2010 30 jan

TEOLOGIA: UMA MATÉRIA CONFORME CONVENIÊNCIAS (Parte 2)

Continuação

Por exemplo: A Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem curso de teologia, estabelece um DEU$ conforme a cabeça do Edir Macedo, ou seja: o importante é o que você tem e não o que você é. Teria que ser um Deus para lhe dar bens materiais e as pessoas poderem dizer: “Ele me deu este carrão aqui, esta casa bonita, esta empresa que está faturando muito…” enfim, um Deus que quer que eu ganhe dinheiro e tenha coisas materiais, sem relevância a valores espirituais. Um Deus que, inclusive, tem conta bancária e que condiciona a ajuda a você, conforme o montante de dinheiro das suas ofertas.

A igreja da bispa Sonia, chamada Renascer, certamente faria uma teologia diferente, conforme as conveniências dela e do “apóstolo” Hernandez. A igreja do R. R. Soares, certamente, faria um DEUS que adora um envelopezinho. Fomos informados de que há cursos deteologia hoje, com apenas 3 meses de duração, que faculta aos seus participantes afirmarem “Sou formado em teologia”. Por outro lado, já tem outras igrejas, embora também protestantes, as chamadas históricas, que jamais admitiriam conceituar Deus assim e não o veriam da forma como o Edir Macedo, a bispa Sônia e seus discípulos vêem.

O curso de Teologia seria bem diferente, apesar de todas elas se rotularem como Evangélicas.

A “Igreja Pentecostal Deus é Tremendo”, assim como a “Igreja Pentecostal cobra de Moisés, a que engoliu as outras”, se crescessem, o quanto cresceram estas citadas, certamente fariam uma teologia com um Deus Tremendo.

Os umbandistas, também, têm o seu curso de teologia, inclusive universitário. Obviamente conceituam Deus, ou Oxalá, conforme as suas visões.

Imaginem uma teologia feita pelos espíritas. Como conceituaria Deus? Em princípio não admitiriam a pergunta “Quem é Deus?” porque partiriam do “Que é Deus?”, por sua vez já considerariam o Deus em nível de bilhões ou não se sabe quantos “lhões” de Galáxias, cada uma com também não se sabem quantos “lhões” de estrelas e planetas dentro, vários iguais a Terras, outros inferiores e outros superiores à Terra, mas tudo criação e administração dele. Não seria um Deus que teria a Terra como centro do universo. Mas mesmo assim não haveria unidade não, porque alguns iriam achar que Deus nos colocou na Terra para sofrer, para pagar coisas, partindo de um princípio que o sofrimento é a condição “sine qua non” para a evolução. Aí seria, também, um Deus conforme a cabeça de alguns.

Agora partamos para o outro lado da Terra. Imaginem uma teologia feita conforme a cabeça do mundo muçulmano, que também é monoteísta, acreditando também no Deus único que criou a Terra. O nome não é Deus, é Alá. O seu principal emissário à Terra não teria sido Jesus e sim Mohamed, ou Maomé. Também não teria unidade nenhuma, posto que existem enormes diversidades de pensamentos, como existem no cristianismo. Alguns o definiriam como um Deus que, certamente, tem, no “céu”, algum local onde ficam alguns “lhões” de mulheres, VIRGENS, exatamente, com virgindade, hímen e tudo, esperando a chegada de um muçulmano, homem, que acabou de morrer e que chegaria lá, com direito a consumir 70 delas, cada um. Certamente esse Deus deveria ter lá algum espírito superior, ginecologista, para conferir se as mulheres eram virgens mesmo, para esperarem pelos homens quando lá chegassem. Mulher aqui, quando morresse, não teria direito nenhum, porque o Deus conceituado não é muito simpático a mulher, posto que ela nada mais é do que um simples objeto de uso masculino. Imaginem uma faculdade de teologia fundada pelo Bin Laden.

Como seria a conceituação desse Deus? Seria o mesmo Deus que tem uma simpatia toda especial por Israel, como é o Deus da Bíblia? Pelo contrário, seria um Deus que teria ódio mortal por Israel e pelos Estados Unidos.

Enfim, Deus é uma coisa usada pelas religiões, como um produto que pode ser embalado e vendido conforme as conveniências de cada uma.

Fala-se muito em seriedade ao se referir a ele e até em temor a ele, mas, na verdade, há mesmo é muito desrespeito a ele. Imagine se ele ficasse com raiva mesmo e castigasse de verdade as pessoas que não o consideram, como ele realmente deve ser. Felizmente o seu nível é tão grande, tão além da capacidade de percepção humana, que ele compreende quão estreita é a visão das minúsculas criaturas que têm a pretensão de o definir. Por isto não se aborrece e muito menos castiga quem quer que seja. Que ele proteja e dê lucidez a todos nós.

Alamar Régis Carvalho

(Analista de Sistemas, Escritor, ator, profissional de televisão.)

Criador da idéia do Partido Vergonha na Cara

www.partidovergonhanacara.com

alamar@redevisao.net

www.alamar.biz

www.redevisao.net

www.site707.com

*****

BomLegalMuito bomÓtimoEspetacular (Sem votos)

Aproveite e veja:

  • TEOLOGIA: UMA MATÉRIA CONFORME CONVENIÊNCIAS (Parte 1)
  • ARROGÂNCIA
  • PEGA… PEGA…PEGA LADRÃO
  • EXTREMA INDIGÊNCIA
  • ACIDENTE OU NEGLIGÊNCIA?


  • Nenhum Usuário Respondeu ao " TEOLOGIA: UMA MATÉRIA CONFORME CONVENIÊNCIAS (Parte 2) "

    Dê sua opnião

      Nome [*]

      Email [*]

      Website

    Inscreva-se para receber atualizações do Post

    Atenção: Para evitar Spam, seu comentário será visto antes de ser publicado. Obrigado.