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Férias… mas que férias!?
Seis meses me separaram dos familiares desde a última vez que os vi. Muita coisa nova me esperava. Vovô Joanim já não se encontrava mais conosco. Sua morte foi-me participada havia dois meses e só agora o fato teve relevância. Ao visitar vovó Lídia, a viúva, pude observar o vácuo deixado por ele. Homem simples, de fácil se dar, me adotara como seu colega de pescaria. Andávamos longos trechos pelos trilhos da Central do Brasil que margeava o Rio Paraibuna e íamos buscar em pesqueiros “secretos” os petiscos do jantar. Agora o vazio.
Meus irmãos cresceram como nunca e exceto por um detalhe interessante, a cada vez que em casa me aportava, tinha a sensação de tudo em casa estar diminuto. A moradia como que se encolhera.
A novidade mais importante foi a inauguraçã de uma casa bem vizinha à nossa. Era uma construção nova pertencente ao Conjunto JK , no local exato onde antes ficava pequena lagoa, objeto das minhas peraltices infantis.
A saudade do local de velhas lembranças, no entanto, logo se esvaiu. Uma figura está sendo a responsável por isso. O nome dela é Mercedes. Longos cabelos, negros e lisos. Mal pude ainda observar seus olhos. É moda os cabelos estarem caídos pelo rosto, qual burka natural. É linda. Tem a minha idade. Filha de numerosa prole sendo uma das caçulas. Já freqüenta nossa casa, amiga de minha irmã Conceição. Tão logo aqui cheguei veio se apresentar e conhecer o visinho “padre”. Desde então me vi perdido em sensações e pensamentos nunca dantes experimentados. Um como fogo ardente queima-me por inteiro. Sinto-me estranho. Muito diferente do que sinto por meus pais, irmão e amigos.
Nunca foi tão gostoso ir à missa. Voltar junto com grupo onde ela estava ela era divinamente agradável.
Minha irmã, como soer deve acontecer com algumas mulheres, alcovitando, facilitava os encontros e reencontros. Meus pais, na santa inocência, tinham tudo como muito normal.
O pior é que o tempo dispara justo quando as coisas são boas e favoráveis. Os vinte dias das férias sumiram como por encanto.
Retornando à lide clausural já não tenho mais outros que não pensamentos à Juiz de Fora. Não me seguram mais razões outras que dantes me fixara tão longe dos meus.
Tudo me parece estranho. As luzes e os verdes deste lugar já não brilham nem colorem mais como dantes .
Iniciou-se o segundo período escolar do ano letivo com as atividades pertinentes. Como “terapia ocupacional” qualquer desforço pareceu-me inútil. Por muitas vezes estou sendo chamado à atenção às aulas. Estou sempre no mundo da Lua. ” Lua com cabelos compridos e olhos escondidos”.
Fui chamado a uma reunião particular com o Irmão Reitor. Não imaginava a que se atinha tal encontro. Os resultados escolares do mês em andamento ainda não tinham sido recolhidos. Seria ainda o assunto do cigarro nos bastidores do teatro?
Dia seguinte e após os afazeres matinais, preces e faxinas, sou convocado à tal reunião. Estou mais ansioso que apreensivo. Adentro o gabinete austero do Reitor. Sou convidado a sentar-me e ficar aguardando alguns instantes enquanto o mestre assina uns papéis.
Finalmente, após ler uma ficha que detivera à parte, inicia a conversa perguntando como estou. Respondo-lhe que “bem”. Dá uma espiadela na ficha, que certamente, agora tinha eu convicção, era minha. Diz querer saber o motivo de minhas preocupações atuais, ao que respondo evasivamente, e com sinceridade: “nenhuma”.
Perguntou-me como foram as férias, como encontrara a família, que locais eu visitara e quem eu conhecera.
Sempre fui muito sincero. A lição que papai mais evidenciou foi a de que nunca mentisse, fosse em que oportunidade fosse. Abri-me pois ao caro superior como sempre o fiz com papai.
O mestre me olhou com carinho e compreensão. Fez-me ver que o que sentia não era pecaminoso ou errado. Muitos que ao seminário chegavam, depois de algum tempo acordavam para outros sentimentos que não o do celibato e da reclusão. No entanto convida-me à oração e reflexão. Que permanecesse ainda o restante do ano em observação. Deixasse o tempo passar. Ao final do período em nova conversa decidiríamos, os dois, o melhor caminho a tomar.
Os dias foram rolando, devagar como carroça ladeira acima.
Agosto chegou e não deixei que terminasse. Pedi nova reunião. E expus minha vontade de partir.
Não houve oposição. Foi como se já se esperasse por este resultado. Só foi pedido tempo para uma troca de correspondência entre a Direção e papai.
Os valores necessários para a viagem chegaram com a resposta de papai.
Não obtive, como praxe, oportunidade para despedidas. Não podia ser o motivo ou estímulo a outras deserções. Muito menos pelos motivos supostamente aventados.
Voltei para o “mundo” no dia 5 de setembro de 1964.
Comigo acompanharam valores imensos. Dos Maristas tive a oportunidade de não só ter crescido como cristão, mas como verdadeiro cidadão, esta última virtude inseparável da primeira.
Não imaginava, no entanto, quanta influência teria estes pouco menos de cinco anos em toda minha existência.
Nota do autor:
A resolução em encerrar nesta data estas pueris “memórias” prende-se ao jubileu de ouro (50 anos) de minha chegada ao Juvenato São José das Palmeiras na Cidade de Mendes – Estado do Rio de Janeiro.
Agradeço de coração às inúmeras postagens realizadas por leitores contumazes deste blog.
Em especial e em nome de todos os outros, nomeio minha gratidão
à “ Manhosa – Loba Virtual” do (http://amanhosalobavirtual.blogspot.com)
e ao Shintoni do (http://duelosliterarios.blogspot.com)
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janeiro 19th, 2010

A PRIMEIRA GRANDE SEPARAÇÃO
A minha primeira noite separado dos meus pais não foi de toda ruim. Estava cansado e, embora minha cama fizesse parte de outras dezenas em grande dormitório ainda vazio, dormi pesado. Meu cicerone, aluno do grupo dos maiores, deslocou-se para o terceiro andar dos maiores, acima do nosso. A graduação era feita por idade somada à colocação da turma ginasial que se pertencesse. Seriamos os juvenistas do admissão, quinta e sexta série. Os maiores eram quase todos da sétima e oitava séries. Todos juntos perfaríamos duzentos aproximadamente.
Acordei no domingo muito cedo, escuro ainda, seis e trinta da manhã. Pediram-nos pressa para a missa das sete. Da fila de deslocamento fui convidado a ficar lá atrás, na capela, junto com papai e mamãe que já me aguardavam.
Minha atenção toda é para com a mamãe. Demonstrou neste primeiro contato uma satisfação incomum. Não sei se por me rever próximo dela ou se já se sentia mais confiante pela análise de leoa que aprova o novo ninho do filhote.
Assisti a missa. Comungamos. Fui tomar café com eles no refeitório dos hóspedes.
O acesso ao ambiente que agora eu me encontrava era vedado aos alunos do juvenato, exceção feita quando acompanhando familiares visitantes. Entre a capela e o refeitório para o café atravessamos um pátio, quadrado, ajardinado, via-se que finamente tratado por mãos zelosas. Do lado direito, à leste, os quartos individuais de velhos religiosos que se recolhiam a asilo pela idade avançada. O lado oeste, grande construção destinava-se aos postulantes e noviços. Os primeiros para o curso do primeiro ano científico. Os segundos, já com os votos de obediência e usando batinas, dedicavam os dois anos restantes aos estudos laicos e teológicos. Após isso mais um ano de estudos como escolásticos, somente dedicavam ao aprofundamento religioso. Completar-se-ia os outros dois votos: pobreza e castidade. Papai foi me repassando, como bom guia, as explicações que o próprio reitor lhe informara de véspera.
Gozamos juntos agradável manhã. Franquearam-nos todos os ambientes. O curral, pocilga, criatório de coelhos, apiário, o pomar, ah! o pomar. Linda colina despontava por detrás do grande galinheiro. Um caminho sinuoso entre pés de laranjas, mexericas e jamelões, ainda carregados de remanescentes frutos de fim do outono, nos levava a uma linda capela em forma de gruta onde jazia a imagem de Nossa Senhora de Lourdes lá no cimo da elevação. Papai e mamãe, ele congregado mariano, ela ex filha de Maria, aproveitaram para prece sentida pedindo que a santa procurasse guiar os passos do filho que hora soltava-se da ninhada.
Almoçamos juntos ainda desta vez. Logo após a refeição Irmão Zeno, o reitor, vem me informar que uma tarde esportiva estava sendo preparada para os alunos chegantes. Mostrei-me entusiasmado… verdadeiro ator mirim. Sabia que papai e mamãe em seguida partiriam de volta às Minas Gerais. O motivo que me trouxe ali, ser menos um às despesas lá de casa, surgiu à minha mente e não titubeei. Fiquei firme. Mostraria à mamãe a minha grande satisfação em estar estudando, mesmo que longe deles. Subi ao alojamento e me aparamentei de jogador. Tudo novinho, calção, camiseta e chuteiras com meiões que iam ao meio das coxas. Mostrava-me eufórico, vibrante. Despedi-me de papai e de mamãe que já não escondia as lágrimas. O reitor indicou-me a direção do campo. Teria que subir o morro detrás do grande galpão e seguir pela estrada que iria me levar ao ambiente dos esportes. E assim fui às carreiras.
Já alcançada a estrada apontada pelo superior, acima do telhado do galpão dos banheiros procurei uma brecha para ver, dentre o farto bambuzal papai e mamãe que já se afastavam na charrete em direção à saída da fazenda. Em segundos perdi-os de vista. A pseudo euforia não mais era necessária. Sentei-me no colchão de folhas secas. Escondido e sozinho de todos chorei copiosamente a minha primeira grande perda.
Parte VIII – Longe dos olhos…
maio 6th, 2009
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UM MUNDO NOVO
O trote do animal nos conduzindo ao interior da “fazenda” tem para mim uma conotação de despedida com o meu passado. A cada curva me parece um convite a desligar-me da meninice vivida até então. Papai e mamãe apertam, ambos, minhas mãos. Não sei se papai está tentando fingir nada sentir. Mamãe, taciturna, não esconde a tristeza que lhe vai n’alma; ainda há pouco apertara , sem perceber, minha mão, num sentido de posse de algo que está por perder.
Desde a porteira de onde fomos recebidos até aqui, calculo já percorremos uns bons três quilômetros. Do lado direito da estrada percebo várias fontes d’água a escorrer dos morros repletos de alta vegetação. Do lado esquerdo, de quando em vez, dentre os arbustos quase serrados, noto um vale, ora coberto de pastagens ora de áreas cultivadas.
Finalmente chegamos. Ladeamos longa construção com diversas janelas, grande casario fechado aos nossos olhares. Entramos após breve aclive a um pátio à frente de prédio de três andares. Neste espaço um gramado ao centro, tendo de um lado sapotizeiros e d’outro enfileirados, jambeiros cujos troncos grossos seguram redes de voleibol. Mais além destes últimos um grande galpão encostado ao pé de montanha que ali tem começo. O interessante foi identificar dezenas de portas ao fundo deste pavimento. Percebo serem banheiros enfileirados, não há dúvida. O som de uma cachoeira distante uns cem metros à direita deste ambiente faz-me sentir uma realidade nunca antes vivida. Um mundo novo, diferente e desconhecido inicia-se para mim neste momento. Analiso outros detalhes enquanto o condutor alinha a charrete debaixo de uma passarela coberta que faz a ligação do galpão dos banheiros com o prédio de três andares.
Demonstra que já é praxe para o nosso guia parar ali. Imediatamente aparece um “padre” de idade madura, que nos recebe com largo sorriso. Tem óculos de aros finos e redondos, ares de escritor, professor, eu diria.
Se identifica por Irmão Zeno Camata, diretor do “juvenato”.
Papai e mamãe que primeiro desceram da condução recebe os cumprimentos de boas vindas e apontam-me, um pouco afastado deles, como o novo candidato ao seminário.
Intuido em gestos por papai, aperto as mãos do prelado que muito atencioso desdobra-se nas boas vindas.
Feitas as apresentações, dá ordens ao cocheiro para que conduza as minhas malas ao dormitório dos menores. Adentra-nos por longo corredor no térreo do grande prédio, ladeado de portas envidraçadas donde percebo várias salas de aula com suas envernizadas carteiras.
Entramos em seu gabinete. É um ambiente rústico, sóbrio, diria sombrio, bem diferente da sala enfeitada da diretora do meu ex-grupo escolar.
Faz-me sentar, após meus pais. Apóia-se em cadeira de espaldar alto e fazendo as perguntas de praxe sobre a viagem passa a informar sobre o local que acolherá o novo aluno “juvenista”. Mamãe adivinha minhas dúvidas e pergunta o que é “juvenista”. Simpaticamente e demonstrando agrado responde que se trata de aluno de juvenato ou internato que acolhe candidatos para serem Irmãos Maristas. Nos olhamos sem entender muito. Não tivemos muitas explicações na visita do padre, digo, Irmão, quando em Juiz de Fora. Segue-se maior explanação do bom homem: trata-se de uma organização religiosa que forma religiosos para a missão de educar jovens em todo o mundo. Eu iria iniciar os estudos no curso de admissão que antecede o ginásio.
Acho estanho, mas não dedico maiores atenções. Irmão, padre, vigário, bispo… para mim, vestiu batina é padre.
Depois de longa meia hora, justo quando ouvi burburinho de vozes quebrando o silêncio daquela clausura, somos convidados a sair do escritório e já no corredor, instado pelo reverendo, um rapaz de uns desessete anos ou pouco mais, se apresenta como aluno antigo, encarregado de me conduzir-me ao dormitório para que eu apossasse de cama e armário e me desfizesse das malas.
Combinamos nos encontrar mais tarde, indo papai e mamãe para outras bandas daquele imenso casario.
Parte VII – A PRIMEIRA GRANDE SEPARAÇÃO
abril 28th, 2009
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A VIAGEM
Novembro e dezembro deste ano foram dos mais morosos que já vivi. Nos dias que antecederam outros Natais bastavam os possíveis presentes e principalmente a espera da Cesta de Natal “Columbus” que papai assinava pagando pequenas parcelas durante dez meses, para que a ansiedade surgisse. Relembro-me bem o gostinho dos patês do ano passado. Agora porém não são os sabores das nozes e amêndoas que mais anseio; papai recebeu ontem carta do Seminário. Não sei por que estava no remetente: “Juvenato São José” lá de Mendes no Estado do Rio. Devo apresentar-me no dia doze de janeiro para o início dos estudos.
Não é a viagem em si que me provoca esse frisson. Já estive na Guanabara algumas vezes desde os meus sete anos de idade. A família dos Faza, vizinhos de rua, imigrantes italianos como meus avós, sempre fizeram lotações turísticas ao Distrito Federal. Tomei banho em Copacabana, visitei duas vezes o museu da Quinta da Boa Vista e seu Jardim Zoológico e subi ao Cristo do Corcovado. Fui uma vez à Aparecida do Norte. Sou um cara viajado. Como eu disse, não é a viagem em si. É… como posso dizer… tocar minha vida sozinho. Na realidade procuro não pensar muito nisso não, mas não tem jeito: que o tempo está custando a passar, ah! isso está!
Acabei de receber o enxoval. Foram os presentes mais ricos que já tive até hoje. Ano passado ganhei um biblioquê. Não teve gosto de presente porque eu e minha irmã Conceição fomos juntos com papai e mamãe comprar os brinquedos das crianças, os outros nossos seis irmãos. Como sobrou uns trocadinhos pudemos comprar algo para nós também. Acabou esvaziando o sentido da surpresa no pé da árvore de Natal. Mas este Natal vai ficar na minha memória. Acho que na dos meus irmãos também. O cantinho da sala onde estava a árvore armada coube todos os agrados das crianças. A mesa da sala foi toda ocupada pelos embrulhos e pacotes para mim. Me chamou a atenção mesmo foi o olhar de curiosidade dos meus maninhos. Maravilhado fui desfazendo-os . Tinha-os de todas as cores. Do tipo de papel de embrulhar pão, só que coloridos. Nem os dos ternos que papai entregava não tinham aquelas cores. E fui desfilando um a um seus conteúdos. Já não eram só os olhos arregalados dos meus irmãos, era-os também os meus, de mamãe e de papai. A bondosa catequista fora encarregada horas antes de recolher das não menos caridosas benfeitoras os donativos para o futuro “padre”. Não poderia deixar de enumerar os regalos que desfilavam pela sala de mãos em mãos: sapatos pretos e marrons, gravatas, camisetas, calções, sungas, camisas de mangas longas e curtas, latas de graxa, tesourinhas e o que mais me surpreendeu: um par de chuteiras com travas, uma loucura de lindas, do tipo que Pelé usou na copa do mundo há dois anos atrás em 1958. E tantos outros objetos que papai foi obrigado a tomar emprestado duas malas das grandes para acondicionar tudo. Dia seguinte ao natal recebo três dúzias de meias buclê da Malharia São Jorge, do meu tio Ívano Tabet e minha tia Tieta, a tia dos olhos azuis e da berruguinha no rosto.
Carregar a bagagem até a Central do Brasil não é difícil para papai. Usando a bicicleta como sempre o fizera com os sacos de laranjas das idas às feiras dominicais, indo guardar sua condução na alfaiataria que ficava a pouca distância da estação férrea. O difícil mesmo é ter que sustentar o chororô da vovó e das tias, e por osmose as lágrimas de meus irmãos. Estou sendo corajoso e bravo, diria, agüentando firme o nó que aperta na garganta.
E lá vamos nós , eu, papai e mãe até Barra do Pirai de trem, maria-fumaça. Dali pegamos o ônibus até Vassouras e deste ponto, outro até Mendes. Antes de chegar à cidade, mais ou menos a meio caminho o chofeur já sabendo nosso destino fez parada em frente a entrada de uma fazenda. Uma charrete que fica de plantão no local nos leva a todos, mal acomodados, por estrada calçada com pedras disformes em caminho sinuoso, ora ladeando de árvores enormes, ora por moitas cerradas de bambu-açu.
Parte VI – Um Mundo novo.
abril 20th, 2009
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