Browsing Tags's Archives »»

CORDEIRINHOS

1 comment Posted by Paulo

LoboCordeiro

MAIAKOVSKY

A impressão que nos dá é a de que estamos apáticos diante de algumas situações da vida. Aceitamos tudo, calamo-nos no confronto com as arbitrariedades sofridas e observadas. É cada um por si…

Somos invadidos, frequentemente, em nossa privacidade: é o telefonema impertinente, com várias ofertas e pedidos de ajuda os mais diversos; é a fatura com débito de serviços que não ordenamos, e de difícil estorno. Isto sem falar nos planos de saúde que nos tratam com desprezo; cartões de crédito e contas bancárias que nos debitam taxas as mais variadas que saqueiam nosso bolso aliados a estratégia bem elaborada para nos cansar e, por fim, nos fazer desistir do ressarcimento, quando reclamado.  Ações estas bem assessoradas que nos põem em risco de virar réu se ousarmos reclamação via judicial.

O relato aqui exposto é a pura realidade e o leitor sabe muito bem! Se não já tiver sido constrangido com alguma dessas ações, certamente conhece alguém que já o foi, porque em qualquer bate papo do dia a dia observa-se queixas freqüentes sobre as agressões que o cidadão vem sofrendo em prejuízo de seus direitos. Isto sem citar outras situações degradantes que se afiguram como quando necessitados em tirar uma simples segunda via da carteira de identidade, ter que enfrentar  uma enorme fila, cuja senha de atendimento só  recebe quem madrugar na porta da instituição expedidora. Pagamos um tributo municipal anual com reajuste de 35% quando a inflação foi negativa… e, inertes, aceitamos.

Nesta reflexão sobre a violência dissimulada que adentra em nossos lares, concluímos com o poema de Maiakovsky,  que de forma analógica remete-se ao tema:

“Na primeira noite, eles se aproximam

e colhem uma flor de nosso jardim.

E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem,

pisam as flores, matam nosso cão.

E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles,

entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,

e, conhecendo nosso medo,

arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada,

já não podemos dizer nada.”


*Roberto Sampaio


Diário do Nordeste – Opinião – Idéias- 11.02.2010


http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=734998

Published under COTIDIANOsend this post
fevereiro 11th, 2010

PORTABILIDADE, A QUEM INTERESSA?

2 comments Posted by Paulo

Very, very interesting.
Como diria em cearês: “Arre égua”!xips
Eu diria: “Tem consumidor que é cego”!
Este nosso governo, apadrinhado pelas grandes empresas lobistas, vem (ufa! não precisa mais do chapeuzinho na nova ortografia) dar um presente pra todos nós. Presente de grego, diga-se de passagem.
Prometeram e cumpriram a tal da PORTABILIDADE, isto é, direito de transferência dos números de telefones para outras operadoras. Que beleza! diziam. Que maravilha! disse eu também. Diziam e disse. Passado. Pois sigam a leitura até o fim e vejam se tambem não vão ficar no pretérito.
Tantas e quantas operadoras, quer móveis ou fixas, prometem sazonalmente pacotes de descontos nas ligações efetuadas no seus telefones caso sejam contatos feitos para a mesma empresa da linha contratada.É ou não é?
Pois bem. então me digam de cara: Quem vai ganhar com a portabilidade? O consumidor ou as operadoras?
Se ainda tem dúvidas, eu explico: Era possível identificar a operadora dos descontos pelos números iniciais das mesmas. Agora acabou isso. Você pensa que está dentro do esquema promocional e na verdade está faturando em favor das operadoras. Não dá mais para saber qual telefone pertence a tal e tal.
O interessante foi o palco montado para isso. Lembram-se da história do sapo que foi à uma festa no céu e que descoberto foi atirado lá de cima, de volta? Antes porém ele pediu e não foi atendido: “Me atirem na pedra e não na água”!
O mesmo ocorreu no presente assunto. As operadoras fizeram um “H” enorme par derrubar esta decisão do governo. Puro panos de fundo. O maior lucro é para elas mesmas. E nós, bocoiós (como diria em Minas), felizes da vida.
Mama mia (em italiano mesmo).
Em tempo: Descumpem a salada de idiomas. Foi para aliviar a raivinha por tanta hipocrisia junta.

Published under OPINIÃOsend this post
janeiro 26th, 2009