O Alamar, cujos artigos são aqui neste espaço constantemente publicados, nos manda esta preciosidade abaixo a qual, naturalmente, não poderia me furtar em publicar.
Eu tenho escrito algumas bobagens e, por conta disto, fui chamado a atenção pelo meu amigo querido, exemplo de muita dignidade na Igreja Católica, sob um aspecto que, pensando bem, ele tem muita razão.
Em vários momentos, indignado com a safadeza, a pouca vergonha, a canalhice e o mau caratismo da maioria dos nossos políticos, que fazem tudo por dinheiro, a qualquer custo, sem qualquer compromisso com ética, dignidade, moral e caráter, eu os chamei de prostitutas.
E desta forma eu os vinha qualificando, até que o amigo Padre Selço convidou-me a uma reflexão, baseado neste email que me mandou.
| Alamar
Em suas argumentações e reflexões sobre o Ano Eleitoral, o senhor tem usado a referência “prostitutas” aos políticos gananciosos por dinheiro público. Concordo com sua maneira de ver os fatos e os caminhos a seguir para se chegar a uma verdadeira democracia. Entretanto, como padre tenho encontrado com frequencia prostitutas para orientação espiritual e busca de saídas para sua cruel vida. Tenho por elas um grande respeito pois fazem tudo para conseguir criar filhos, sobreviver. Nunca fui procurado por uma prostituta com “riqueza imoral”. Nunca conversei com alguma que não estivesse preocupada em ser solidária com os pobres de seu ambiente familiar ou social. Conheço algumas que saíram daquela vida com muita dignidade e hoje, humilde mas dignamente, toca a vida de suas famílias. Sugiro, portanto, em respeito a essa classe marginalizada e explorada por pessoas inescrupulosas, que não as compare, nem por ‘mentalidade’, com os nossos políticos corruptos. Finalmente, sou radicalmente contra a prostituição, ela não deve existir e se depender de mim jamais existiria. Entretanto elas existem aos milhares e as acho muito mais dignas do que nossos políticos. Um bom ano 2010 e continue na luta! Pe. Selço |
Padre Selço tem razão. O pior é que eu também tenho tido contato com mulheres, que também são prostitutas, e de fato nunca vi em nenhuma delas qualquer tipo de atitude que possa ser comparada com a maldade, a indecência, a frieza, a falta de sensibilidade humana, a pouca vergonha e a sujeira da maioria dos políticos.
Diante de tal realidade, acho até que chamá-los de filhos delas, seria desrespeitoso à elas e não a eles.
Alamar Régis
www.redevisao.net
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