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CARNAVAL – REFLEXÃO

no comment Posted by Paulo

carnaval

Não  trata-se  de  imposição  da  crença! Apenas  divulgar  pensamentos  que  comungo  e  assim  tentar  ser  multiplicador  de  mensagens  e  energias  construtivas  na  vida  de  todos!

Então, quando  possível  e  conveniente, leia  c/a  mente  aberta  e  coração  desprendido  p/uma  boa  reflexão!

Tenha  um  excelente  feriado!

O CARNAVAL

Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a

existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura
generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.

É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos
felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos
seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos
sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as
sociedades que se pavoneiam com o título de civilização.

Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente
incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos,
prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso
espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas
indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais
esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos
aprendizados fazem desaparecer.

Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das
forças das  trevas  nos corações e, às vezes, toda uma existência não
basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de
esquecimento do dever.

Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de
necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os
salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas
por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos
deveres sociais e divinos.

Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas
consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos
necessitados de um pão e de um carinho.

Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam:

* Os leprosos,
* Os cegos,
* As crianças abandonadas,
* As mães aflitas e sofredoras.

Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se
preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme
o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a
esperança dos que choram e sofrem?

Que os nossos irmãos compreendam semelhantes objetivos de
nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas
possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes
para o bem de todas as almas.

É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio
coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto
houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza,
ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria
moral.

Emmanuel
Chico Xavier em Julho de 1939
Revista Internacional de Espiritismo.

Published under COISAS D'ALMAsend this post
fevereiro 14th, 2010

CARNAVAL

3 comments Posted by Paulo

carnaval1 É chegado o período carnavalesco, pelo menos onde só se comemora na data oficial. Muitos já vivem o “clima” desde o dia 26 de dezembro quando trocadas as canções natalinas pelas melodias das escolas de samba, trevos e batuques afins. Em umas localidades brasileiras esta comemoração momesca ocorre nos 365 dias do ano, noutras são agendadas as micarêtas ou o festejo fora de época. Enfim, busca-se no folclore momesco extravasar as pressões conjunturais do dia a dia.
Serveriam, tais momentos de descontração, como oportunidade para extravasar, não necessariamente, o que se guarda em nossas emoções mais profundas. No entanto, devido a nossa imperfeição, buscamos no primarismo emocional dar vazão, mas em intensidade superior ao necessário.
Desde os tempos antigos os bacanias na Grecia ou as comemorações ao deus Liber em Roma bem como algumas festas religiosas tinham a mesma função. Com o tempo domesticaram-se tais festas em virtude dos males que os abusos ocasionavam às sociedades.
Dá-se a entender que tais eventos estão se retroagindo aos barbáros hábitos de antigamente.
Se usarmos o bom senso fica difícil entender como se faz ainda apologia à loucura generalizada que minam o equilíbrio das conciências durante as festas carnavalescas.
Sopejados que somos no campo de novos conhecimentos que felicitam a mentalidade humana na busca de elevados destinos, fica difícil entender os excessos daqueles que se dizem civilizados.
Serão, porventura, ainda necessários longos aprendizados nas dores que os homens atraem para si próprios para crescermos moralmente?
A licenciosidade prejudicial em torno do sexo, nesses dias festivos, deixam sequelas que só muito, muito tempo se faz necessário para que sejam apagadas.
Gastos fabulosos, quer particulares, privados ou oficiais são derramados por conta da pseudo-alegria. Marcham ao nosso lado a dor, a necessidade e a fome. Ficamos cegos, apoiamos ou incentivamos tais eventos que só tem trazido mais dores ainda.
Que tenhamos um olhar crítico, severo conosco mesmo na aceitação fácil do que nos impõem sob o véu de alegrias fúteis.
José Paulo Chinelate

Published under OPINIÃOsend this post
fevereiro 17th, 2009