou não sabe) que médico nenhum consegue trabalhar no interior sozinho. A não ser que seja para distribuir “vale-saúde”, a exemplo dos inúmeros outros que ele criou. Pois tratar e cuidar de alguém sem apoio, sem retaguarda e sem condições, só na cabeça dele.
Quanto aos médicos de Cuba, formados em uma realidade totalmente diferente da nossa, eles podem sim trabalhar no Brasil. Como qualquer outro, formado em qualquer lugar do mundo, que se submeta às avaliações necessárias e sejam aprovados. Desde que saibam Medicina. E o Conselho Federal de Medicina, autarquia federal, é o órgão definido por lei para avaliá-los. O que o senhor presidente quis dizer (mas não teve coragem) é que quer fazer um agrado ao moribundo amigo Fidel, valorizando escolas falidas e que pregam uma falsa “medicina social”.
Faltou falar sobre o assunto referente ao médico que o atendeu quando sofreu seu acidente de “trabalho”.
Talvez seu dedo pudesse ser salvo, senhor presidente, se existisse na ocasião um atendimento decente em posto de saúde, unidades de emergência bem aparelhadas, um profissional médico bem preparado, com boa formação.
Isso se o “SUS” da época funcionasse. Isso se um médico que atende “SUS” ganhasse um honorário, e não uns trocos.
Pois a CPMF, que geraria verba destinada ao “SUS” do seu governo, virou dinheiro nas meias, cuecas e malas pretas na sua gestão. E até hoje o “SUS” não funciona de forma decente!
E o senhor ainda quer recriar mais um imposto, para continuar alimentando as falcatruas? Senhor presidente, com o perdão da palavra, estou com o “saco cheio” do senhor e de seus “discursos”.
Se o senhor sofresse um novo acidente de “trabalho” e fosse eu o médico que lhe atendesse, cortaria-lhe a língua, e não o dedo.
E faria um bem ao país, pois cada vez que o senhor abre a boca, não causa um acidente. Causa um desastre.
Luiz Ricardo Menezes Bastos, médico,
presidente da Associação Paulista de Medicina, Regional de Limeira
2010
12
mai

O JORNAL DA REDE GLOBO MOSTROU UMA REPORTAGEM SOBRE O HOSPITAL DOS
OLHOS DE SOROCABA. ESSE HOSPITAL É DA MAÇONARIA, SEM FINS LUCRATIVOS.
ELE É CONVENIADO COM O SUS, E TEM CAPACIDADE PARA REALIZAR CERCA DE
300 (TREZENTOS) TRANSPLANTES DE CÓRNEAS POR MÊS, POIS HÁ UM ESTOQUE DE
CÓRNEAS SUFICIENTE PA RA A REALIZAÇÃO DOS MESMOS.
ENTRETANTO, ESSE HOSPITAL ESTÁ REALIZANDO SOMENTE CERCA DE 120
(CENTO E VINTE) TRANSPLANTES POR MÊS, DEVIDO A FALTA DE PACIENTES.
AS CÓRNEAS NÃO UTILIZADAS ESTÃO SENDO JOGADAS FORA POR PASSAREM DO
TEMPO DE UTILIZAÇÃO E VALIDADE !
REPASSANDO DE MÃO EM MÃO ESTA NOTÍCIA, PODERÁ CAIR NA MÃO DE ALGUÉM
QUE CONHEÇA UMA PESSOA QUE ESTÁ A ESPERA DE CÓRNEAS. ELA PODE ENTRAR
EM CONTATO COM O HOSPITAL OFTALMOLOGICO DE SOROCABA -SP E SE CURAR!
TELEFONE – (15) 3212-7009 – DE 2ª A 6ª FEIRA
ATENCIOSAMENTE,
DR. EDUARDO BEZERRA -MÉDICO
2010
02
mai

O Brasileiro é assim:
1. – Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
2. – Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
3. – Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
4. – Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.
5. – Fala no celular enquanto dirige.
6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
7. – Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.
8. – Viola a lei do silêncio.
9. – Dirige após consumir bebida alcoólica.
10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
11. – Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.
12. – Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
13. – Faz “ gato ” de luz, de água e de tv a cabo.
14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
15. – Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.
16. – Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
17. – Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.
18. – Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
19. – Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
20. – Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
21. – Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.
22. – Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
23. – Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
24. – Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
26. – Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis…. Como se isso não fosse roubo.
27. – Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.
28. – Falsifica tudo, tudo mesmo… só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
29. – Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
30. – Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve…
31. – Fura a fila do ônibus para ir sentado.
E quer que os políticos sejam honestos…
Escandaliza-se com a farra das passagens aéreas…
Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?
Brasileiro reclama de quê, afinal?
E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!
Vamos dar o bom exemplo!
Espalhe essa idéia!
“Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos…”
2010
28
abr

CORAGEM PARA MUDAR
Muitos dos conflitos que afligem o ser humano decorrem dos padrões de comportamento que ele próprio adota em sua jornada terrestre.
É comum que se copiem modelos do mundo que entusiasmam por pouco tempo, sem que se analisem as consequências que esses modos comportamentais podem acarretar.
Não se tem dado a devida importância ao crescimento e ao progresso individual dos seres.
Alguns crêem que os próprios equívocos são menores do que os erros dos outros.
Outros supõem que, embora o tempo passe para todos, não passará do mesmo modo para eles.
Iludem-se no sentido de que a severidade das leis da consciência atingirá somente os outros.
Embriagados pelo orgulho e pelo egoísmo deixam-se levar pelos desvarios da multidão sem refletir a respeito do que é necessário realmente buscar-se.
É chegado o momento em que nós, espíritos em estágio de progresso na Terra, devemos procurar superar de forma verdadeira o disfarçado egoísmo, em busca da inadiável renovação.
Provocados pela perversidade que campeia, ajamos em silêncio, por meio da oração que nos resguarda a tranquilidade.
Gastemos nossas energias excedentes na atividade fraternal e voltada à verdadeira caridade.
Cultivemos a paciência e aguardemos a benção do tempo que tudo vence.
Prossigamos no compromisso abraçado, sem desânimo, sem vãs ilusões, confiando sempre no valor do bem.
É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais nas suas manifestações inferiores.
Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, passados os primeiros momentos.
Aprendamos a controlar nossas más inclinações e lograremos vencer se perseverarmos no bom combate.
Convertamos sombras em luz.
Modifiquemos hábitos danosos em qualquer área da existência, começando por aqueles que pareçam mais fáceis de serem derrotados.
Sempre que surgir a oportunidade, façamos o bem, por mais insignificante que nosso ato possa parecer.
Geremos o momento útil e aproveitemo-lo.
Não nos cabe aguardar pelas realizações grandiosas, e tampouco podemos esperar glorificação pelos nossos acertos.
O maior reconhecimento que se pode ter por fazer o que é certo é a consciência tranquila.
Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício, enquanto toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.
Trabalhemos nossa própria intimidade, vencendo limites e obstáculos impostos, muitas vezes, por nós mesmos.
Valorizemos nossas conquistas, sem nos deixarmos embevecer e iludir por essas vitórias.
Há muitas paisagens ainda a percorrer e muitos caminhos a trilhar.
Somente a reforma (transformação) íntima nos concederá a paz e a felicidade que almejamos.
A mudança para melhor é urgente, mas compete a cada um de nós, corajosa e individualmente, decidir a partir de quando e como ela se dará.
Autor desconhecido
2010
20
abr

O que é um Loop?
Para quem não conhece o conceito de LOOP, trata-se de uma terminologia assim nomeada por estudiosos de informática para definir uma confusão criada e que não possui uma explicação concreta para solução do problema…
Bem, vou tentar explicar em poucas palavras esta famosa terminologia:
Diz-se que um programa de computação “entrou em loop” quando acontece a seguinte situação:
O diretor chama sua secretária e diz:
- Senhorita Vanessa: Tenho um seminário na Argentina por uma semana e quero que você me acompanhe. Por favor, faça os preparativos da viagem…
A secretária liga para seu marido:
- Alô, João! Vou viajar para o exterior com o diretor por uma semana. Cuide-se meu querido!
O marido liga para sua amante:
- Eleonor, meu amor. A bruxa vai viajar para o exterior por uma semana, vamos passar esta semana juntos, minha princesa …
No momento seguinte, a amante liga para o menino para quem dá aulas particulares:
- Joãozinho, estou com muito trabalho esta semana e não vou poder te dar aulas …
A criança liga para seu avô:
- Vovô, esta semana não terei aulas, minha professora estará muito ocupada. Vamos passar a semana juntos?
O avô (que é o diretor desta história) chama imediatamente a secretária:
- Senhorita Vanessa venha rápido – Suspenda a viagem, vou passar a semana com meu netinho que não vejo há um ano, por isso não vamos participar mais do seminário. Cancele a viagem e o hotel.
A secretária liga para seu marido:
- Ai amorzinho! O babaca do diretor mudou de idéia e acabou de cancelar a viagem.
O marido liga para sua amante:
- Amorzinho, desculpe! Não podemos mais passar a semana juntinhos! A viagem da mocréia da minha mulher foi cancelada.
A amante liga para o menino a quem dá aulas particulares:
- Joãozinho, mudei os planos: esta semana teremos aulas como de costume.
A criança liga para o avô:
- P*** merda vovô! A véia da minha professora me disse que terei aulas. Desculpe mas não poderemos ficar juntos esta semana.
Seu avô liga para a secretária:
- Senhorita Vanessa , meu neto acabou de me ligar e dizer que não vai poder ficar comigo essa semana, porque ele terá aulas. Portanto dê prosseguimento à viagem para o Seminário.
Entendeu agora o que é um LOOP ???
2010
16
abr

… ou: “A grande lição.”
A maior lavandaria de dinheiro do mundo ameaça falir e poderá arrastar consigo, um país inteiro !!!
União de Bancos Suiços, a coisa está muito feia! Está pegando fogo!
Agoniza o segredo bancário suíço.
Artigo de Gilles Lapouge – Paris.
A Suíça tremula. Zurique alarma-se. Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.
O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.
A UBS – União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça – viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para fraudar o fisco. O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos. Os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi retomada, tranquilamente.
Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado. Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!
O banco protestou. A Suíça está temerosa. O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
Mas como resistir!
A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.
Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente.
Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714. No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas.
Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe econômica.
Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 bilhões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.
E não se trata apenas do UBS. Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira. O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três trilhões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os ativos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários.
Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros “offshore” do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.
Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.
O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um caráter sacramental. Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento…
Onde páram as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi? Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe do Zimbabwe e da Mafia Russa?
Quantos actuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municipios têm chorudas contas na Suiça?
Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?
Porque após a morte de Mobutu, os seus filhos nuncam conseguiram entrar na Suíca?
Tudo lá ficou para sempre e em segredo…
A agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.
Na minicúpula europeia que se realizou em Berlim, em preparação ao encontro do G-20 em Londres, França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.
“Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional”, vociferou a chanceler Angela Merkel.
No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico, Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias. Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adotadas contra os paraísos fiscais.
Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade econômica mundial, todas as tentativas eram abortadas.
Hoje, estamos em crise.
Viva a crise!!!
Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido. Hoje ele é presidente. É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.
Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone.
Sob que pretexto? Fraude fiscal.
Para muito breve, a queda do império financeiro suiço!
“Nada, nenhuma folha cai na floresta sem o conhecimento do “Pai”.”
“Será pago até o último ceitil”.
Vemos os males proliferarem à nossa volta, não incolumimente, mas para servir-nos de exemplo de como não os imitar. É-nos exemplos vivos do “colher do que se planta.
Nada novo no front.
Paulo
2010
15
abr

3º CONGRESSO ESPÍRITA NACIONAL – BRASILIA-DF
TRANSMISSÃO AO VIVO
Vários canais de TV transmitem ao vivo o 3º Congresso Espírita Brasileiro
A TV do Conselho Espírita Internacional será a geradora do sinal para vários canais de TV do Brasil. A TVCEI acredita que o evento seja visto por mais de 10 milhões de pessoas entre todas as retransmissoras envolvidas.
É possível acompanhar o congresso pela TVCEI (antenas banda KU, satélite Estrela do Sul) e TV Mundo Maior (antenas parabólicas banda C, receptor digital), além da Internet nos sites www.tvcei.com e www.redevisão.net . Na rede aberta os melhores momentos do evento serão exibidos pela:
Rede Mundial (LBV);
TVs por assinatura SKY;
Boa Vontade TV, canal 26, e DTHi, canal 101.
Algumas TVs por assinatura a Cabo:
TVA canal 22 (São Paulo);
Andradina – SP AHTV (canal 15);
Currais Novos – RN Sidys (canal 65);
Colatina – ES RCA Company (canal 67);
Governador Valadares – MG Super i Telecom (canal 6),;
Jundiaí – SP Jundicabo (canal 69);
Lauro de Freitas – BA, RCA Company (canal 72);
Natal – RN Cabo Natal (canal 165);
Pelotas – RS Via Cabo (canal 27);
Rio Grande – RS Via Cabo (canal 97);
São João da Boa Vista – SP BVCi Tv a Cabo (canal 78).
Outras informações: www.tvcei.com
Atenção amigos que moram no exterior ou que tem banda larga muito boa, no Brasil…
Em colaboração com a TV CEI, disponibilizaremos os servidores de TV por internet da Rede Visão, para transmitirmos, também, o 3º Congresso Espírita Brasileiro.
A TV CEI, além da sua transmissão vai satélite, de televisão, para quem já tem os receptores de satélites e para quem já assiste pelas TVs a cabo associadas, transmitirá via internet, mas na velocidade que todo mundo pode ver, que é a de 148 Kbps.
Considerando que muita gente, principalmente os amigos que moram no exterior, possuem internet muito rápida, nós, da Rede Visão, estamos disponibilizando, também, a transmissão em 530kbps, que dá para ver até com a ligação da saída do computador em seu televisor.
Mas tem um detalhe: Não prometemos milagre nenhum, estamos dependendo da velocidade da nossa internet aqui que, normalmente, consegue transmitir, sim, a 530 KBPS, mas, devido a instabilidade normal da nossa conexão, é possível que caia de vez em quando. Tudo faremos para manter sempre o sinal no ar.
As pessoas que, no Brasil, tiverem, também, internet de 1 mega, desde que seja um mega real, conseguirão ver, também, com qualidade boa.
Para assistir, entre no nosso site, www.redevisao.net e logo na primeira página, em cima, tem o lugar para você clicar e começar logo a ver a TV CEI. Pedimos que mandem emails para a TV CEI informando como está chegando a imagem e som. E mandem, também, email para alamar@redevisao.net
Alamar Régis Carvalho
alamar@redevisao.net
www.redevisao.net
2010
07
abr

Nas bancas, a revista SUPERINTERESSANTE com a reportagem de capa:
Superinteressante ed. 277
abril/2010
Chico Xavier -
Uma investigação
Quem foi o homem que fez milhões de brasileiros acreditar em espíritos?
O grifo é nosso… Tendenciosa a manchete? Imagine o conteúdo…
Mas não percamos tempo em ler a matéria. Melhor que isto é a carta que Richard Simonetti encaminhou à redação, de cujo teor se deduz o material tendencioso e chulo da revista da Abril Cultural.
Para quem não sabe, Richard Simonetti é autor de mais de 40 livros espíritas de elevada qualidade, coerência doutrinária e confiabilidade.
Se você tem amigos espíritas, ou que se interessam pelo assunto, não lhes prive desta informação e lhes encaminhe este email.
Senhor Sérgio Gwercman
Diretor de redação da revista Super Interessante
Sou assinante dessa revista há muitos anos. Sempre a encarei como publicação séria, fonte de informações a oferecer subsídios para meu trabalho como escritor espírita, autor de 49 livros publicados.
Essa concepção caiu por terra ao ler, na edição de abril, infeliz reportagem sobre Francisco Cândido Xavier, pretensiosa e tendenciosa, objetivando, nas entrelinhas, denegrir e desvalorizar o trabalho do grande médium.
Isso pode ser constatado já na seção “Escuta”, com sua assinatura, em que V.S. pretende distinguir respeito de reverência, como se reverência não fosse o respeito profundo por alguém, em face de seus méritos.
Podemos e devemos reverenciar Chico Xavier, não por adesão de uma fé cega, mas pela constatação racional, lúcida, lógica, de que estamos diante de uma personalidade ímpar, que fez mais pelo bem da Humanidade do que mil edições de Superinteressante, uma revista situada como defensora do bom jornalismo, mas que fez aqui o que de pior existe na mídia – a apreciação superficial e tendenciosa a respeito de alguém ou de uma notícia, com todo respeito, como pretende seu editorial, como se fosse possível conciliar o certo com o errado, o boato com a realidade, o achincalhe com o respeito.
Para reflexão da repórter Gisela Blanco e redatores dessa revista que em momento algum aprofundaram o assunto e nem mesmo se deram ao trabalho de ler os principais livros psicografados pelo médium, sempre com abordagem superficial, pretendendo “explicar” o fenômeno Chico Xavier, aqui vão alguns aspectos para sua reflexão e – quem sabe? – um cuidado maior em futuras reportagens.
De onde a repórter tirou essa bobagem de que “toda essa história começou com as cartas dos mortos?”
Se as eliminarmos em nada se perderá a grandeza de Chico Xavier. A história começa bem antes disso, com a publicação, em 1932, do livro Parnaso de Além-Túmulo, quando o médium tinha apenas 22 anos.
A reportagem diz: “Ele dizia que não escolhia os espíritos a quem atenderia, só via fantasmas e ouvia vozes. Mas parecia ser o escolhido por celebridades do céu. Cruz e Souza, Olavo Bilac, Augusto dos Anjos e Castro Alves lhe ditaram versos e prosa.”
Afirmativa maliciosa, sugerindo o pastiche, a técnica de copiar estilo literário. O repórter não se deu ao trabalho de observar que no próprio Parnaso há, nas edições atuais, 58 poetas desencarnados, menos conhecidos e até desconhecidos, como José Duro, Alfredo Nora, Alma Eros, Amadeu, B.Lopes, Batista Cepelos, Luiz Pistarini, Valado Rosa… Poetas do Brasil e de Portugal que se identificam pelo seu estilo, em poesias personalíssimas enriquecidas por valores de espiritualidade.
Não sabe ou preferiu omitir a repórter que Chico psicografou poesias de centenas de poetas desencarnados, ao longo de seus 75 anos de apostolado, na maior parte poetas provincianos, conhecidos apenas nas cidades onde residiam no interior do Brasil. Pesquisadores constatam que esses poemas não são “razoavelmente fiéis ao estilo dos autores”. São totalmente fiéis.
Não tem a mínima noção de que a técnica do pastiche, a imitação de estilo literário, é extremamente difícil, quase impossível. Pastichadores conseguem imitar uma página, uma poesia de alguém, jamais toda uma obra ou as obras de centenas de autores.
Afirma que Chico foi autodidata e leitor voraz durante toda a vida, sempre insinuando o pastiche. Leitor voraz? Passava os dias lendo? Só quem não conhece sua biografia pode falar uma bobagem dessa natureza, já que Chico passava a maior parte de seu tempo atendendo pessoas, psicografando, participando de reuniões e atendendo à atividade profissional. Não conheço um único documentário, uma única foto mostrando Chico lendo “vorazmente”. Ah! Sim! Para a repórter Chico certamente escondia isso.
Fala também que Chico teria 500 livros em sua biblioteca e que “a lista inclui volumes de autores cujo espírito o teria procurado para escrever suas obras póstumas, como Castro Alves e Humberto de Campos”.
E as centenas de poetas e escritores que se manifestaram por seu intermédio. Chico tinha livros deles? E de poetas que sequer publicaram livros?
Quanto a Humberto de Campos, cuja família tentou receber na justiça os direitos autorais pelas obras psicografadas por Chico, o que seria ótimo acontecer, o reconhecimento oficial da manifestação dos Espíritos, esqueceu-se a repórter de informar que Agripino Grieco, o mais famoso crítico literário de seu tempo, recebeu uma mensagem do escritor, de quem era amigo. Reconheceu que o estilo era autenticamente de Humberto de Campos, mas que o fato para ele não tinha explicação, já que, como católico praticante, não admitia a possibilidade de manifestação dos espíritos.
Esqueceu ou ignora que Chico, médium psicógrafo mecânico, recebia duas mensagens simultaneamente, com ambas as mãos sendo usadas por dois espíritos. Desafio Superinteressante a encontrar um prestidigitador capaz de fazer algo semelhante.
Uma pérola de ignorância jornalística está na referência sobre materialização de Espíritos: “seria necessário produzir um total de energia duas vezes maior do que é hoje produzido pela hidroelétrica de Itaipu por ano, segundo os cálculos feitos por especialistas exibidos por reportagens sobre Chico nos anos 70.” Seria superinteressante a repórter ler sobre as pesquisas de Alfred Russel Wallace, Oliver Joseph Lodge, Lord Rayleigh, William James, William Crookes, Ernesto Bozzano, Cesare Lombroso, Alexej Akzacof e muitos outros cientistas respeitáveis que estudaram o fenômeno da materialização e o admitiram. Leia, também, sobre quem eram esses cientistas, para constatar que não agiam levianamente como está na revista.
A repórter reporta-se às reuniões mediúnicas das quais Chico participava como shows que o tornaram famoso e destila seu veneno. Cita o sobrinho de Chico que, dizendo-se médium, confessou que era tudo de sua cabeça, o mesmo acontecendo com o tio. Por que passar essa informação falsa, se o próprio sobrinho de Chico, notoriamente perturbado e alcoólatra, pediu desculpas pela sua mentira? Joga penas ao vento e espera que o leitor as recolha? Omitiu também a informação de que ele confessou que pessoas interessadas em denegrir o médium pagaram-lhe pela acusação.
Eram frequentes nas reuniões a ocorrência de fenômenos como a aspersão de perfumes no ambiente, algo que, deveria saber a repórter, costuma ocorrer com os médiuns de efeitos físicos. No entanto, recusando-se a colher informações mais detalhadas sobre o assunto, limitou-se a dizer que em 1971 um repórter da revista Realidade, José Hamilton Ribeiro, denunciou que viu um dos assessores de Chico Xavier levantar o paletó discretamente e borrifar perfume no ar. Sugere que havia mistificação, aliás, uma tônica na reportagem. Por que não foram consultadas outras pessoas, inclusive centenas que tiveram seus lenços inexplicavelmente encharcados de perfume ou a água que levavam para magnetizar, a exalar também um olor suave e desconhecido que perdurava por muitos dias?
Na questão das cartas, milhares e milhares de cartas de Espíritos que se comunicavam com os familiares, sugere a repórter que assessores de Chico conversavam com as pessoas, anotando informações para dar-lhes autenticidade. Lamentável mentira. E ainda que isso acontecesse, Chico precisaria ser um prodígio para ler rapidamente as informações e inseri-las no contexto de cada mensagem, de cada espírito, mistificando sempre.
E as mensagens dirigidas a pessoas ausentes? E os recados aos presentes? Não eram só mensagens. Eram incontáveis recados. A pessoa aproximava-se de Chico e ele, sem conhecer nada de sua vida, transmitia recados de familiares desencarnados, na condição de um ser interexistente, que vivia simultaneamente a vida física e a espiritual, em contato permanente com os Espíritos.
Lembro o caso de um homem inconformado com a morte de um filho. Ia toda noite deitar-se na sepultura do rapaz, querendo “ficar com ele”. Não contava a ninguém, nem mesmo aos familiares. Em Uberaba recebeu mensagem do filho pedindo-lhe que não fizesse isso, porquanto ele não estava lá.
Durante muitos anos Chico psicografou receituário mediúnico de homeopatia. Perto de 700 receitas numa noite. Ficava horas psicografando. E os medicamentos correspondiam à natureza do mal dos pacientes, sem que o médium deles tivesse o mínimo conhecimento. Na década de 70 tive uma uveíte no olho esquerdo. Compareci à reunião de receituário. Escrevi meu nome e idade numa folha de papel. Não conversei com ninguém. Após a reunião recebi a indicação de dois medicamentos. Tornando a Bauru, onde resido, verifiquei num livro de homeopatia que o dois medicamentos diziam respeito ao meu mal. Curaram-me.
Concebesse a repórter que, como dizia Shakespeare, há mais coisas entre a Terra e o Céu do que concebe nossa vã sabedoria, e não se atreveria a escrever sobre assuntos que desconhece, com o atrevimento da ignorância.
Outras “pérolas” da reportagem:
Oferece “explicações” lamentáveis para o fenômeno Chico Xavier.
Psicose, confundindo mediunidade com anormalidade.
Epilepsia, descarga elétrica que “poderia causar alheamento, sensação de ausência, automatismo psicomotor”, segundo a opinião de um médico. Descreve algo inerente ao processo mediúnico, que não tem nada a ver com desajuste mental, ou imagina-se que o contato com o Espírito comunicante não imponha uma alteração nos circuitos cerebrais, até para que ocorra a manifestação? E porventura o médico consultado sabe de algum paciente que produza textos mediúnicos durante a crise epilética?
Criptomnésia, memórias falsas, lembranças escondidas no subconsciente do médium, ao ouvir informações sobre o morto. Inconscientemente ele “arranjaria” essas informações para forjar a “manifestação”.
Telepatia. Aqui o médium captaria informações da cabeça dos consulentes e as fantasiaria como manifestação do morto. Como dizia Carlos Imbassahy, grande escritor espírita, inconsciente velhaco, porquanto sempre sugere que é um morto quem se manifesta, não ele próprio.
Informa a repórter que “acuado pelas críticas na Pedro Leopoldo de 15 mil habitantes, Chico resolveu fazer as malas e partir para Uberaba, um polo do Espiritismo onde contaria com um apoio de amigos”.
Mentira. Ele deixou Pedro Leopoldo, onde tinha muitos amigos, não por estar “acuado”, mas simplesmente seguindo uma orientação do Mundo Espiritual, em face de tarefas que desenvolveria em Uberaba que, então sim, com sua presença transformou-se em “polo do Espiritismo”.
Na famoso pinga-fogo a que Chico compareceu, em 1971, na TV Tupi, um marco na história das entrevistas televisivas, com uma quase totalidade de audiência, diz a repórter que Chico foi “bombardeado por perguntas. Mas se safou.” Bombardeado? Safou-se? O que foi essa entrevista, um libelo acusatório contra um mistificador? Se a repórter se desse ao trabalho de ver a entrevista toda, o que lhe faria muito bem, verificaria que o clima foi de cordialidade, de elevada espiritualidade, e que em nenhum momento os entrevistadores “bombardearam” Chico. E em nenhum momento ele deixou de responder as perguntas com a sobriedade e lisura de quem não está ali para safar-se, mas para ensinar algo de Espiritismo.
Falando da indústria (?) Chico Xavier, há um box sobre “Dieta do Chico Xavier”, que jamais seria veiculada por Chico. Usaram seu nome. Por que incluí-la nas inverdades sobre o médium, simplesmente para denegrir sua imagem, aqui sugerindo que seria ingênuo a ponto de conceber semelhante bobagem? Se eu divulgar via internet que Superinteressante recomenda o uso de cocô de galinha para deter a queda de cabelos, seria razoável que alguma revista concorrente citasse essa tolice, mencionando a suposta autoria, sem verificação prévia?
Falando dos 200 livros biográficos sobre Chico Xavier, a repórter escreve: “Tem até um de piadas, Rindo e Refletindo com Chico Xavier”. Certamente não leu o livro, porquanto não conhece nem o autor, eu mesmo, Richard Simonetti, nem sabe que não se trata de um livro de piadas, mas um livro de reflexão em torno de ensinamentos bem-humorados do médium.
Não fosse algo tão lamentável, tão séria essa agressão contra a figura respeitável e venerável de Chico Xavier, eu diria que essa reportagem, ela sim, senhor redator, foi uma piada de péssimo gosto!
Doravante porei “de molho” as informações dessa revista, sem o crédito que lhe concedia.
A repórter Gisela Branco esteve em Pedro Leopoldo e Uberaba com o propósito de situar Chico Xavier como figura mitológica. É uma pena! Não teve a sensibilidade nem o discernimento para descobrir o médium Chico Xavier, cuja contribuição em favor do progresso e bem estar dos homens foi tão marcante que, a exemplo do que disse Einstein sobre Mahatma Gandhi, “as gerações futuras terão dificuldade para conceber que um homem assim, em carne e osso, transitou pela Terra.”
E deveria saber que não vemos Chico Xavier como um mártir, conforme sugere. Não morreu pelo Espiritismo. Viveu como espírita. E se algo se aproxima de um martírio em seu apostolado, certamente foi o de suportar tolices e aleivosidades como aquelas presentes na citada reportagem.
Finalizando, um ditado Zen para reflexão dos redatores da Super:
O dedo aponta a lua.
O sábio olha a lua.
O tolo olha o dedo.
Richard Simonetti
Bauru, 3 de abril de 2010.
2010
05
abr

A Evolução da Educação.
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia…
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas
Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes
de iniciar as aulas..
Leiam relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$
20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais
moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina
registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se
convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos
enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem
entender. Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi
assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual
a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$
80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$
80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$
80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro
descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não
precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
Infelizmente não posso creditar o trabalho acima por dois motivos:
1º – Não conheço o autor.
2º- Não possuo bens o bastante para pagar ao autor ao autor.
Paulo
*
2010
05
abr

Fui ontem, na noite de estreia, assistir ao filme mais badalado dos últimos anos: Chico Xavier – O Filme. Sessões lotadas e muita expectativa. Uma expectativa que podia ser notada no semblante de cada um que encarava aquela fila. Uma salada etária e, provavelmente, recheada de muitos credos.
O filme é de uma beleza incrível. Conta a história de um dos maiores e mais respeitados espíritas do mundo – Chico Xavier – (interpretado nas três fases de sua vida por Matheus Costa, Ângelo Antônio e Nelson Xavier), desde a sua infância até a sua morte, ou melhor, até a sua desencarnação.
Com relação a filmes, costumo brincar dizendo que adoro saber o final antes de assisti-lo. E neste, em particular, disse a todos que estavam lá comigo, que já sabia o que aconteceria… que seria moleza. Disse em alto e bom tom: Fácil, fácil esse final: o Chico morre no final!
Sessão lotada, acomodamo-nos nas primeiras filas do cinema, e mesmo que tudo pudesse nos levar a uma pré-impressão do que seria o filme, qual o seu significado e qual o seu objetivo, engana-se quem imaginou que o filme seria uma propaganda ao espiritismo ou mesmo uma publicidade ao próprio Chico Xavier.
O filme é apenas a celebração de um grande homem, que este ano, caso estivesse vivo (encarnado), completaria um século de vida. Deste, seriam 96 anos de dedicação, não à doutrina espírita, mas à bondade, ao desejo de servir ao próximo. O filme emociona, alegra e nos faz refletir o quanto e por tão pouco sacrifício, fazer o bem é um exercício que fortalece a nossa alma.
A vida de Chico Xavier foi marcada por sacrifícios. Ele enfrentou-os e seguiu em frente. Ajudou e foi ajudado. Sobreviveu a uma enxurrada de acusações, críticas e desconfianças. Muitos de nós passamos por tudo isso. Mas a grande virtude do Chico (a gente se sente tão íntimo do mestre espírita) foi, sem dúvida, a sua capacidade de transformar essas dificuldades a favor do bem. A bondade era sua, sempre presente, companhia.
O filme é extremamente lindo. Surpreendente a maneira como Daniel Filho (Diretor) retratou a vida e obra do Chico Xavier. O filme não tem a pretensão de formar novos seguidores do espiritismo. Mas não há um segundo sequer do filme que você, espírita ou não-espírita, não se emocione, não se questione. Muitos se verão neste filme.
Pois bem, recomendo a todos que venham assistir ao filme. Aqui, na sessão de estreia, além da beleza do filme, uma certeza: O Chico não morreu… Enquanto houver a bondade, ele estará vivo. Eu errei o final do filme, mas o pós- filme me surpreendeu ainda mais…
Encerra-se o filme e as pessoas saem… Silêncio… Um lindo silêncio…
Coisa mais linda que eu já pude presenciar em um cinema em toda a minha vida.
Obrigado Chico, esteja em Paz!
Vá assistir ao Chico. Eu recomendo.
Assinado: “A Crítica” Cinematográfica – Fortaleza-Ceará
2010
03
abr

“Sábado Santo” de todas as “Santas Semanas” a mesma imagem noticiada nos jornais: Malhação do Judas.
E vemos crianças e adultos envoltos no gesto de vingar a morte de “Jesus”. Logo Jesus que ensinou a perdoar e amar os inimigos.
Interessante é que tornou-se “cultura” popular re-matar o traidor bíblico. E nossa sociedade hipócrita vê e aceita sem remorsos o imbróglio assustador. Depois…
Ah! Tem o depois!
E depois culpamos a polícia que não impede assassinatos nas esquinas. Tripudiamos a marginalidade que atira e mata por dois reais, senão por mentos até. Gangues se juntando a pichar e queimar mendigos nos bancos das praças. Assistimos a linchamentos, vemos crianças sendo mortas por pais. Mortes, não de bonecos com as caras dos Nardones, mas com caras de gente comum por ter cometido crimes comuns pois comuns foram as lições aprendidas na aceitação de cultura sangrenta da malhação do Judas.
No final da Santa Semana é o Judas o perseguido. Nos festejos do São João são as “Farras do Boi”
Estou desacreditando no Brasil ser um país pacífico. Com tanto sangue escorrendo das páginas culturais…
Que fique para nossos botões a pergunta: como “curtimos” a notícia da malhação da última semana santa?
Paulo
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2010
28
mar

Qualquer pessoa bem informada conhece uma coisa chamada avanço tecnológico. Sabe, também, que desde os primórdios o homem procurou desenvolver inventos que facilitassem o seu trabalho que, inicialmente era todo feito com o uso das mãos auxiliado por instrumentos feitos com pedras.
Depois que inventaram instrumentos feitos com ferro, a mão de obra ficou mais simples e coisas que, antes, demoravam longo tempo, passaram a ser feitas em menos tempo. Depois que inventaram o automóvel, já não foi mais necessário o uso de animais puxando charretes. Não poderia haver retrocesso.
Observemos realidades mais próximas:
Não faz muito tempo, havia necessidade de mão-de-obra para cortar lenha, transportar lenha e vender lenha. Com o advento do fogão a gás, essa mão-de-obra deixou de existir.
Existia o alfaiate. Com o advento das máquinas automáticas que recortam e costuram milhares de roupas, em série, em alta velocidade, acabou esta profissão. As pessoas encontram roupas prontas, nas suas exatas medidas, em lojas, à vontade.
Os bancos necessitavam de muitos funcionários para as suas operações. Com o advento dos terminais eletrônicos, uma agência bancária funciona com apenas duas ou três pessoas no
caixa e mais umas quatro ou cinco na retaguarda. O banco funciona 24 horas sem precisar de funcionário nenhum.
Hoje compramos e pagamos uma passagem aérea, pela internet, sem necessidade de usar nenhuma mão-de-obra humana. Já chegamos ao aeroporto e vamos direto para o “check in”.
Quanta e quanta mão-de-obra humana deixou de existir, por conta da internet, da máquina de lavar e de secar roupas, máquina de lavar louças, máquina de passar, máquina de fazer pão em casa, vaporeto, facas elétricas… etc. etc. etc.
Quem não se lembra de algo que, muito recentemente, existia em tudo quanto é canto, que era a loja onde a gente levava os nossos filmes para revelar as fotografias? Outra mão-de-obra que “já
era”, porque ninguém revela mais filme hoje, com o advento das câmeras digitais. A gente só imprime a foto se quiser, mesmo assim em nossa casa, nas impressoras ligadas ao nosso computador, bastando ter o papel apropriado.
Os exemplos são inúmeros e não é necessário eu relacioná-los, porque qualquer leitor sabe identificá-los, facilmente, e não é preciso concordar ou deixar de concordar comigo, para perceber a razão do que eu escrevo.
Queiram ou não os demagogos, a mão-de-obra humana vem sendo substituída pela máquina e pela tecnologia, cada vez mais, e é impressionante o que aparece a todo momento, nas feiras UDs, no mundo todo.
Nem guarda de trânsito é mais preciso para multar, porque a tecnologia das câmeras está aí para alimentar a indústria das multas, a mais vergonhosa prática de extorsão governamental que já se viu.
Mas… E daí?
E daí nós nos vemos diante de políticos, movidos pelas demagogias explícitas e descaradas, vir aos palanques para prometerem milagres, no campo do emprego, iludindo a população com conversas fiadas, em cima de alguma coisa que não mais é possível ter retrocesso.
Como podem subestimar tanto a inteligência da população, embora a grande maioria do universo populacional é constituída por pessoas de inteligência atrofiada, sem capacidade de observar e discernir, a ponto de enxergar uma realidade desta?
Esta coisa chamada “povo”, no Brasil, que é vista somente como eleitor, não faz o menor esforço em sair da burrice e, por conta disto, os canalhas deitam e rolam, fazem o que querem, e se perpetuam no poder.
O desemprego em massa é uma realidade proporcionada pela tecnologia, mas agravada pela demagogia, em nosso País.
A estupidez e a palhaçada dos sindicatos e das leis trabalhistas
Nenhuma criatura humana, imbuída de princípios morais elevados e possuidora de princípios elementares de justiça, pode ser contra as iniciativas que coíbam a exploração do trabalhador, o trabalho excessivo e sem descanso, nem qualquer tipo de trabalho escravo.
Qualquer sistema de governo digno, e justo, estabelece leis e estrutura de vigilância que age rigorosamente em cima de todo e qualquer empresário que, de fato, explora o cidadão comum ou expõe a condições sub-humanas e desgastante, do ponto de vista físico e moral, o verdadeiro trabalhador.
Mas, também, governo nenhum, de país sério, estabelece esquemas para proteger vagabundos e ladrões, qualificando-os como “trabalhadores brasileiros”, estimulando-os a continuar na vagabundagem e na prática da desonestidade, blindados por legislação demagoga e politiqueira.
Qualquer pessoa sensata sabe, sim, que ainda existem empresários que são seres humanos de nível espiritual atrasado, que ainda se comportam como senhores de engenho, movidos pelo orgulho e a prepotência, se achando no direito de humilhar os seus empregados, de explorá-los, e só não levam alguns para serem chicoteados porque sabem das conseqüências que terão no país de hoje.
Mas daí a considerar que todos os empresários são assim, que estão nesse nível espiritual, que exploram empregados e que os tratam como nos regimes de escravidão, há uma diferença muito grande.
Esta é a realidade do Brasil, onde sindicato passou a ser uma indústria para muito líder vagabundo ganhar muito dinheiro, sem o menor compromisso com a verdadeira JUSTIÇA.
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O Brasil é um país que protege ladrões e vagabundos, sob o rótulo generalizado de “trabalhadores”,
mas não tem qualquer incentivo para o verdadeiro trabalhador, aquele que é honesto, digno, decente e produtivo.
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Somos um país onde, para a legislação trabalhista e para os sindicatos, todos os empresários são considerados bandidos, exploradores e verdadeiros inimigos daqueles que eles chamam de “trabalhador brasileiro”.
Não há discernimento e o mínimo de inteligência para discernir o que é joio e o que é trigo.
Sistema trabalhista digno, honesto e inteligente estabelece-se em padrões que estimulam, protegem, defendem e estimulam o trabalhador honesto, competente, digno, produtivo e eficiente, para que esse tipo de comportamento seja imitado por todo mundo, ao mesmo tempo adotando posturas enérgicas, duras e punitivas ao trabalhador ladrão, safado, enganador, preguiçoso e desonesto, para que este modelo de comportamento não seja mais repetido por ninguém.
No Brasil não é assim.
A nossa lei trabalhista e a onda sindical estabelece, na prática, que funcionário de empresa nenhuma precisa ter compromisso com dignidade, honestidade, caráter, vergonha na cara, decência e postura íntegra, porque estará sempre protegido por um sindicato qualquer, já que a sua condição de eleitor é o que é relevante, deve ser tratada com muito cuidado e muito carinho.
Qualquer bandido pode faltar ao trabalho e apresentar atestado médico fajuta, que os seus “direitos” estarão garantidos, pela proteção do sindicato e da ultrapassada e inconseqüente CLT.
Se quiser roubar uma empresa, pode roubar a vontade, sem preocupações, na certeza de que terá sempre um advogado para dizer, na “justiça” do trabalho, que o patrão está mentindo, quanto a alegação de roubo, e que o pobre coitado do trabalhador indefeso está sendo vítima de perseguição.
O empresário tem que provar tudo, o empregado, mesmo sendo ladrão, não precisa provar nada.
Ande de taxi, em São Paulo, por exemplo, e experimente pedir o recibo ao motorista. Você sempre vai ouvir: “Quer o recibo no valor real, ou quer a mais?”.
Caracteriza-se aí o número incontrolável de roubos, que as empresas não têm como coibir e que o sistema sindical finge que não sabe.
O mesmo ocorre com recibos de restaurantes ou qualquer outro, neste que é o país do superfaturamento, sempre praticado para roubar alguém e muita gente finge que não vê.
Vivemos numa cultura tão absurda, em relação a isto, que se depender dos sindicatos,

o brasileiro não precisará ir trabalhar, mas a empresa deve ter a obrigação de pagar o seu salário. Se a visão sindical pudesse, empreenderia uma luta para diminuir cada vez mais a carga horária de trabalho na semana, e não duvidem se aparecerem projetos desses supostos defensores do “povo brasileiro” para acabar com o trabalho na sexta-feira; alguns anos depois, acabarão com o trabalho na quinta, na quarta e chegará um tempo que, talvez, admitirão trabalho em apenas um dia na semana. E que se danem as empresas.
Com o andar da dessa onda, a qualquer momento aparecerá algum para propor, no congresso, que o “trabalhador” tenha férias no mês do seu aniversário; depois virá outro para instituir o 14º salário, em julho, depois outro para argumentar que o “trabalhador”, marido da mulher que acabou de ter neném, também deva ficar em casa, 6 meses, sem trabalhar, porque ele também acorda de madrugada com o choro do bebê. E a empresa que se lasque.
A chamada “justiça do trabalho” é uma instituição constituída por magistrados bem intencionados, porém legislando em cima de um código estúpido, ultrapassado, desatualizado e extremamente pautado na demagogia e até na proteção a bandidos.
É, por conta disto, uma das maiores responsáveis pelo elevado índice de desemprego no país, embora muitos fingem que não vêem.
A burrice da coisa trabalhista no Brasil chega a uma estupidez tão grande, a ponto de contrariar a lógica da Física e da Matemática.
Qualquer ser racional sabe, por exemplo, que só se pode retirar água de uma torneira, se entrar água na caixa d’água, que a alimenta, não é verdade? Isto é óbvio e indiscutível.
Alguém consegue realizar o milagre de obter essa água, sem a alimentação da caixa?
No sistema trabalhista brasileiro esta racionalidade não existe. A figura do empresário tem que fazer milagre, de qualquer maneira, para pagar, tenha ou não tenha dinheiro, ele que se dane.
Se uma pequena empresa é assaltada, por exemplo, sendo roubado todo o seu dinheiro, o sistema trabalhista diz a ela: “Quero que você se lasque, dê seu jeito para arrumar dinheiro para pagar o seu funcionário, sob pena de acabarmos com a sua vida”.
Não importa se ela é vítima de enchente, desabamento, incêndio, queda nas vendas, vítima de concorrência desleal e até roubos praticados pelos seus próprios funcionários. Dane-se! Não importa se tem água na caixa d’água, porque na torneira tem que sair, de qualquer jeito.
A coisa chega ao extremo da estupidez.
Veja como a coisa se processa na “justiça” do trabalho:
Se um “trabalhador” brasileiro entra com uma ação contra alguma empresa, dizendo e alegando o que quer e bem entende, esse pode se dar ao luxo de faltar a audiência, sem problema nenhum. Basta entrar novamente, sem maiores preocupações. Mas se o empresário faltar, ou chegar, um minuto sequer, atrasado, mesmo por força maior, é condenado à revelia, sem poder, NUNCA MAIS, recorrer, sem qualquer direito de defesa, porque não pode mais falar nada.
Se um “trabalhador” (mesmo sendo ladrão) perder uma ação, o que é raro, ele poderá recorrer, tranquilamente, sem precisar gastar nada, mas se o empresário perder, para recorrer ele tem que pagar caro, tenha ou não tenha dinheiro, mesmo que tenha sido roubado e perdido tudo.
Na visão sindical e da legislação trabalhista, qualquer cidadão brasileiro que tiver um CNPJ, necessariamente é rico, está muito bem de vida, tem muito dinheiro investido em banco, é possuidor de grande patrimônio, vive em mansão e nunca está sujeito a problema nenhum.
Na verdade, dar emprego a alguém no Brasil, hoje, é uma bomba de efeito retardado.
Qualquer assassino, traficante ou praticante de crime hediondo tem todos os direitos de defesa, no Brasil e, caso seja preso, pode até, ao cumprir 1/6 da pena, ser libertado. Veja os esforços dos advogados da Suzane Von Richtoffen para colocá-la em liberdade (não duvidem se ela for solta, os assassinos da filha da Glória Perez foram), vejam o Pimenta Neves, assassino confesso da Sandra Gomide, livre e solto; até os assassinos Nardonis, que foram julgados recentemente, tiveram direito de defesa… mas, para empresário, no Brasil, não tem defesa nenhuma, ele é perseguido eternamente, tudo o que tem será subtraído e que se dane ele e sua família, que também são brasileiros.
Há um caso, em Salvador, de que um funcionário, ladrão, desapareceu com o dinheiro da empresa e, na cara de pau, ainda teve a audácia de entrar na “justiça” do trabalho, querendo extorquir mais da empresa. Perdeu a ação, na primeira instância, porque foi juntado, inclusive boletim de ocorrência, da queixa à polícia, e o juiz (às vezes há bom senso) achou por bem dar razão à empresa. A sua advogada, apelou para o paternalismo ao ladrão brasileiro, disse que o ladrão era vítima de perseguição, que não roubou nada e pronto. De nada adiantou o documento formulado junto à polícia. A empresa foi condenada a pagar indenização, sem direito a falar mais nada, nunca mais.
Quem é que vai querer dar emprego, neste país, diante de tamanha realidade?
Você já percebeu a quantidade de partidos que utiliza-se, nas suas denominações, as palavras “trabalhista”, “trabalhador” e “trabalho”? Existe melhor estratégia para correr atrás do voto?
Infelizmente, vivemos num mar de demagogia e hipocrisia, onde a estratégia de ser “bonzinho” para as maiorias é algo que não se pode abrir mão, uma vez que quem elege é maioria, sempre. Que se dane a honestidade, o bom senso, a Justiça, a dignidade e a coerência, o que querem e o brasileiro, enquanto eleitor mal informado.
Carinhosamente.
Alamar Régis Carvalho
2010
17
mar

Pois é, conversando sem demasiada ansiedade com alguns amigos meus, que também exercem o estressante e difícil ofício da paternidade, chegamos à conclusão terrível de que ser pai não difere muito de ser o eterno vilão dos antigos romances policiais: no final da história, o eterno culpado é sempre o mordomo. Pois é justamente aí, nesse singelo fato que reside o grande e irresoluto problema de ser pai. Porque para os filhos, o pai é sempre, significa sempre o único e exclusivo culpado por suas desditas que nem o mordomo dos romances policiais. E é justamente em cima do autor dos seus dias que os filhos de hoje, de ontem e de sempre derramam seus fracassos, seus insucessos, suas frustrações existenciais.
A grande maioria dos filhos de hoje, mormente os filhos da minha geração, que vivem com os pais até se tornarem macróbios, parecem olvidar que são os filhos dos que lutaram contra a “Redentora“, de uma forma ou de outra, e que construíram um nome de certa importância na história desta cidade à custa de muito sacrifício pessoal, seja no campo das artes, seja no campo financeiro ou político. Os nossos desdobramentos celulares têm sempre prontas na ponta da língua a nos cuspir na cara, na primeira discussão, as expressões trauma e pai ausente. Portanto, todos nós, diletos papais dessa mimada garotada, não passamos para eles de uma vasta confraria de “pais ausentes e neurotizantes“.
Não importa, para os nossos queridos filhinhos nada que possamos dizer em nossa legítima defesa. Eles não querem ouvir a nossa história, eles não querem escutar o que passamos para ser o que somos. Eles não querem ouvir. Eles não sabem ouvir, por isso é mais fácil para eles nos culpar pelo que são ou pelo que não puderam ser por suas próprias limitações ou até mesmo vagabundagem explícita. Essa molecada queria o quê de nós? Que passássemos as nossas vidas inteiras desistindo do nosso projeto pessoal para trocar as suas fraldas desde que nasceram até hoje, que permanecem crianças com medo de crescer.
Eu, particularmente falando ou escrevendo, estou mais do que cansado de viver nessa farsa e cansei de ser o cocô do cavalo do bandido nesse negócio sem nenhum futuro de relação pais e filhos. Peguei um siderúrgico abuso e uma ojeriza irremovível dessas expressões batidas como “trauma de infância“ e “pai ausente“. Sim, reconheço, posso até mesmo ser epitetado de “pai ausente e daí“? Hoje, os filhos nos culpam até por desfrutarmos de uma certa fama e notoriedade e o nosso nome, que eles herdaram de graça, significar algo nesta cidade. Há pais que não merecem os filhos que têm. Há filhos mal agradecidos que não merecem os pais que têm. No final das contas, dá empate técnico, estamos todos quites.
17 Mar 2010
Airton Monte