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É PARA RIR MESMO!

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humor

Um dia, Deus, muito insatisfeito com a humanidade e os seus pecados, decidiu pôr fim a tudo. Reuniu então todos os líderes mundiais para comunicar-lhes pessoalmente a sua decisão de acabar com a humanidade em 24 horas.

Deus disse: “  Reuni-vos aqui para comunicar que extinguirei a humanidade em 24 horas”.

E o povo dizia:”Mas, Senhor…”

” Nada de MAS, este é o limite, a humanidade vai abandonar a Terra para todo o sempre! Portanto, voltem aos respectivos Países e digam ao Povo que  estejam preparados. Têm 24 horas! ”

O primeiro a reunir o povo foi OBAMA.


Em Washington, através de uma mensagem à nação, OBAMA disse:
“Americanos, eu tenho uma boa notícia e uma má notícia para dar.A boa notícia é que Deus existe e que ele falou comigo. Mas, claro, já sabíamos disso.
A má notícia é que esta grande Nação,  o nosso grande Sonho, só tem 24 horas de existência. Este é o desejo de Deus”.

Fidel  Castro reuniu todos os cubanos e disse:


“Camaradas, povo Cubano, tenho duas más notícias.
A primeira é que Deus existe… sim, eu vi-o, estava mesmo à minha frente!!!
Estive enganado este tempo todo…
A segunda má notícia é que em 24 horas esta magnífica Revolução pela qual tanto temos lutado, vai deixar de existir.”


Finalmente, no Brasil, Lula dá uma conferência de imprensa:


“Brasileiros, hoje é um dia muito especial para todos nós. Tenho duas boas notícias..
A primeira boa notícia é que eu sou um enviado de Deus, um mensageiro, porque conversei com ele pessoalmente.
A segunda boa notícia é que, conforme constava do Programa do Governo, em apenas em 24 horas, serão erradicados para sempre o desemprego, o analfabetismo, o tráfico de drogas, a corrupção, a pedofilia, os problemas de transporte, água e luz, habitação, de burocracia, e, o mais espectacular de tudo: todos os impostos vão acabar, assim como a miséria e a pobreza neste País!!!  Nunca nenhum outro governante fez isto por este País. É o nosso Governo cumprindo tudo o que prometeu!!!”

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fevereiro 14th, 2010

MEMÓRIAS DE UM SEMINARISTA – Parte XIV

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Mudanças

Foi um bom ano. Por ter repetido o ano letivo, passei pelo “admissão” com ótimo proveito.

Os acontecimentos mundiais seguidos pela radio-eletrola da sala de estudos nos trouxe as notícias da eleição e renúncia de Jânio Quadros. A Alemanha levanta o muro de Berlim, único buraco existente na “cortina de ferro”. Os Estados Unidos não conseguiram derrubar Fidel Castro com a investida da “Baia dos Porcos”.

Os eventos de final de ano repetiram-se espetaculares.  Acresça-se às festas de formaturas, congratulatórias e passeios, o tão esperado leilão. Não fiquei atrás na pontuação adquirida durante o ano. As notas mensais das disciplinas bem como alguns títulos de campeão em futebol (eu sou goleiro), participação em caça às cobras e insetos me facilitaram poder arrematar lindas prendas no leilão. Muitos dos prêmios já teem destino certo: meus irmãozinhos em Juiz de Fora. Vou viajar de férias. Depois de dois anos sem vê-los e aos meus pais a saudade está apertada.

O acontecimento mais importante, no entanto, está na mudança de seminário, digo, juvenato. Foram extintas as séries inferiores do ginásio aqui em Mendes. O clima de despedida reina entre todos nós. O ano de 1962 será vivido em Uberaba-MG lá no triângulo mineiro. Das férias com a família já seguirei para o novo destino.

A despedida tem um gostinho de até breve. Em 1963 estarei de volta para fazer o 3º ano ginasial. Mas de qualquer forma há sentimentos de insegurança pelo desconhecido.

Para a minha ida às férias tive a sorte de pegar uma carona em um Oldsmobile do pai do Halrey, colega e conterrâneo meu. Papai não precisou e acho que nem poderia vir me buscar.

Rever meus parentes foi de uma alegria imensa. Mamãe ganhou sua primeira geladeira, Frigidaire, mostra de que papai financeiramente está melhor. Meus irmãos cresceram demais. Passarei com todos vinte dias muito legais. Inclui-se aí o natal. Procuro fazer minhas preces matinais, vesperais e noturnas; tenho um manual de férias a preencher. Não posso esquecer a disciplina religiosa, na medida do possível, indo às missas diariamente. Não é difícil. Papai continua fiel aos velhos costumes. Só que da igreja já vai direto aos Correios.

Volto para casa e procuro interagir, não mais como um molecote como dantes. A vizinhança e a farta parentela me convidando para cafés e almoços. Se antes de seguir ao seminário já me tratavam como “padre”,  é fácil imaginar agora como sou tratado. E por ser referência tenho que fazer comportamentalmente por onde.

Continuo sendo o xodó da vovó Lídia, para ciumeira do outros setenta netos.

Ganhei dez contos de réis do vovô João e aproveitei para comprar um lindo pintinho de um vendedor lá na estação Central do Brasil. O bichinho amarelinho e frágil me cativou ao primeiro olhar. Custou um conto de reis. Papai colocou um cesto de palha bem grande para acomodar o pobrezinho. Pia o dia todo, apesar do fubá e do milho pilado à sua disposição.

Aconteceu um acidente, a Dinha, prima velha que mora com a mamãe pisou no “Lamparina”, apelido que papai colocou no pintinho. O bichinho quebrou a asa mas papai encanou-a. Tomara que o coitado não sofra muito embora esteja piando muito mais.

Conforme combinado, mais uma vez o pai do Harley nos conduzirá ao destino: Belo Horizonte. Ficaremos alojados no colégio Marista da capital mineira aguardando os outros juvenistas que como eu estamos sendo transferidos para Uberaba. Desta vez não vamos de carro, mas de Litorina, trem de um só vagão, rápido e silencioso.

Após as já conhecidas despedidas, chorosas e saudosas por parte principalmente da mamãe, seguimos viagem. Lá pelas tantas, mergulhado nos meus pensamentos, dividido entre querer encarar as novidades da vida e lamentar a repetida separação dos meus amados familiares.  Noto que o balançar do trem entre trilhos me alerta par uma lembrança. Não sabia bem qual. Ah! Não poderia ser outra coisa: a similitude dos ruídos das rodas do trem com o piado do “Lamparina”. Verto lágrimas de saudades.

A seguir: 1962 – Casa nova, vida nova.

agosto 8th, 2009

MEMÓRIAS DE UM SEMINARISTA – Parte X

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Meus 12 anos

aniverario        Três meses passaram tão rápido e ontem, dia da mentira, recebi a terceira carta do papai. Mamãe também escreveu uma página. À noite, na cama, chorei. Hoje acordei triste. Lembrei-me da carta de mamãe. Senti em seus olhos, escrevendo, lágrimas pela distância do filhote mais velho. Hoje é meu aniversário. Faltou ser acordado com um beijo dela. Aqui, ao contrário, o corre-corre matinal. Pelo pouco tempo talvez para estar pronto ou a falta de uma atenção personalizada, ninguém veio me dar os parabéns. Foi o meu mais triste dois de abril vivido até hoje. Estou completando 12 anos. Não que papai pudesse comemorar aniversários, ainda mais de uma prole de oito. Mamãe, porem sempre nos brindava à noite com os pingos de chuva, bolinhos encantadores, de trigo, fritos e passados ao açúcar com canela. Não haveria de faltar um refresco de baunilha ou limonada com bicarbonato para dar um gostinho de soda limonada da José Weis.
       Estou me enturmando legal. Tenho colegas com os quais me afino. Tem o Francisco Ozanan, o Otoni, o Dirceu, Argemiro e Sheib. Sem falar no Nilton de Carandaí, o Osmar de Patos de Minas, também o Fiúza e tantos outros que como eu, longe da família, nos elegemos irmãozinhos.
      A rotina de um colégio aqui é sempre quebrada com as tardes de jogos às quartas e aos domingos e acampamentos lá no Tangarás, linda grota no meio da floresta. Os passeios disparados mata a dentro tentando acompanhar os passos de sete léguas do Irmão Claudino.
      De quando em quando piquenique em fazendas e cachoeiras. Sou sempre voluntário para trabalhar na cozinha. Somos os privilegiados que seguimos de caminhão. Os outros, a pé atalhando vales e montanhas. Quando o local é distante, a cozinha vai na frente. O caminhão volta a pegar o restante da turma. Desta forma aproveito por mais tempo os locais visitados. E como mais também. Fome de leão. Penso nos manos. Como estão lá em Minas? O que comerão hoje? Aposto que irão cantar parabéns pelo meu aniversário.
     Já estou me tornando um ás em previsão do tempo. Lá em cima do telhado dos noviços tem um catavento com os pontos cardeais. Já sei que se a brisa está soprando de leste é chuva na certa. Consigo acertar com antecedência se vai chover no dia seguinte ou não. Com isso me adianto em saber se um piquenique dará certo.
       O aproveitamento nas aulas está razoável, apesar das dificuldades de acompanhar a turma. Não sou dos últimos, mas estou lá na rabeira.
      A novidade é que ingressei no coral. Cantamos em apresentações e nas missas solenes dominicais. Sou soprano ou primeira voz. De vez em quando dou umas arranhadas. Dizem que estou que nem canarinho: mudando a voz.
     Está se aproximando as férias de julho. O que mais está nos movimentando são as festas de São João.
        fogueira-de-sao-joaoPróximo dos campos de futebol tem um espaço aterrado muito grande. Poderia dizer, sem erro, que caberia outros dois campos bem grandes. Foi fincado um tronco de cipreste de uns 15 metros aproximadamente. Em torno deste marco está sendo trançada uma fogueira de árvores secas, caídas na floresta. Os encarregados da montagem são os alunos do juvenato, sempre os maiores da quarta série ginasial. Utilizam juntas de bois par arrastar os grandes paus.  Os noviços e postulantes, também participam. Cada qual em seus turnos por não podemos nos encontrar. Nem podemos nos falar quando nos cruzamos nos corredores. Há uma regra que não vi ainda ser quebrada. Cada qual no seu canto e ponto final. Ah! sim, a festa. Lá na “minha” rouparia foram guardadas enormes caixas com fogos de artifício. Doação dos proprietários da fábrica de fogos Adrianino, lá de Vassouras. São nossos benfeitores. Sempre estão aos domingos na missa das dez. Teem sítio próximo daqui. Sei que quando voltam pra casa levam sacos de verduras da grande horta que fica do lado da capela.
       Junto com uma equipe estou ajudando a fazer as divisões dos fogos. Os rojões e foguetes em sacos para os maiores. Os menores ficam com os estralos e bombinhas. Muito frisson por conta do evento.
       Lá no alto do pau, no meio da fogueira quase pronta, colocaram um boneco recheado de foguetes. Dizem que é a cara do Fidel Castro, boneco barbudo. Parece que é o sujeito que invadiu Cuba. Não entendo muito disso. Mas que vai ser bonita a lambança das explosões, isso vai.

 

XI Parte – As férias de final de ano

maio 28th, 2009

REESCREVER A HISTÓRIA

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Por Alexandre Garciaquepe

No último fim de semana, eu lia Desvios do Poder, do ex-Consultor da República Galba Veloso, para entender a legalidade da reunião com os prefeitos em Brasília, e descobri, no livro, uma lei sobre abusos de poder. A lei 4.898 trata com severidade a autoridade civil ou militar que praticar abuso de poder. A lei diz que todo cidadão tem o direito de agir penal e civilmente contra a autoridade, civil ou militar, que abusar do poder atentando contra a liberdade de locomoção do indivíduo, a inviolabilidade do domicílio, o sigilo da correspondência, o direito de união, a incolumidade física, privação de liberdade, como manter alguém sob custódia ou submetê-lo a vexame, não comunicar prisão ao juiz, prender mesmo com possibilidade de fiança – e por aí vai.
Agora, a minha surpresa: sabem de quando é a lei? De 9 de dezembro de 1965. Em pleno regime militar, sob a chefia do marechal-presidente Castello Branco. Lembrei-me de registrar isso porque no dia 17 último, a insuspeita Folha de S.Paulo, em editorial, chamou de ditabranda aquela época brasileira, em contraposição com ditaduras como de Fidel Castro e a disfarçada de Hugo Chavez. Houve gente que ficou furiosa com a Folha, por causa do editorial. “Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão de ditabranda?” – perguntou uma professora da Faculdade de Educação da USP, segundo a Veja. Minha neta me fez a mesma pergunta, porque o professor dela contou que foram anos de chumbo, que ninguém tinha liberdade. Desconfiei que o professor nem havia nascido em 1964 e ela me confirmou isso.
Eu vivi aqueles tempos. Fui presidente de Centro Acadêmico em 1969. Fui jornalista do Jornal do Brasil de 1971 a 1979. Cobria política e economia e nunca recebi qualquer tipo de ameaça, censura ou pressão. Sei que havia censura. Comigo, nunca houve. Sei que havia tortura. Certa vez me chamaram para identificação no DOPS, de suspeitos presos por um assalto ao Banco do Brasil, que eu havia testemunhado. Os dois estavam no chão, gemendo, com sinais evidentes de tortura. Fiquei revoltado e não fiz o reconhecimento. Nada me aconteceu.
Nesse último carnaval, contou-se que o governador do Rio preparou uma claque para afastar o temor de vaia para o presidente Lula – que no Rio já havia sido vaiado na abertura do Pan, no Maracanã. O temor existia, mesmo com o alto índice do presidente nas pesquisas de popularidade. Lembro que o general Médici foi o mais duro entre os generais-presidentes. Mas ele entrava no Maracanã, de radinho no ouvido e cigarro no canto da boca, e quando aparecia na tribuna o estádio inteiro o aplaudia. E ele estava reprimindo os grupos armados de esquerda que sequestravam e assaltavam bancos. Os carros dos brasileiros andavam com um plástico verde-e-amarelo que dizia “Brasil – ame-o ou deixe-o”. Alguém explica isso?
Os generais-presidentes foram todos eleitos pelo Congresso, onde havia oposição. O último deles, ao contrário de Fidel e Chavez que negam suas ditaduras, assumiu fazendo uma promessa: “Eu juro que vou fazer deste país uma democracia”. Coisa rara, um suposto ditador reconhecer que não governava numa democracia. Por tudo isso, já está em tempo de se esquecer a propaganda, os rancores, as mentiras, e reescrever nossa História recente. História sem verdade não é ciência, é indecência.

Alexandre Garcia (Diário de Marília-SP)

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março 20th, 2009