O conceito para quem escreve artigos em sites e blogs é o de procurar inserir opiniões sempre atuais sobres assuntos que nos cercam no dia a dia: facilita ser encontrado nas buscas na net.
Não sigo à risca este conselho. Não posso esquecer o meu lado mineiro na prudência e reflexão mais madura. Não tenho me dado mal, afirmo.
Não foi diferente sobre o que escrevo hoje.
Dias atrás, não muitos, foi aprovada a PAC das polícias. Versa sobre o pagamento de melhores salários aos executores de arriscadas funções. Até aí, vivas! Aliás, nem precisava de um Plano especial para que fossem reconhecidas estas carências e defasagens para a categoria em apreço.
Não compreendi, e continuo não compreendendo, como pode ainda ser tacanha a visão de nossos governantes, e governados, em engolirem a razão apresentada para que tal PAC fosse aprovada. Soou aos quatro ventos que o soldado da PM ou o policial civil precisava ganhar mais para não ser tentado a receber propinas.
Mama mia. Mais uma vez se pensa pequeno neste país. Quer dizer então que um certo Governador pegava propina porque ganhava pouco, o “tadinho”. Quer dizer que as múltiplas maracutaias políticas aconteceram porque nossos mandatários de todos os poderes recebiam pouquinho no contra-cheques… daí as propinas e os desmandos cuecais e meiais às turras.
Ora, que se elabore então PAC’s e mais PAC’s para dar aumento a tantos pobrezinhos.
O pior, e aqui ressalto, em nenhum dos debates efetuados pelos repórteres políticos das Tv’s se mancaram a levantar tal questionamento. Engolimos a seco as falas de nossos governantes populistas, eleitoreiros e messiânicos. E pronto.
Onde está nosso Senador Buarque que não levanta questionamento com a melhoria da formação intelectual e moral de nossos colégios pela instrução, como sempre fez?
Aliás, o último bastião no cenário político, que pelo seu partido PDT, se dobrou ao apoio à Dilma. Talvez agora curvar-se-á a este tipo de política chinfrim na camuflagem do problema em si. Nosso lutador, pela instrução melhorada no Brasil, apoiando a estes desmandos populistas.
Que adianta forrar os bolsos dos policiais se o que lhes falta é “Educação Moral e Cívica”?
AH! Que peninha! Por ter sido iniciativa da “Revolução” cortaram as lindas matérias OSPB (Organização Social e Política do Brasil) e EMC (Educacão Moral e Cívica).
Não estou a afirmar que deva ser só “intelectualizar” nosso soldado. Alías, um “intelectual” juiz (com letra minuscula) mata um vigia que o impedia de entrar no supermercado que já sencontrava fechado. Que adiantou “saber” muito com “moral” de menos?
O equilíbrio, eis a meta a se perseguir. Muito menos só $ no bolso.
Nosso cidadão vai em breve, se já não o é, equiparar-se ao americano que ainda acha que Buenos Aires é capital do Brasil. Querem suprimir a aula de religiosidade, não falo aula de Religião, o último laço (sem conotação de credo) a transmitir-se às crianças, nossos futuros policiais, um sentido moral mais elevado, já que as famílias estão se depauperando com as aulas televisivas dos BBB’s da vida.
Acorda Brasil. Acorda imprensa especializada (4º poder). Acorda Senador Buarque (ainda estamos esperançosos na sua luta, muitas vezes inglória). Acordemos nós deste depauperismo moral.
Paulo
