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O RATO RUGE

no comment Posted by Paulo

Rato

A paz pela paz não pode ser compreendida pelo indivíduo, coletividade ou nação que teem em sua cultura a violência e o belicismo.

Assistimos um passo importantíssimo em rumo a modificar tal atitude quando um governante de país terceiro-mundista toma a dianteira em relação ao acordo nuclear do Irã.

Os amigos, leitores fiéis deste espaço, sabem que não tenho aceitado alguns atos do governo Lula mas, cá para nós, o moço fez um gol de placa. Tomou uma decisão arriscadíssima tanto em tempos de eleições internas quanto do país ser candidato a vaga permanente nas Nações Unidas (ONU).

As poderosas nações, as belicistas, diga-se: produtoras das armas de guerra, detentoras de voto sem veto às sansões esdrúxulas por não terem sido antes esgotadas todas as alternativas civilizadas, elas se sentem diminuídas, verdadeiros leões acuados pelo rugir de um ratinho sem importância.

Não é possível deixar passar em branco qualquer atitude de quem quer que seja em busca da paz entre os homens.

Que homens de boa vontade surjam às turras. Eis do necessitamos.

Paulo

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maio 20th, 2010

HUMANITÁRIOS ou ABUTRES?

1 comment Posted by Paulo

medicos-sem-fronteiras

Lembro-me de certa feita, pelos idos 1983, quando um companheiro de trabalho, voltando para casa ao final do expediente sofreu a pior experiência, segundo ele, já  vivida.

O carro tipo bugre em que transitava quebrando a barra da direção, capotou, ficando o motorista preso embaixo do mesmo.

O cinto de segurança ficara preso e ele em posição difícil gritava por ajuda. Acendeu a esperança quando, passos ouvidos, percebeu a aproximação da “ajuda”.

Ato seguinte, conforme relata, foi a causa de tantos pesadelos futuros dado o trauma que ficou. O dono dos passos que ouvira, baixando-se ao nível do chão em que se encontrava fez um único gesto: arrancou o relógio que estava em seu braço preso entre as ferragens e em seguida evadiu-se.

O caso acima não seria descrito neste artigo se não fosse a similitude do que estamos lendo e ouvindo nos noticiários sobre o Haiti.

Não estou me referindo aos saques e roubos de pessoas famintas.

abutreUm troca-troca de acusações, destinação de verbas humanitárias e disputa por maiores quantidades de soldados e ONG’s. Contestação por mando territorial por nações quais as do aeroporto da capital e outros terrenos importantes.

Vêm-me a lembrança do antigo companheiro acidentado. Estamos lá para realmente ajudar um povo capenga de tudo ou estamos visualizando somente um grupo potencial de futuros consumidores de nossos produtos?

Que a mão direita não saiba o que a esquerda faz.  (Jesus)

Somos os Humanitários ou os abutres?


Que os nossos mártires não o sejam em vão!zilda_arns_1

Paulo

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janeiro 21st, 2010