COISAS D'ALMA »

“A opinião comum de que sou ateu repousa sobre grave erro. Quem a pretende deduzir de minhas teorias científicas não as entendeu.
Creio em um Deus pessoal e posso dizer que, nunca, em minha vida, cedi a uma ideologia atéia.
Não há oposição entre a ciência e a religião. Apenas há cientistas atrasados, que professam idéias que datam de 1880.
Aos dezoito anos, eu já considerava as teorias sobre o evolucionismo mecanicista e casualista como irremediavelmente antiquadas. No interior do átomo não reinam a harmonia e a regularidade que estes cientistas costumam pressupor. Nele se depreendem apenas leis prováveis, formuladas na base de estatísticas reformáveis. Ora, essa indeterminação, no plano da matéria, abre lugar à intervenção de uma causa, que produza o equilíbrio e a harmonia dessas reações dessemelhantes e contraditórias da matéria.
Há, porém, várias maneiras de se representar Deus.
Alguns o representam como o Deus mecânico, que intervém no mundo para modificar as leis da natureza e o curso dos acontecimentos. Querem pô-lo a seu serviço, por meio de fórmulas mágicas. É o Deus de certos primitivos, antigos ou modernos.
Outros o representam como o Deus jurídico, legislador e agente policial da moralidade, que impõe o medo e estabelece distâncias.
Outros, enfim, como o Deus interior, que dirige por dentro todas as coisas e que se revela aos homens no mais íntimo da consciência.”
“A mais bela e profunda emoção que se pode experimentar é a sensação do místico. Este é o semeador da verdadeira ciência. Aquele a quem seja estranha tal sensação, aquele que não mais possa devanear e ser empolgado pelo encantamento, não passa, em verdade, de um morto.
Saber que realmente existe aquilo que é impenetrável a nós, e que se manifesta como a mais alta das sabedorias e a mais radiosa das belezas, que as nossas faculdades embotadas só podem entender em suas formas mais primitivas, esse conhecimento, esse sentimento está no centro mesmo da verdadeira religiosidade.
A experiência cósmica religiosa é a mais forte e a mais lie fonte de pesquisa científica.
Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superior e ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemos perceber em nossos espíritos frágeis e incertos. Essa convicção, profundamente emocional na presença de um poder racionalmente superior, que se revela no incompreensível universo, é a idéias que faço de Deus.”
ALBERT EINSTEIN (1879-1955)
(colaboração de: Ronney Robson d’Avila Mendes )
Extraído do livro AS MAIS BELAS ORAÇÕES DE TODOS OS TEMPOS, cuja coleção e tradução foram de Rose Marie Muraro e frei Raimundo Cintra (organizadores); editora José Olympio, 166 p.. Parece-me que a reedição do livro foi feita pela editora Pensamento.
Em 1921, quando perguntado pelo rabino H. Goldstein, de New York, se acreditava em Deus, Albert Einstein, físico alemão de origem judaica, que dispensa apresentações, respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens“.(*)
Nessa mesma ocasião, muitos líderes religiosos diziam que a teoria da relatividade “encobre com um manto o horrível fantasma do ateísmo, e obscurece especulações, produzindo uma dúvida universal sobre Deus e sua criação” (**). Tese discordante integralmente, pois Einstein confessou a um assistente que no fundo seu único interesse era descobrir se no instante da criação Deus teve escolha de fazer um universo diferente e, caso tenha tido opção, por que é que decidiu criar esse universo singular que conhecemos e não outro qualquer?
Dizia ainda, “Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superior e ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemos perceber em nossos espíritos frágeis e incertos. Essa convicção, profundamente emocional na presença de um poder racionalmente superior, que se revela no incompreensível universo, é a idéias que faço de Deus” (***)
(*) Citado em Golgher, I. O Universo Físico e humano e Albert Einstein, B.H: Oficina de Livros, 1991, p. 304
(**) Citado em Idem, ibidem, pp 304-305.
(***) Albert Einstein. Extraído do livro “As mais belas orações de todos os tempos“.
Muita razão teve Einstein para pronunciar as memoráveis palavras com que saudou o grande Max Planck. Disse ele: — “Há muitas espécies de homens que se dedicam à Ciência, nem todos por amor à própria Ciência.
Alguns penetram no seu templo porque isso lhes dá ocasião de exibir os seus talentos especiais. Para essa classe de homens, a Ciência é uma espécie de esporte, em cuja prática se regozijam, como o atleta exulta no exercício da força muscular.
Há outra casta, que vem ao templo fazer ofertório dos seus cérebros, movida apenas pela esperança de compensações vantajosas. Estes são homens de ciência pelo acaso de alguma circunstância que se apresentou por ocasião da escolha de uma carreira. Se a circunstância fosse outra, eles se teriam feito políticos ou financistas.
No dia em que um anjo do Senhor descesse para expulsar do templo da Ciência todos aqueles que pertencem às categorias mencionadas, o templo, receio eu, ficaria quase vazio. Mas restariam alguns fiéis — uns de eras passadas e outros do nosso tempos. A estes últimos pertence o nosso Planck. E é por isso que lhe queremos bem.”
No dia: 22/07/10

(Dr. Jorge Bucay – PSICÓLOGO – tradução do original ‘Hay que buscarse un Amante’)
Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um.
Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.
Geralmente, são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: ‘Depressão’, além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.
Há as que pensam: ‘Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!’
Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:
AMANTE é ‘aquilo que nos apaixona’, é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta.
É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.
Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho (remunerado ou voluntário), na natureza, na fotografia, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto…
Enfim, é ‘alguém’ ou ‘algo’ que nos faz ‘namorar’ a vida e nos afasta do triste destino de ‘ir levando’.
E o que é ‘ir levando’?
Ir levando é ter medo de viver.
É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã*.
Por favor, não se contente com ‘ir levando’; procure um amante, seja também um amante e um protagonista … DA SUA VIDA!
Acredite: O trágico não é morrer, afinal, a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver.
Por isso, e sem mais delongas, procure um amante …
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo Transcendental:
‘PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA.’
No dia: 17/06/10

CORAGEM PARA MUDAR
Muitos dos conflitos que afligem o ser humano decorrem dos padrões de comportamento que ele próprio adota em sua jornada terrestre.
É comum que se copiem modelos do mundo que entusiasmam por pouco tempo, sem que se analisem as consequências que esses modos comportamentais podem acarretar.
Não se tem dado a devida importância ao crescimento e ao progresso individual dos seres.
Alguns crêem que os próprios equívocos são menores do que os erros dos outros.
Outros supõem que, embora o tempo passe para todos, não passará do mesmo modo para eles.
Iludem-se no sentido de que a severidade das leis da consciência atingirá somente os outros.
Embriagados pelo orgulho e pelo egoísmo deixam-se levar pelos desvarios da multidão sem refletir a respeito do que é necessário realmente buscar-se.
É chegado o momento em que nós, espíritos em estágio de progresso na Terra, devemos procurar superar de forma verdadeira o disfarçado egoísmo, em busca da inadiável renovação.
Provocados pela perversidade que campeia, ajamos em silêncio, por meio da oração que nos resguarda a tranquilidade.
Gastemos nossas energias excedentes na atividade fraternal e voltada à verdadeira caridade.
Cultivemos a paciência e aguardemos a benção do tempo que tudo vence.
Prossigamos no compromisso abraçado, sem desânimo, sem vãs ilusões, confiando sempre no valor do bem.
É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais nas suas manifestações inferiores.
Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, passados os primeiros momentos.
Aprendamos a controlar nossas más inclinações e lograremos vencer se perseverarmos no bom combate.
Convertamos sombras em luz.
Modifiquemos hábitos danosos em qualquer área da existência, começando por aqueles que pareçam mais fáceis de serem derrotados.
Sempre que surgir a oportunidade, façamos o bem, por mais insignificante que nosso ato possa parecer.
Geremos o momento útil e aproveitemo-lo.
Não nos cabe aguardar pelas realizações grandiosas, e tampouco podemos esperar glorificação pelos nossos acertos.
O maior reconhecimento que se pode ter por fazer o que é certo é a consciência tranquila.
Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício, enquanto toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.
Trabalhemos nossa própria intimidade, vencendo limites e obstáculos impostos, muitas vezes, por nós mesmos.
Valorizemos nossas conquistas, sem nos deixarmos embevecer e iludir por essas vitórias.
Há muitas paisagens ainda a percorrer e muitos caminhos a trilhar.
Somente a reforma (transformação) íntima nos concederá a paz e a felicidade que almejamos.
A mudança para melhor é urgente, mas compete a cada um de nós, corajosa e individualmente, decidir a partir de quando e como ela se dará.
Autor desconhecido
No dia: 28/04/10

3º CONGRESSO ESPÍRITA NACIONAL – BRASILIA-DF
TRANSMISSÃO AO VIVO
Vários canais de TV transmitem ao vivo o 3º Congresso Espírita Brasileiro
A TV do Conselho Espírita Internacional será a geradora do sinal para vários canais de TV do Brasil. A TVCEI acredita que o evento seja visto por mais de 10 milhões de pessoas entre todas as retransmissoras envolvidas.
É possível acompanhar o congresso pela TVCEI (antenas banda KU, satélite Estrela do Sul) e TV Mundo Maior (antenas parabólicas banda C, receptor digital), além da Internet nos sites www.tvcei.com e www.redevisão.net . Na rede aberta os melhores momentos do evento serão exibidos pela:
Rede Mundial (LBV);
TVs por assinatura SKY;
Boa Vontade TV, canal 26, e DTHi, canal 101.
Algumas TVs por assinatura a Cabo:
TVA canal 22 (São Paulo);
Andradina – SP AHTV (canal 15);
Currais Novos – RN Sidys (canal 65);
Colatina – ES RCA Company (canal 67);
Governador Valadares – MG Super i Telecom (canal 6),;
Jundiaí – SP Jundicabo (canal 69);
Lauro de Freitas – BA, RCA Company (canal 72);
Natal – RN Cabo Natal (canal 165);
Pelotas – RS Via Cabo (canal 27);
Rio Grande – RS Via Cabo (canal 97);
São João da Boa Vista – SP BVCi Tv a Cabo (canal 78).
Outras informações: www.tvcei.com
Atenção amigos que moram no exterior ou que tem banda larga muito boa, no Brasil…
Em colaboração com a TV CEI, disponibilizaremos os servidores de TV por internet da Rede Visão, para transmitirmos, também, o 3º Congresso Espírita Brasileiro.
A TV CEI, além da sua transmissão vai satélite, de televisão, para quem já tem os receptores de satélites e para quem já assiste pelas TVs a cabo associadas, transmitirá via internet, mas na velocidade que todo mundo pode ver, que é a de 148 Kbps.
Considerando que muita gente, principalmente os amigos que moram no exterior, possuem internet muito rápida, nós, da Rede Visão, estamos disponibilizando, também, a transmissão em 530kbps, que dá para ver até com a ligação da saída do computador em seu televisor.
Mas tem um detalhe: Não prometemos milagre nenhum, estamos dependendo da velocidade da nossa internet aqui que, normalmente, consegue transmitir, sim, a 530 KBPS, mas, devido a instabilidade normal da nossa conexão, é possível que caia de vez em quando. Tudo faremos para manter sempre o sinal no ar.
As pessoas que, no Brasil, tiverem, também, internet de 1 mega, desde que seja um mega real, conseguirão ver, também, com qualidade boa.
Para assistir, entre no nosso site, www.redevisao.net e logo na primeira página, em cima, tem o lugar para você clicar e começar logo a ver a TV CEI. Pedimos que mandem emails para a TV CEI informando como está chegando a imagem e som. E mandem, também, email para alamar@redevisao.net
Alamar Régis Carvalho
alamar@redevisao.net
www.redevisao.net
No dia: 15/04/10

Fui ontem, na noite de estreia, assistir ao filme mais badalado dos últimos anos: Chico Xavier – O Filme. Sessões lotadas e muita expectativa. Uma expectativa que podia ser notada no semblante de cada um que encarava aquela fila. Uma salada etária e, provavelmente, recheada de muitos credos.
O filme é de uma beleza incrível. Conta a história de um dos maiores e mais respeitados espíritas do mundo – Chico Xavier – (interpretado nas três fases de sua vida por Matheus Costa, Ângelo Antônio e Nelson Xavier), desde a sua infância até a sua morte, ou melhor, até a sua desencarnação.
Com relação a filmes, costumo brincar dizendo que adoro saber o final antes de assisti-lo. E neste, em particular, disse a todos que estavam lá comigo, que já sabia o que aconteceria… que seria moleza. Disse em alto e bom tom: Fácil, fácil esse final: o Chico morre no final!
Sessão lotada, acomodamo-nos nas primeiras filas do cinema, e mesmo que tudo pudesse nos levar a uma pré-impressão do que seria o filme, qual o seu significado e qual o seu objetivo, engana-se quem imaginou que o filme seria uma propaganda ao espiritismo ou mesmo uma publicidade ao próprio Chico Xavier.
O filme é apenas a celebração de um grande homem, que este ano, caso estivesse vivo (encarnado), completaria um século de vida. Deste, seriam 96 anos de dedicação, não à doutrina espírita, mas à bondade, ao desejo de servir ao próximo. O filme emociona, alegra e nos faz refletir o quanto e por tão pouco sacrifício, fazer o bem é um exercício que fortalece a nossa alma.
A vida de Chico Xavier foi marcada por sacrifícios. Ele enfrentou-os e seguiu em frente. Ajudou e foi ajudado. Sobreviveu a uma enxurrada de acusações, críticas e desconfianças. Muitos de nós passamos por tudo isso. Mas a grande virtude do Chico (a gente se sente tão íntimo do mestre espírita) foi, sem dúvida, a sua capacidade de transformar essas dificuldades a favor do bem. A bondade era sua, sempre presente, companhia.
O filme é extremamente lindo. Surpreendente a maneira como Daniel Filho (Diretor) retratou a vida e obra do Chico Xavier. O filme não tem a pretensão de formar novos seguidores do espiritismo. Mas não há um segundo sequer do filme que você, espírita ou não-espírita, não se emocione, não se questione. Muitos se verão neste filme.
Pois bem, recomendo a todos que venham assistir ao filme. Aqui, na sessão de estreia, além da beleza do filme, uma certeza: O Chico não morreu… Enquanto houver a bondade, ele estará vivo. Eu errei o final do filme, mas o pós- filme me surpreendeu ainda mais…
Encerra-se o filme e as pessoas saem… Silêncio… Um lindo silêncio…
Coisa mais linda que eu já pude presenciar em um cinema em toda a minha vida.
Obrigado Chico, esteja em Paz!
Vá assistir ao Chico. Eu recomendo.
Assinado: “A Crítica” Cinematográfica – Fortaleza-Ceará
No dia: 05/04/10

Semáforo vermelho, e logo uma senhora de meia-idade, vendedora de jornal, aproximou-se da janela de meu carro oferecendo-me o matutino, no que lhe agradeci. Sorrindo, perguntou-me se eu tinha um trocado para um lanche. Que tipo de lanche? – perguntei-lhe. E ela respondeu-me: 50 centavos, para uma tapioca. Dei-lhe a moeda e ela agradeceu-me com um largo sorriso e seguiu apressada em direção à banca da tapioca do outro lado da rua.
Sinal verde, prossegui o meu destino, porém envolto em mil e uma reflexões sobre aquele episódio, um tanto constrangedor, levando-se em conta tratar-se de seres humanos, ela e eu, filhos do mesmo Deus. Eu, de café tomado, indo para o trabalho em transporte particular. Ela, correndo de um lado para o outro, a fim de cumprir sua meta na venda dos jornais. Pelo jeito, ainda sem o café da manhã. E continuei em confabulações para comigo mesmo. Não adianta querermos desvendar os segredos da Divindade nesse particular, mas sabemos que não existe efeito sem causa. Estamos inseridos num imenso Universo, cujo efeito de sua organização reside numa causa inteligente, e essa causa inteligente pode ser atribuída a Deus. Kardec, orientado pelos benfeitores espirituais, escreveu, aqui resumido pelo físico Cosme Massi: “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Deus existe e é o essencial. Não vades além, pois acreditaríeis saber quando na verdade nada saberíeis. Entraríeis num labirinto donde não lograríeis sair. Tendes coisas que vos tocam mais de perto, a começar por vós mesmos. Examinai as vossas próprias imperfeições a fim de vos libertardes delas, o que será mais útil do que pretenderes penetrar no que é impenetrável.”
Então, voltando aos 50 centavos da tapioca, fiz meu ato de contrição, porque Deus é justo e nos deu o livre arbítrio, e se as desigualdades tornam-se extremas faço mea-culpa. Sou parte integrante da sociedade humana e carrego meu quinhão de responsabilidade. Se não sigo os ensinamentos legados por Jesus Cristo, contribuo para esta desigualdade que ora me choca.
Roberto Sampaio – Administrador de empresas
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=748617
No dia: 10/03/10

Não trata-se de imposição da crença! Apenas divulgar pensamentos que comungo e assim tentar ser multiplicador de mensagens e energias construtivas na vida de todos!
Então, quando possível e conveniente, leia c/a mente aberta e coração desprendido p/uma boa reflexão!
Tenha um excelente feriado!
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O CARNAVAL
Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a
existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura
generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.
É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos
felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos
seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos
sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as
sociedades que se pavoneiam com o título de civilização.
Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente
incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos,
prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso
espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas
indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais
esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos
aprendizados fazem desaparecer.
Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das
forças das trevas nos corações e, às vezes, toda uma existência não
basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de
esquecimento do dever.
Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de
necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os
salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas
por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos
deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas
consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos
necessitados de um pão e de um carinho.
Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam:
* Os leprosos,
* Os cegos,
* As crianças abandonadas,
* As mães aflitas e sofredoras.
Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se
preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme
o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a
esperança dos que choram e sofrem?
Que os nossos irmãos compreendam semelhantes objetivos de
nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas
possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes
para o bem de todas as almas.
É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio
coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto
houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza,
ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria
moral.
Emmanuel
Chico Xavier em Julho de 1939
Revista Internacional de Espiritismo. |
No dia: 14/02/10
Continuação
Por exemplo: A Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem curso de teologia, estabelece um DEU$ conforme a cabeça do Edir Macedo, ou seja: o importante é o que você tem e não o que você é. Teria que ser um Deus para lhe dar bens materiais e as pessoas poderem dizer: “Ele me deu este carrão aqui, esta casa bonita, esta empresa que está faturando muito…” enfim, um Deus que quer que eu ganhe dinheiro e tenha coisas materiais, sem relevância a valores espirituais. Um Deus que, inclusive, tem conta bancária e que condiciona a ajuda a você, conforme o montante de dinheiro das suas ofertas.
A igreja da bispa Sonia, chamada Renascer, certamente faria uma teologia diferente, conforme as conveniências dela e do “apóstolo” Hernandez. A igreja do R. R. Soares, certamente, faria um DEUS que adora um envelopezinho. Fomos informados de que há cursos de
teologia hoje, com apenas 3 meses de duração, que faculta aos seus participantes afirmarem “Sou formado em teologia”. Por outro lado, já tem outras igrejas, embora também protestantes, as chamadas históricas, que jamais admitiriam conceituar Deus assim e não o veriam da forma como o Edir Macedo, a bispa Sônia e seus discípulos vêem.
O curso de Teologia seria bem diferente, apesar de todas elas se rotularem como Evangélicas.
A “Igreja Pentecostal Deus é Tremendo”, assim como a “Igreja Pentecostal cobra de Moisés, a que engoliu as outras”, se crescessem, o quanto cresceram estas citadas, certamente fariam uma teologia com um Deus Tremendo.
Os umbandistas, também, têm o seu curso de teologia, inclusive universitário. Obviamente conceituam Deus, ou Oxalá, conforme as suas visões.
Imaginem uma teologia feita pelos espíritas. Como conceituaria Deus? Em princípio não admitiriam a pergunta “Quem é Deus?” porque partiriam do “Que é Deus?”, por sua vez já considerariam o Deus em nível de bilhões ou não se sabe quantos “lhões” de Galáxias, cada uma com também não se sabem quantos “lhões” de estrelas e planetas dentro, vários iguais a Terras, outros inferiores e outros superiores à Terra, mas tudo criação e administração dele. Não seria um Deus que teria a Terra como centro do universo. Mas mesmo assim não haveria unidade não, porque alguns iriam achar que Deus nos colocou na Terra para sofrer, para pagar coisas, partindo de um princípio que o sofrimento é a condição “sine qua non” para a evolução. Aí seria, também, um Deus conforme a cabeça de alguns.
Agora partamos para o outro lado da Terra. Imaginem uma teologia feita conforme a cabeça do mundo muçulmano, que também é monoteísta, acreditando também no Deus único que criou a Terra. O nome não é Deus, é Alá. O seu principal emissário à Terra não teria sido Jesus e sim Mohamed, ou Maomé. Também não teria unidade nenhuma, posto que existem enormes diversidades de pensamentos, como existem no cristianismo. Alguns o definiriam como um Deus que, certamente, tem, no “céu”, algum local onde ficam alguns “lhões” de mulheres, VIRGENS, exatamente, com virgindade, hímen e tudo, esperando a chegada de um muçulmano, homem, que acabou de morrer e que chegaria lá, com direito a consumir 70 delas, cada um. Certamente esse Deus deveria ter lá algum espírito superior, ginecologista, para conferir se as mulheres eram virgens mesmo, para esperarem pelos homens quando lá chegassem. Mulher aqui, quando morresse, não teria direito nenhum, porque o Deus conceituado não é muito simpático a mulher, posto que ela nada mais é do que um simples objeto de uso masculino. Imaginem uma faculdade de teologia fundada pelo Bin Laden.
Como seria a conceituação desse Deus? Seria o mesmo Deus que tem uma simpatia toda especial por Israel, como é o Deus da Bíblia? Pelo contrário, seria um Deus que teria ódio mortal por Israel e pelos Estados Unidos.
Enfim, Deus é uma coisa usada pelas religiões, como um produto que pode ser embalado e vendido conforme as conveniências de cada uma.
Fala-se muito em seriedade ao se referir a ele e até em temor a ele, mas, na verdade, há mesmo é muito desrespeito a ele. Imagine se ele ficasse com raiva mesmo e castigasse de verdade as pessoas que não o consideram, como ele realmente deve ser. Felizmente o seu nível é tão grande, tão além da capacidade de percepção humana, que ele compreende quão estreita é a visão das minúsculas criaturas que têm a pretensão de o definir. Por isto não se aborrece e muito menos castiga quem quer que seja. Que ele proteja e dê lucidez a todos nós.
Alamar Régis Carvalho
(Analista de Sistemas, Escritor, ator, profissional de televisão.)
Criador da idéia do Partido Vergonha na Cara
www.partidovergonhanacara.com
alamar@redevisao.net
www.alamar.biz
www.redevisao.net
www.site707.com
*****
No dia: 30/01/10
É muito comum ouvirmos e lermos currículos de algumas pessoas que colocam entre os seus “qualificativos” que têm curso de Teologia, formação em Teologia e até DOUTORADO em Teologia. Grandes coisas.
Para quem não se dispôs a analisar esta questão com mais profundidade, vem a impressão de que esse suposto “doutorado” tem o mesmo valor e peso que um doutorado em Física, Química, Medicina, Eletrônica, Astronomia e várias outras matérias que, de fato, são matérias lógicas, de conceitos admitidos e inquestionáveis no grande universo. O pior é que no Brasil andam falando em facilidades, para que os tais formados em Teologia possam ter acesso a situações onde devem ficar aqueles que têm formação em matérias úteis.
Mas Alamar, então você quer dizer que uma matéria que se propõe ao estudo de Deus, não é uma matéria útil? Isto que você está dizendo é uma blasfêmia, um desrespeito a Deus. É o que, talvez, possa questionar alguém de visão estreita. Por isto, façamos uma análise sobre a questão, para o raciocínio de cada um.
O que é Deus?
Para a maioria, a pergunta não pode ser feita desta forma e sim “Quem é Deus?” Já começa a divergência por aí. Ao nos dirigirmos a Deus, com a pergunta
“Quem é Deus?”, já começamos a estabelecer que ele é uma pessoa, um homem, o que estabelece, ao mesmo tempo, a sua antropomorfização. Pronto: defini então que Deus é um homem, como nós, com as nossas características, com o nosso formato e até com os nossos vícios e paixões. Os incontáveis formatos que, certamente, devem existir nos decilhões de outras estrelas e planetas, dispostos nas bilhões ou não se sabe quantos “lhões” de Galáxias não significam nada, tem que ser conforme a gente, aqui da Terra. Conclui-se que a definição de Deus é formada conforme a visão e conveniência de cada um, principalmente das religiões, que são as congregações humanas que se acham proprietárias dele.
Definir Deus é uma das formas mais claras do homem manifestar a sua presunção. Daí conclui-se, por conseqüência, que os conceitos ensinados no curso de Teologia oferecido é estabelecido conforme a visão do segmento que o fez, conforme a cabeça das lideranças que o ministra. Portanto, não é uma matéria como a Física, por exemplo, que não tem como alguém, aqui no Brasil, fazer de uma forma e alguém, em algum país asiático, fazer de outra. 
Por exemplo: A terceira Lei de Isaac Newton,
que eu aprendi, é exatamente a mesma que é ensinada na França, na Turquia, no Japão, na Argentina e em qualquer lugar do mundo. Os conceitos de Kepler, Lavoisier, Pascal, Boyle e Mariotte, Ohm e outros são os mesmos. Se eu for chamado a dar uma aula de Física, em Sidney, na Austrália, não terá como ninguém levantar o dedo e contestar, dizendo que lá é diferente. Espaço será igual a velocidade vezes tempo, em qualquer lugar do mundo. Eu não posso inventar uma cinemática, uma estática e uma dinâmica, por exemplo, conforme o que eu achar melhor e mais conveniente. Seria chamado de maluco. Mas Teologia não é assim.
Vamos analisar como seria um programa de curso de Teologia, feito por faculdades mantidas sob a orientação de diversos segmentos religiosos que a gente conhece. Se for de orientação bíblica, por exemplo, certamente conceituará que Deus criou a Terra como o centro principal do Universo, há aproximadamente 6 mil anos, e que todas as estrelas que nós conseguimos ver brilhar, nos céus, foram criadas, depois da Terra e, obviamente, com objetivos de servirem como simples luzinhas para iluminar o nosso planeta, a noite. O Sol foi criado, também depois da Terra, também com objetivo de fazer existir o dia claro, embora se afirme que a noite e o dia foram criados antes dele.
Enfim, determinar-se-á que o
homem foi criado conforme o relato da estória de Adão, Eva e a Cobra e que esse negócio de homem de Australopithecus, Neanderthal, Cro-Magnon, etc. é tudo conversa fiada e nada disto existiu, apesar da Ciência ter comprovado e da evidência mostrada por inúmeros fósseis. Dinossauros não existiram, milhões de anos na Terra nunca existiram… enfim.
O Deus será conforme aquela visão e pronto, ta acabo, ninguém discute. Ensinam, obviamente conforme a Bíblia, que ele é Deus dos exércitos, de guerras, que destrói, que tem ira, ciúme, que se arrepende e que passa pessoas ao fio da espada, caso não sejam conforme querem os que acham que têm direitos exclusivos sobre a sua imagem. É verdade.
Na Terra tem várias pessoas que se acham donas exclusivas dos nomes de Deus e de Jesus. Impressionante, mas existem. Se o curso de teologia for de orientação católica, por exemplo, a conceituação dele será conforme o dogma católico, a Bíblia adotada pela igreja católica e o catecismo católico. Mas, mesmo assim, teria variações se fosse estabelecido conforme a visão de vários papas.
Se fosse de um papa como, por exemplo, o João XXIII… me refiro ao João XXIII recente, maravilhoso, o Cardeal Ângelo Roncalli, o que sucedeu Pio XII e não aquele outro João XXIII (1410 a 1415) safado e sem vergonha, que era um pilantra de marca maior…, com certeza seria um Deus conceituado com valores em nível de um autêntico Deus, porque ele, era um homem bom; mas se fossem outros papas do passado, como vários assassinos e monstros que comandaram a mesma igreja, no passado, com certeza teriam que defender um Deus que permitiria envenenamento de pessoas, luxúrias, enriquecimento às custas do sacrifício das pessoas, torturas, assassinatos, etc… Imaginem, por exemplo, um Teologia escrita
sob a orientação do papa Gregório IX, por criaturas como o Tomas de Torquemada e toda aquela corja que instituiu a inquisição. Como seria a conceituação desse Deus?
Aí partamos para uma outra Teologia, mas esta conforme a orientação Protestante. Seria uma só? Haveria uma unidade de pensamento? Claro que não. Teria que ser uma teologia conforme a visão de cada igreja.
(Continua na próxima publicação...)
No dia: 29/01/10
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Renato Prieto
Mais um espetáculo com a sua marca
O meu querido amigo Renato Prieto, que é o ator principal, no papel de André Luiz, no filme “Nosso Lar”, que estreará em abril, nos principais cinemas do Brasil, está com um novo espetáculo, no teatro:
A morte é uma piada

Em princípio ele está no Teatro Princesa Isabel, em Copacabana, no Rio de Janeiro, depois irá para São Paulo e, em seguida, como já é de costume, temporada nas principais cidades do Brasil.
Renato é o maior nome do teatro espírita, no Brasil e no Mundo, com um histórico de trabalhos que sempre tem lotado os teatros por onde se apresenta.
Se você deseja contactar com ele, para saber maiores informações sobre a peça e, também, para já agendar a apresentação da peça em sua cidade, anote os telefones e e-mail do artista
Telefone: (21) 2275-3346 e 2275-3373
No dia: 27/01/10

Estamos terminando mais um ano. Antes de pensarmos no ano novo que está vindo aí, deveríamos pensar antes sobre o que fizemos do ano que se finda.
Isso não requer um exercício complexo de retrospectiva dos nossos atos em 2009. Bastaria que recordássemos as coisas simples, as atitudes mais corriqueiras, às quais não costumamos dar a importância que merecem. São aparentemente coisas tolas, hábitos e automatismos que nem registramos sequer, mas que no somatório de todas as nossas atitudes terminam pesando na economia os grandes prejuízos morais ou materiais que causamos a nós e aos nossos semelhantes. Elas geram consequências que não chegamos a imaginar por estarem encravadas nas entranhas do nosso personalismo. São pequenos gestos que fazem parte ativa da nossa natureza egoísta, mas que necessitamos mudar se quisermos contribuir para um ano novo mais humanizado.
Por exemplo: vamos aprender a não estacionar o carro em cima da faixa que separa as vagas nos estacionamentos dos hospitais, dos supermercados. Por maior que seja a nossa pressa, o nosso estresse na luta para cumprir nossos deveres, esqueçamos um pouco de nós nesses momentos para pensarmos no outro que vem atrás de nós e que precisa também de um espaço para estacionar. Quem sabe, se a necessidade desse irmão não é maior do que a nossa? Por que, então, ocuparmos duas vagas, quando uma é suficiente para atender às nossas necessidades?
Exercite essa mudança de atitude, agora mesmo, nas festas de fim de ano. Isso é viver a fraternidade na prática. E sem fraternidade nos pequeninos gestos, nas mais simples atitudes, não vamos vivenciá-la nos grandes episódios, nos grandes projetos de mudança. Sem mudar os pequenos vícios, não conquistaremos as grandes virtudes. Outra coisa: aprendamos a calar ante a agressão gratuita. O agressor é alguém muito doente, que quer expelir de qualquer jeito o veneno do ódio que alimenta a violência. Se lhe dermos a atenção que ele deseja, entraremos na sua onda e vamos ser, fatalmente, picados por ele.
Evite também a compulsão, a falta de controle nas suas emoções. Todo excesso gera o desequilíbrio contra a própria saúde. A maioria das doenças tem raíz na alma desajustada, no espírito indisciplinado. Pare, mesmo onde não haja sinal, para que um irmão em aflição possa passar. Acima dos sinais do trânsito na via estão os sinais de Deus na nossa consciência sugerindo paciência, tolerância. Se todos se recusam a fazer o bem, façamos nós que já temos a felicidade de percebê-lo. Não se aflija porque o seu Natal prenuncia dificuldades e provações. Jesus também nasceu entre dificuldades, mas continua sendo a esperança do mundo a cada ano que se inicia.

Wanderley Pereira
(Wanderley Pereira é articulista do Site Espírita www.gepe.org.br)
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No dia: 05/01/10

Creio que o ano de 2010 será o mais importante divisor de águas – de todos os tempos – em relação à aceitação do Espiritismo pelos não-espíritas. O fator preponderante é que nesse ano estaremos comemorando o centenário de Chico Xavier. E seremos abençoados por lançamentos de filmes sobre sua vida ou sobre seus livros. Dentre eles NOSSO LAR, dirigido por Wagner Assis e CHICO XAVIER, dirigido por Daniel Filho. Estes acontecimentos farão a mídia abraçar Chico Xavier como nunca antes ocorreu.
Ao contrário do que o título deste e-mail pode sugerir, este texto trata da divulgação dos livros de Chico Xavier escritos por Emmanuel. Especificamente aqueles que, além do tradicional grande conteúdo, são de leitura fácil, pelo fato de que em apenas duas páginas (o tamanho de cada capítulo) determinado assunto tem início e fim. Como o brasileiro precisa tornar-se adepto a leitura, estes tipos de livros são os mais adequados para a divulgação espírita. Refiro-me aos quatro luminosos livros editados pela FEB:
FONTE VIVA,
PÃO NOSSO,
VINHA DE LUZ e
CAMINHO, VERDADE E VIDA.
Nestes últimos anos abnegados empresários espíritas compraram milhares de livros do Pentateuco Espírita e distribuíram-no gratuitamente por meio da mídia escrita, bancas de revistas, etc. Um acontecimento inesquecível. Mas agora sugiro outra forma de agirmos: aproveitarmos os livros de CHICO XAVIER/EMMANUEL para que os leitores não-espíritas despertem-se ao Espiritismo. Os livros citados tem o mérito de não criarem nenhuma resistência ao leitor não-espírita, pelo contrário causam encantamento. E, por isto, tendem o a ser o canal para o leitor não-espírita interessar-se futuramente pelos livros compilados por Allan Kardec, e assim como abrirão portas ao sucesso dos filmes acima citados. O não-espírita se despertará por assistir o filme desse médium fantástico.
A Campanha “ESQUEÇA EMMANUEL” não tem o objetivo de motivar os abnegados empresários-espíritas a fazerem ainda mais, mas, sim, tem o foco de motivar cada um dos espíritas do nosso país (e quem sabe do exterior também) a agirmos a favor da divulgação dos livros citados. Não mais poucos fazendo muito, mas, sim, muitos fazendo pouco, que tem um grande efeito multiplicador.
Esta Campanha foi motivada pela atitude de uma amiga espírita de Fortaleza-CE. Ela tem uma forma diferenciada em relação à divulgação do Espiritismo. Propositalmente ela “esquece” livros com teor espírita em lugares estratégicos como a mesa de um restaurante, a cadeira de um bar, o parabrisa de um carro, um muro adequado, o banco de um ônibus, e algumas vezes joga-os no chão, mesmo.
Com esta explicação acima, creio que a campanha ESQUEÇA EMMANUEL já está esclarecida. É uma proposta estratégica simples e objetiva, que propõe os passos a seguir:
a) Adquira exemplares dos livros FONTE VIVA, PÃO NOSSO, VINHA DE LUZ e CAMINHO, VERDADE E VIDA.
b) Estabeleça um período para “esquecer” um exemplar em local estratégico. Este período pode ser, por exemplo, semanal.
c) Mantenha esta campanha pelo menos até a véspera do mês do centenário de Chico Xavier (julho/2010).
d) Deixe na capa de cada livro um pequeno papel, grampeado ou fixado com um clips, com a frase “DUAS PÁGINAS DESTE LIVRO PODEM MUDAR SUA VIDA” (esta forma de distribuir é apenas uma sugestão, se preferir pode distribuí-lo sem esta frase, mas ela tem o poder de despertar o interesse na leitura, além do que motiva a leitura para quem não gosta de ler, pois diz que apenas “duas páginas” do livro podem mudar a vida da pessoa).
e) Para não “pesar no seu bolso”, estabeleça um número de livros por semana ou por mês compatível com sua condição financeira.
Se de forma individual “esquecermos” um livro por mês, até julho/10 teremos distribuído 12 livros;
Se de forma individual “esquecermos” um livro por semana, até julho/10 teremos distribuído aproximadamente 50 livros;
Se de forma individual “esquecermos” dois livros por semana, até julho/10 teremos distribuído aproximadamente 100 livros.
Se de forma individual “esquecermos” dez livros por semana, até julho/10 teremos distribuído aproximadamente 500 livros.
Eu fazia esta campanha de forma esporádica, e há duas semanas recomecei de forma sistemática: estou “esquecendo” dois livros por semana.
Vamos caminhar juntos?
Disse o espírito Marcelo Ribeiro (pelas mãos de Divaldo Franco): “O Espiritismo é o antídoto eficiente e rápido para os males que grassam, na Terra, derruindo o materialismo e promovendo a vida”. Esta afirmação nos alerta que a divulgação dos princípios espíritas é um dos focos mais urgentes de nossa seara, como também reforça o amável irmão e mestre Bezerra de Menezes na introdução deste texto.
Agradeço se repassar este programa ao seus mailing’s.
Fraternal abraço,
Alkíndar de Oliveira
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No dia: 10/11/09
Ó Senhor, tu sabes melhor do que eu que estou envelhecendo a cada dia. Sendo assim, Senhor, livra-me da tolice de achar que devo dizer algo, em toda e qualquer ocasião.
Livra-me, também, Senhor, deste desejo enorme que tenho de querer pôr em ordem a vida dos outros.
Ensina-me a pensar nos outros e a ajudá-los, sem jamais me impor sobre eles, mesmo considerando com modéstia a sabedoria que acumulei e que penso ser uma lástima não passar adiante.
Tu sabes, Senhor, que desejo preservar alguns amigos e uma boa relação com os filhos, e que só se preserva os amigos e os filhos… quando não há intromissão na vida deles.
Livra-me, também, Senhor, da tolice de querer contar tudo com detalhes e minúcias e dá-me asas para voar diretamente ao ponto que interessa.

Não me permita falar mal de alguém. Ensina-me a fazer silêncio sobre minhas dores e doenças. Elas estão aumentando e, com isso, a vontade de descrevê-las vai crescendo a cada ano que passa.
Não ouso pedir o dom de ouvir com alegria a descrição das doenças alheias; seria pedir muito.
Mas, ensina-me, Senhor, a suportar ouvi-las com paciência.
Ensina-me a maravilhosa sabedoria de saber que posso estar errado( em algumas ocasiões).
Já descobri que pessoas que acertam sempre são maçantes e desagradáveis.
Mas, sobretudo, Senhor, nesta prece de envelhecimento, peço:
Mantenha-me o mais amável possível.
Livrai-me de ser santo.
É difícil conviver com santos!
Mas de ser um velho rabugento, Senhor, que é obra prima do diabo! Me poupe!!!
Amém!
Artigo enviado por Joel Freire Pereira (Salvador-BA)
Autor desconhecido
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No dia: 08/11/09

Mais uma vez eu e meus pensamentos…
Estou tentando entender, e para isso valho-me desse site
SÓ QUERIA ENTEDER, MAIS PRA ENTENDER TEM QUE ME EXPLICAR….
O que realmente fazemos nesse dia.?
Porque chamamos esse dia de “FINADOS”, o que findou-se? O pai, mãe, amigos… O corpo?
Não entendi…
Então nos mobilizamos aos milhares para homenagear os que findaram-se…
O que realmente acabou?
Pois no coração queima algo que não finda, uma saudade imensa e dura que todos os dias anula o nosso ser e retém a claridade da tarde, resgata e prende em um lugar escuro a luminosidade do brilho das estrelas, retirando da mulher a doçura do amor e no lugar deixa um vazio infindável, dos pais recolhe e tira os doces beijos dos filhos e dos filhos o aconchego da segurança dos braços fortes do pai e as mãos ternas das mães.
Pois não consigo ver esse dia dessa forma pelo menos com esse nome não.
Sei lá “dia dos que viveram”, mais ai me remeto a morte de novo, também não seria isso, bom, não sei, espero encontrar um nome melhor…
Vamos às festas em família, aos abraços fraternos e às lembranças, às homenagens sinceras e às recordações alegres e porque não as tristes também, dos seus pequenos e grandes feitos, nas milhares de palavras que fomos ouvintes, seus gestos afetuosos, e por um momento que parece não acabar; projeta-se na tela mental e podemos dizer sem nenhum medo que até podemos lhe ouvir agora; sentimos bem perto a sua voz e sua presença, então temos a certeza que nada findou-se e que essa visita seria desnecessária pois lá estão apenas os restos de um corpo que não respira mais….
Apagaram-se dessa forma os rastros de uma dor imensa, a dor do suposto vazio que ficou no lugar dessas pessoas que estiverem entre nós.
E no final de todo esse turbilhão de emoções, sentimos a presença de Deus ao nosso lado nos dizendo que chegou o dia do regresso a vida.
Artigo enviado pela Daniella Luceti
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No dia: 02/11/09

Por José Paulo Chinelate
Todos ficamos estupefatos pelos acontecimentos atuais no campo da calamidades. São eles tufões, vendavais, ciclones, maremotos, furacões, erupções vulcânicas e cataclismas outros.
Ouvimos, por outro lado, que isto sempre aconteceu em todos os tempos. Tomamos conhecimento dos atuais, ao vivo e a cores, por conta dos meios de informação cobertos pela tecnologia moderna. No entanto a história sempre foi registrada de uma forma ou de outra, com atrasos ou não e não sabemos se a intensidade foi como agora.
Podemos admitir que fatos idênticos aos de agora mataram igualmente no passado, mas não foram em tamanha intensidade como agora. Claro está que os fósseis encontrados pela palenteologia vêm demonstrar as ocorrências multimilenares dos cataclismas.
Tomemos como exemplo um só dos fenômenos, os tsunamis. Não conhecíamos até pouco tempo atrás, nos estudos de geografia, ciências e afins, do fenômeno em referência. Ainda que já tenham havido eventos desta natureza eram de diminuta grandeza nas áreas afetadas.
Então vem-nos o questionamento: qual tem sido a causa primária de tais fatos?
É muito cômodo colocarmos culpa no homem pelo descuido e desrespeito à natureza. Nós acionando o efeito estufa podemos, certamente, comprometer as geleiras da Antártica ou Ártico. Não participamos, no entanto, na ocorrência dos terremotos. A menos que agora estamos sofrendo na camada geológica originados das desgraçadas experiências atômicas no passado no atol de Biquíni, o que me parece improvável. O efeito climático “El Niño” pelo super aquecimento das águas do Pacífico não nos parece resultado das queimas de gás em nossas cozinhas.
Então, por qual razão tantas mortes, tantas desgraças ao mesmo tempo?
À uma visão curta e míope, certamente não teríamos como responder. Mas se olharmos a natureza, diga-se aqui às leis naturais da destruição, que nos cerca, poderemos concluir que tudo no universo baila orquestrado sob leis estabelecidas de que não podemos fugir.
Conhecemos, ou nem tanto, as Leis Naturais estabelecidas tais como: relatividade, gravitacional, equilíbrio, ação e reação. Dentre elas existe uma tão pouco estudada, entendida e, ou, aceita: A Lei da Destruição.
A arvore centenária da floresta amazônica que caída vira um pasto à bactérias, formigas, fungos e cupins está tão atrelada à esta lei quanto os insetos, animais e nós humanos. Precisamos, necessitamos ser renovados. Se as leis naturais existem para serem cumpridas, quem somos nós para pretender execrá-las?
A renovação, em todos os aspectos da vida material, é necessária. O que não percebemos, e aqui incluo até mesmo os profundamente espiritualizados, o quão importante também é saber que a vida não termina com a morte física. Àqueles que ainda atrelados somente à vida aparente, física, que abram os olhos para verem, ouvidos para ouvirem e colocarem todos os sentidos outros para perceberem que atrás do que se manifesta materialmente esconde uma vida pungente, a vida espiritual.
Se passarmos a entender o “fenômeno” da morte, qualquer que seja a forma que ela se apresentar, lidaremos com mais respeito a vida física enquanto ela existir. Devemos também procurar perceber a abrangência que esta existência tem para vivermos a outra, esta sim verdadeira, a vida espiritual.
Paulo
No dia: 01/10/09

“Conhece-se a árvore pelos frutos que dá”. Matheus
Há nove anos fui contemplado com um convite que mudou em muito minha vida e meu modo de entender o que acontece ao derredor: fui chamado, pela querida irmãzinha Ângela Fontenelle a trabalhar com a comitiva formada pelo médium João Berbel vindo de Franca-SP em visita a Fortaleza-CE.
Propunha-me no convite a auxiliar como médium de apoio na recepção nas macas aos atendidos nas cirurgias espirituais comandadas pelo Espírito Allonso e Allonso.
Confesso que fui, como bom mineirinho, desconfiado. Tinha já, por essa época, um ano na Doutrina Espírita. Era trabalhador como médium passista e estava participando do Grupo de Estudos Mediúnicos (GEM) no GEPE – Grupo Espírita Paulo e Estevão.
As reuniões de curas se davam em sítio da acima aludida companheira, lá em Sabiaguába-Fortaleza. O coordenador do evento era um dos meus monitores do Grupo de Estudo Mediúnico, companheiro Fábio Assunção. Durante três dias comparecemos a auxiliar.
Neste primeiro contato com as curas espirituais dediquei-me como aprendiz curioso a observar as nuances tanto nas reações dos que lá iam buscar a cura quanto a dedicação dos companheiros que incansavelmente distribuíam o lenitivo da esperança. Foi foco também de minhas anotações o trabalho do médium de cura e dos diversos Espíritos que lá se apresentaram. Lembro-me de ter acompanhado um estudioso, Sésio, que eu adotaria no futuro como amigo, a fazer perguntas diretamente ao Espírito Dr. Alonso sobre o funcionamento da cura a nível perispiritual. Muito aprendi então.
Enfim, chegara sexta feira, terceiro dia e término dos referidos trabalhos quando fora oferecido aos trabalhadores a oportunidade de se exporem também, se necessárias, às curas. Preparei-me para a minha cirurgia e já estava na maca quando alguém pergunta ao coordenador se haveria tratamento à distância. Enquanto aguardava meu atendimento, procurei informações do que se tratava. Quando soube que aqueles que tinham pessoas distantes, que necessitassem de curas, poderiam fazê-las se recolhendo à sala contigua. Não contei dois tempos. Saí da maca. Embora sofresse há 15 anos da coluna com hérnia de disco e bico de papagaio preferi oferecer a oportunidade para minha mãe, morando em Juiz de Fora-MG, passando por séria crise de labirintite, sofrendo quedas e sentindo forte e constante apito nos ouvidos.
Terminada a sessão de curas à distância fomos chamados à prece final no salão principal. No entanto alguém lembrou ao médium João Berbel que os trabalhadores atendidos com problemas de coluna não teriam recebido, como de praxe, a segunda parte do tratamento que era o alinhamento da coluna. Dito e feito, todos os interessados se postaram em fila para o tal “tranco”.
Neste momento, sem eu saber por que, o Assunção me empurra para a tal fila. Eu não tinha comentado das minhas necessidades com ninguém. Fiquei sem graça de sair do local que o amigo me colocara. Ali fiquei e foi aplicada em mim somente a segunda parte da cirurgia espiritual.
Quatro dias depois, estando eu na lide de arrancar profunda raiz de uma árvore em minha casa, trabalho esse que eu fazia sentado ao chão, pois a coluna não permitia posição outra, minha esposa chegando à janela me chama para o almoço. Aqui começa meu espanto de iniciado nas lides espíritas: No momento de levantar-me do chão era necessário que uma outra pessoa me ajudasse pois a velha coluna não me permitia tal proeza. No entanto, não sei por que cargas d’água ergui-me serelepe. Neste exato momento me dei conta de que fui atendido pela espiritualidade com certeza sem os devidos merecimentos mas por pura misericórdia. Ato contínuo levei minhas mãos às costas e no local onde habitualmente eu sentiria dor, estava anestesiado.
Estava eu próximo da janela onde há pouco minha esposa me chamara ao almoço. Ali ficava o aparelho telefônico. Tomei-o ainda com as mãos sujas de terra, imediatamente fiz ligação para Juiz de Fora. Do outro lado, minha irmã Rita, admirada pelo horário da ligação, não entende quando lhe pergunto sobre a saúde da mamãe. Mais admirada ficou pela coincidência da minha curiosidade pois mamãe já havia três déias não sentia mais os zumbidos nem as tonturas próprias da antiga doença…
Paulo Chinelate
No dia: 06/09/09

No livro QS – Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado “Ponto de Deus” no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. Afirma Dana: “A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual”.
Aos 57 anos, Dana vive em Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para português. QS – Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Ela falou à EXAME em Porto Alegre durante o 300º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suécia, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo. Eis os principais trechos da entrevista:
O que é inteligência espiritual?
É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.
De que modo essas pesquisas confirmam suas idéias sobre a terceira inteligência?
Os cientistas descobriram que temos um “Ponto de Deus” no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afectado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.
Qual a diferença entre QE e QS?
É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.
No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções. A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.
Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:
1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo.
2. São levadas por valores. São idealistas.
3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade.
4. São holísticas.
5. Celebram a diversidade.
6. Têm independência.
7. Perguntam sempre “por quê?”
8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo.
9. Têm espontaneidade.
10.Têm compaixão.
Colaboração de Pedro Sampaio- Fortaleza
No dia: 04/09/09

Esmola e Caridade II
Escusam-se muitos de não poderem ser caridosos, alegando precariedade de bens, como se a caridade se reduzisse a dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus e proporcionar um teto aos desabrigados.
Além dessa caridade, de ordem material, outra existe – a moral, que não implica o gasto de um centavo sequer e, não obstante, é a mais difícil de ser praticada.
Exemplo? Eis alguns:
Seríamos caridosos se, fazendo bom uso de nossas forças mentais, vibrássemos ou orássemos diariamente em favor de quantos saibamos acharem-se enfermos, tristes ou oprimidos, sem excluir aqueles que porventura se considerem nossos inimigos.
Seríamos caridosos se, em determinadas situações, nos fizéssemos intencionalmente cegos para não vermos o sorriso desdenhoso ou o gesto desprezivo de quem se julgue superior a nós.
Seríamos caridosos se, com sacrifício de nosso valioso tempo, fôssemos capazes de ouvir, sem enfado, o infeliz que nos deseja confiar seus problemas íntimos, embora sabendo de antemão nada podermos fazer por ele, senão dirigir-lhe algumas palavras de carinho e solidariedade.
Seríamos caridosos se, ao revés, soubéssemos fazer-nos momentaneamente surdos quando alguém, habituado a escarnecer de tudo e de todos, nos atingisse com expressões irônicas ou zombeteiras.
Seríamos caridosos se, disciplinando nossa língua, só nos referíssemos ao que existe de bom nos seres e nas coisas, jamais passando adiante notícias que, mesmo sendo verdadeiras, só sirvam para conspurcar a honra ou abalar a reputação alheia.
Seríamos caridosos se, embora as circunstâncias a tal nos induzissem, não suspeitássemos mal de nossos semelhantes, abstendo-nos de expender qualquer juízo apressado e temerário contra eles, mesmo entre os familiares.
Seríamos caridosos se, percebendo em nosso irmão um intento maligno, o aconselhássemos a tempo, mostrando-lhe o erro e despersuadindo-o de o levar a efeito.
Seríamos caridosos se, privando-nos, de vez em quando, do prazer de um programa radiofônico ou de T.V. de nosso agrado, visitássemos pessoalmente aqueles que, em leitos hospitalares ou de sua residência, curtem prolongada doença e anseiam por um pouco de atenção e afeto.
Seríamos caridosos se, embora essa atitude pudesse prejudicar nosso interesse pessoal, tomássemos, sempre, a defesa do fraco e do pobre, contra a prepotência do forte e a usura do rico.
Seríamos caridosos se, mantendo permanentemente uma norma de proceder sereno e otimista, procurássemos criar em torno de nós uma atmosfera de paz, tranqüilidade e bom humor.
Seríamos caridosos se, vez por outra, endereçássemos uma palavra de aplauso e de estímulo às boas causas e não procurássemos, ao contrário, matar a fé e o entusiasmo daqueles que nelas se acham empenhados.
Seríamos caridosos se deixássemos de postular qualquer benefício ou vantagem, desde que verificássemos haver outros direitos mais legítimos a serem atendidos em primeiro lugar.
Seríamos caridosos se, vendo triunfar aqueles cujos méritos sejam inferiores aos nossos , não os invejássemos e nem lhes desejássemos mal.
Seríamos caridosos se não desdenhássemos nem evitássemos os de má vida, se não temêssemos os salpicos de lama que os cobrem e lhes estendêssemos a nossa mão amiga, ajudando-os a levantar-se e limpar-se.
Seríamos caridosos se, possuindo alguma parcela de poder, não nos deixássemos tomar pela soberba, tratando, os pequeninos de condição, sempre com doçura e urbanidade, ou, em situação inversa, soubéssemos tolerar, sem ódio, as impertinências daqueles que ocupam melhores postos na paisagem social.
Seríamos caridosos se, por sermos mais inteligentes, não nos irritássemos com a inépcia daqueles que nos cercam ou nos servem.
Seríamos caridosos se não guardássemos ressentimento daqueles que nos ofenderam ou prejudicaram, que feriram o nosso orgulho ou roubaram a nossa felicidade, perdoando-lhes de coração.
Seríamos caridosos se reservássemos nosso rigor apenas para nós mesmos, sendo pacientes e tolerantes com as fraquezas e imperfeições daqueles com os quais convivemos, no lar, na oficina de trabalho ou na sociedade.
E assim, dezenas ou centenas de outras circunstâncias poderiam ainda ser lembradas, em que, uma amizade sincera, um gesto fraterno ou uma simples demonstração de simpatia, seriam expressões inequívocas da maior de todas as virtudes.
Nós, porém, quase não nos apercebemos dessas oportunidades que se nos apresentam, a todo instante, para fazermos a caridade.
Porque?
É porque esse tipo de caridade não transpõe as fronteiras de nosso mundo interior, não transparece, não chama a atenção, nem provoca glorificações.
Nós traímos, empregamos a violência, tratamos os outros com leviandade, desconfiamos, fazemos comentários de má fé, compartilhamos do erro e da fraude, mostramo-nos intolerantes, alimentamos ódios, praticamos vinganças, fomentamos intrigas, espalhamos inquietações, desencorajamos iniciativas nobres, regozijamo-nos com a impostura, prejudicamos interesses alheios, exploramos os nossos semelhantes, tiranizamos subalternos e familiares, desperdiçamos fortunas no vício e no luxo, transgredimos, enfim, todos os preceitos da Caridade, e, quando cedemos algumas migalhas do que nos sobra ou prestamos algum serviço, raras vezes agimos sob a inspiração do amor ao próximo; via de regra fazemo-lo por mera ostentação, ou por amor a nós mesmos, isto é, tendo em mira o recebimento de recompensas celestiais.
Quão longe estamos de possuir a verdadeira caridade!
Somos, ainda, demasiadamente egoístas e miseravelmente desprovidos do espírito de renúncia para praticá-la…
Mister se faz, porém, que a exercitemos, que aprendamos a dar ou sacrificar algo de nós mesmos em benefício de nossos semelhantes, porque “a caridade é o cumprimento da Lei”
Extraído do livro AS LEIS MORAIS de Rodolfo Calligaris- FEB
No dia: 18/08/09

Nosso amigo e colaborador Pedro Roberto Sampaio, sempre acertando nos temas que aborda, enriquece-nos a visão sobre as coisas da vida. O Assunto abordado abaixo é o primeiro de dois artigos que brindamos nossos fiéis leitores:
Esmola e Caridade são tidas, por alguns, como uma só e mesma coisa, enquanto para outros a primeira seria apenas uma faceta da segunda, ou melhor, uma de suas múltiplas manifestações.
Por outro lado, há quem considere a esmola um constrangimento para aquele que a dá e uma humilhação para o que a recebe, negando, assim, seu caráter filantrópico.
Do ponto de vista espírita, pode haver: esmola sem caridade, esmola com caridade e… caridade sem esmola, dependendo tudo dos sentimentos que acompanhem ou inspirem o modo de agir das criaturas.
Antes, porém, de dar prosseguimento à tese que nos propomos desenvolver, conceituemos um e outro termo:
“Esmola”, para nós, é a coisa que se dá, como, p.ex., dinheiro, comida, remédio, vestimenta, etc, enquanto “Caridade” é essencialmente amor, não amor a nós mesmos (egoísmo), mas amor ao próximo (altruísmo).
Feita essa distinção, aliás necessária, ser-nos-á fácil demonstrar agora o que afirmamos linhas acima.
Entre as esmolas sem caridade incluem-se as doações arrancadas contra a vontade, por injunções a que, a pesar seu, a “vítima” não pôde resistir nem esquivar-se; os auxílios dados com fins propagandísticos, seja para “fazer cartaz” em períodos preeleitorais, seja para exaltação da própria personalidade, visando a granjear fama de santo ou de benemérito; os donativos feitos com total indiferença pela sua aplicação, assim como quem atira fora a ponta de seu charuto, etc.
A essas e outras esmolas, em que o coração não intervém, é que o apóstolo Paulo quis referir-se em sua 1ª epístola aos coríntios, quando disse: “mesmo que eu houvesse distribuído meus bens para alimentar os pobres, se eu não tivesse caridade, de nada me serviria.”
As esmolas com caridade, a seu turno, compreendem uma escala progressiva de mérito, não evidentemente em função do quantum distribuído, mas sim dos estados de alma, que lhes sejam intrínsecos. Em outras palavras, isto quer dizer que a esmola será tanto mais meritória aos olhos de Deus quanto mais puro seja o seu conteúdo caritativo, isto é, quanto mais às escondidas seja feita, quanto mais delicadeza encerre, quanto mais abnegação expresse e quanto menos vergonha cause a quem a recebe.
No primeiro degrau situam-se os óbolos concedidos de boa vontade, quando solicitados, esperando os doadores provas de gratidão dos infelizes aos quais favoreceram.
No segundo, as esmolas da mesma espécie, cujos autores, conquanto não contem com a gratidão imediata dos homens, têm como certo tornarem-se merecedores do paraíso por causa delas.
No terceiro, as espontâneas, porém não na justa medida dos recursos de que disponha o esmoler.
No quarto, as dadas com alegria e em acordo com as possibilidades de quem as dá, mas de forma que o favorecido saiba a procedência do favor recebido.
No quinto, idem, mas já sem que o beneficiado tenha conhecimento de quem seja o seu benfeitor.
No sexto, aquelas que se realizam em absoluto anonimato e de maneira tal que nem o dispensador de benefícios conheça individualmente seus beneficiários, nem estes possam identificar o filantropo que os ajuda.
No sétimo, aquelas que, ao invés de simplesmente socorrer os pobres, os enfermos, enfim, os necessitados de todos os matizes, concorram para eliminar a pobreza, a enfermidade e os demais aspectos da miséria humana, ensejando novas e mais amplas oportunidades de educação e trabalho, elevando física, mental, espiritual e socialmente os párias de todo o mundo, para que se promovam, sintam-se “gente” como nós e experimentem, cada vez mais, “a alegria de viver”.
E a caridade sem esmola, em que consiste? Como pode ser praticada?
Consiste no cultivo das virtudes cristãs, que são “filhas do Amor”, havendo para todos inúmeras formas de exercitá-la.
Sim, do nababo ao mendigo, “ninguém há que, no pleno gozo de suas faculdades, não possa prestar um serviço qualquer, prodigalizar um consolo, minorar um sofrimento físico ou moral, fazer um esforço útil.” (Kardec)
Podendo, como pode, o ouro amoedado, transformar-se em toda sorte de bens e utilidades de consumo é, sem dúvida, um precioso elemento de que a Caridade sói lançar mãos nas tarefas do Bem; nem sempre, entretanto, é ele o recurso mais apropriado para estancar lágrimas, curar feridas e dirimir aflições, pois males existem, e infinitos, em que as boas qualidades do coração valem mais ou operam melhor que todas as riquezas materiais.
Extraído do livro AS LEIS MORAIS de Rodolfo Calligaris- FEB
No dia: 16/08/09

Crepúsculo
Neste instante o sol se põe majestosamente sobre os montes, deixando um rastro luminoso como se desenhasse um caminho.
É um instante mágico que hipnotiza nossos olhos e imobiliza todo o nosso ser.
Neste momento emudecem-se os sons. O vento se torna uma leve brisa sublimando este momento, e perpetuando a união das várias formas que constituem a natureza do nosso mundo.
Devaneios
Ah! Que bom estar aqui neste momento, enquanto a aragem um pouco fria do outono tomba levemente as folhagens das árvores.
Vejo através da janela, o adormecer da tarde com seus raios luminosos a tingir de dourado o verde das montanhas, antecipando os primeiros sinais da noite que se aproxima.
Ah! Doces momentos! Encantamento de quem espreita cada segundo da vida e não quer perder nenhuma parte deste maravilhoso espetáculo da natureza.
Doce Momento
Noite morna, emoção suave.
Busca do carinho que afague.
Pensamentos, similaridade.
Raro instante de cumplicidade.
Palavras ternas, doces momentos.
Alegria espreitando os sentimentos.
Laços Espirituais
Laços tão profundos quanto laços de família.
Laço que se tivesse cor seria azul, unificando mar, céu e horizonte.
Laço espiritual de tempos idos talvez, deixando um rastro de perfume que emana de um olhar, num silêncio onde as palavras são inúteis.
Uma lembrança de coisas inimagináveis, uma saudade de coisas não vividas.
Uma viagem imóvel, na lembrança de um momento que pode ou não ter existido, ao longo de nossa eterna caminhada.
Por: Maria Helena Brugiolo – Juiz de |Fora – MG
No dia: 06/07/09