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AFINAL, QUEM É SEU AMANTE?

3 comments Posted by Paulo

amantes

(Dr. Jorge Bucay – PSICÓLOGO – tradução do original ‘Hay que buscarse un Amante’)

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um.

Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.

Geralmente, são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.

Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.

Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: ‘Depressão’, além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.

Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.

Há as que pensam: ‘Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!’

Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.

Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:

AMANTE é ‘aquilo que nos apaixona’, é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.

O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta.

É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.

Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.

Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho (remunerado ou voluntário), na natureza, na fotografia, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto…

Enfim, é ‘alguém’ ou ‘algo’ que nos faz ‘namorar’ a vida e nos afasta do triste destino de ‘ir levando’.

E o que é ‘ir levando’?

Ir levando é ter medo de viver.

É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.

Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã*.

Por favor, não se contente com ‘ir levando’; procure um amante, seja também um amante e um protagonista … DA SUA VIDA!

Acredite: O trágico não é morrer, afinal, a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.

O trágico é desistir de viver.

Por isso, e sem mais delongas, procure um amante …

A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo Transcendental:

‘PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA.’

junho 17th, 2010

UMA HISTÓRIA

1 comment Posted by Paulo

coracao

Recebo com carinho da querida Lena,  esta que será a 60ª postagem neste cantinho de todos. E o próximo comentário será o de nº 90. Quem se habilita?

Uma História

Por: Maria Helena Brugiolo

 

O acaso que me fez te conhecer,
Você foi chegando de mansinho
Como quem anda sem rumo, sem saber.
Foi falando cada vez mais de pertinho
E trazendo consigo o seu carinho
E eu fiquei sem saber o que dizer.

 

Tão sofrido, tão carente, tão sozinho.
De mansinho invadiu meu coração,
Parecia mais um pássaro sem ninho
Que há muito ansiava uma emoção
Voando a procura de um cantinho
Que pudesse abrigar seu coração.

 

Falou-me de uma triste desventura
Pois perdera um amor… uma ternura
Que depois de perder ficamos sós.
Foi chegando me contando a aventura,
Me falava da saudade… com doçura
Que a vida proporciona a todos nós.

 

Foi suave… carinhoso… delicado;
Me falava da alegria e da paixão.
Eu que estava com o peito amargurado
Fui cedendo ao seu encanto e sedução
E com esse seu jeitinho abandonado
Despertou o meu carente coração.

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abril 29th, 2009